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DO JUIZ AO RÉU, TODO MUNDO LÊ O BLOG EDUCADORES DE PORTEL

quarta-feira, 24 de março de 2010

HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE PORTEL

Vista aérea da praia Tucano
No Município de Portel existia primitivamente, uma aldeia de índios, que em 1653, foi reorganizada pelo padre Antonio Vieira, ao introduzir os índios Nheengaíbas, trazidos da ilha de Marajó, ficando sob a direção dos padres da Companhia de Jesus, com a denominação de Aricuru (ou Arucurá), até a expulsão dos jesuítas, época em que já era freguesia, sob a invocação de Nossa Senhora da Luz.

Em 1858, o governador e capitão-geral Francisco Xavier de Mendonça furtado elevou-a à categoria de Vila, mudou-lhe o nome para Portel, denominação portuguesa que significa "Porto Pequeno", e instalado pessoalmente o Município, em 24 de janeiro do mesmo ano.

No ano de 1833, o Município de Portel perdeu o título de Vila, ficando seu território enexado ao Município de Melgaço até 1843, quando a Lei nº 110, de 25 de setembro, restaurou-lhe a categoria de Vila, sendo reinstalado o município, em 7 de janeiro de 1845. O Decreto nº 6, de 4 de novembro de 1930, omitiu Portel da relação dos Municípios. entretanto, citou-o em um dos seus artigos como tendo sido acrescido do território do então extinto Município de Bagre.

Prédio histórico: marcas religiosas
Já no Decreto nº 72, de 27 de dezembro de 1930, foi confirmada a existência do Município, sendo incluído seu nome na relação dos Municípios e incorporado ao seu território o então extinto Município de Melgaço.

Com o Decreto nº 399, de 26 de junho de 1931, Portel sofreu outra alteração, pois foi anexado ao Município de Breves. Restabelecido posteriormente com território desmembrado do Município de Breves, figura no quadro de divisão administrativa relativo a 1933, constituído apenas do distrito-sede.

A lei nº 8, de 31 de outubro de 1935, enumerou todos os Municípios do Pará, entre eles o de Portel.

Pela divisão territorial de 31 de dezembro de 1936, do Instituto Nacional de Estatística, Portel é citado na relação dos Municípios, constituído de 6 distritos: Portel, Bom Sucesso, Santa Helena, Bagre, Oeiras e Jacundá.

Já em 31 de março de 1938, com o Decreto-Lei nº 2.972, o Município de Portel compunha-se apenas de três distritos: Portel, Bagre e Oeiras.

Em 31 de outubro de 1938, através do Decreto-Lei nº 3.131, que fixou a divisão territorial do Estado, Portel perdeu para o Município de Oeiras o distrito de Bagre. Oeiras passara a ser Município autônomo. Portanto, nessa divisão, deveria compor-se somente do distrito-sede, apresentando-se, no entanto, com 2 distritos: Portel e Melgaço.

Conforme o Decreto-Lei nº 4.505, de dezembro de 1943, que estabeleceu a divisão territorial do Estado, para o período de 1944 a 1948, o Município de Portel permaneceu composto do distrito-sede e do distrito de Melgaço. Este restabeleceu sua autonomia através de Lei nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961.

Praia Arucará, a mais visitada
Em 10 de maio de 1988, com a Lei nº 5.447, Portel teve sua área desmembrada, para ser criado o Município de Pacajá. atualmente, o Município é composto somente do distrito-sede.

Cultura: No Município de Portel, acontecem inúmeras manifestações religiosas. A de maior expressão popular, no entanto, é a festa da padroeira Nossa Senhora da Luz, cuja procissão ocorre no dia 2 de fevereiro. Bois-bumbá, quadrilhas e o carimbó constituem as principais manifestações de cultura popular de Portel.

O artesanato é constituído, basicamente, de peça confeccionadas em tala e argila. Os produtos mais destacados são os paneiros, os vasos e os alguidares.

Em Portel, não há informações de qualquer monumento histórico que possa registrar a memória e a cultura local. Uma Biblioteca Municipal é o único equipamento cultural de que a cidade dispõe.

Informações Gerais

LOCALIZAÇÃO
O Município de Portel pertence à Mesorregião Marajó e à Microrregião Portel.
A sede Municipal, tem as seguintes coordenadas geográficas: 01º 55’ 45" de latitude Sul e 50º 49’ 15"de longitude a Oeste de Greenwich.

LIMITES
Ao Norte - Município de Melgaço
Ao Sul - Município de Pacajá
A Leste - Municípios de Bagre e Baião
A Oeste - Municípios de Senador José Porfírio e Porto de Moz

SOLOS
Predominam, no município, as seguintes classes de solos: Latossolo amarelo distrófico textura média, Areias Quartzosas distrófica, relevo plano e suave ondulado; Plintossolo álico textura média, Gley Pouco Húmico distrófico textura indiscriminada, relevo plano; Latossolo Amarelo distrófico textura argilosa e Solos Concrecionários Lateríticos Indiscriminados distróficos textura indiscriminada, relevo plano e suave ondulado.

VEGETAÇÃO
O domínio vegetal no Município de Portel é Floresta Densa dos terraços e baixos platôs. ao longo dos cursos d’água, é notada a presença da Floresta aberta Mista (Cocal) em extensões de até 1,5 Km a cada lado do rio.
A Norte do município, ao longo do rio Anapu (margem direita) encontram-se Campos Graminosos úmidos, em depressões assoreadas de Sedimentos Arenosos. A presença da Vegetação Secundária é pouco expressiva.

PATRIMÔNIO NATURAL
A alteração da cobertura vegetal natural, em imagens de LANDSAT-TM, do ano de 1986, era de 4,96%. Os acidentes geográficos, ecologicamente mais relevantes, são: os rios Pacajá, Anapu e Camaraipi e as baías de Melgaço, Portel, Pacajá e Caxiuanã. Apresenta várias cachoeiras, entre elas a Grande do Pacajaí, Pimenta, Piranha, Piracuquara, Pilão grande do Tueré e Comprida. Divide com o Município de Melgaço a Floresta nacional do Caxiunã, com área de 200.000 ha (2.000 Km²), dentro da qual o Museu Paraense Emílio Goeldi pretende implantar uma Estação ecológica.
Com o objetivo de racionalizar a exploração do potencial madeireiro, é vital a criação da Floresta Estadual de Caxiuanã, em função de sua baixa influência antrópica, boa topografia e condições de transporte.

TOPOGRAFIA
Como em quase toda a totalidade dos Municípios desta mesorregião, a cidade de Portel apresenta uma baixa altitude, variando entre 3 a 4 metros, não havendo modificações significativas para o "Interland" deste Município.

GEOLOGIA E RELEVO
A estrutura geológica do Município de Portel é em quase sua totalidade, formada por sedimentos cenozóicos, englobando litotipos da Formação Barreiras, de idade Terciária (arenitos, siltios e argelitos caulínicos, com lentes de conglomerados); e sedimentos inconsolidados (areias, silttes e argilas) de idade quaternária.

Somente em uma pequena porção ao sul de seu território, estão expostas rochas de idade pré-cambrianas, pertencentes ao Complexo Xingu (granitos, granodioritos, dioritos, migmatitos, granulitos ácidos e básicos, quartzitos, xistos e gnaíses), que constituem as cachoeiras dos altos cursos dos rios Pacajá e Anapú.

HIDROGRAFIA
Neste Município, aparecem três grandes rios que drenam toda a área: rio Anapú, rio pacajá e o rio Camaraipí e se deslocam no sentido sul-noroeste. O rio Anapú deságua na Baía de Pracuí a Baía de Caxiuanã e os principais afluentes são: Pela margem direita: rios Marinaú, Tueré e os igarapés: Itatira, Merapiranga, Janal Grande, umarizal, Marapuá, Atuá e Majuá e, pela margem esquerda; rio Pracuruzinho, rio Curió e rio Pracupi, os igarapés Carumbé, Itatinguinho, Itatingão, Poção, Jacitara, Cocoajá e Tapacú.

O rio Pacajá joga suas águas na baía de Portel, que passa em frente à sede do Município, logo após encontrar com o rio Camaraipi. Os seus principais afluentes são: pela margem esquerda: rios Urianã, Aratari, Mandaquari, Guajará e os igarapés: Damiana, Capoeirão, Grande, Pajé, Limão e pela margem direita: rio Jacar-Parú Grande, rio Jacaré Paruzinho e igarapés: Vinte e Nove, Angelim, Do Ouro, Pereira, Ana, Tucumanpijó, Mineiro, Candirí, Maratuba, Cajú e Araú.

O rio Camaraipí é a terceira drenagem do Município, porém de grande destaque, porque deságua na baía de Portel, em frente à sede municipal. Seus principais afluentes pela margem direita são: rio Banã, rio Pirico e os igarapés Esmeralda, Macaco, Açaituba, Meratuba, Grande e Cariatuba. Pela margem esquerda, encontramos rio Pitinga, rio Acangatá, rio Paca, rio Ajará e os igarapés Taquera, Tamaquerinha, Tanquera, Arumã e Otá.
Apresenta outros rios menores, como o Acutí-pereira e seu afluente o igarapé Laranjal. O rio Jaguarajó faz limite a leste com o Município de Bagre.

CLIMA
Segundo "Kôppen", na sua classificação este município pertence ao grupo AF, sendo um clima tropical úmido, com a precipitação de 350 mm, no mês de abril é rebaixado até 60 mm, no mês de outubro. O trimestre mais chuvoso é fevereiro, março e abril, enquanto nos meses de agosto, setembro e outubro aparece como o período mais seco (índice pluviométrico anual é 2.200mm). A freqüência média anual de precipitação é de 21º C, sendo que a temperatura mínima chega a 21º C e a máxima não passa de 90% em abril e 80% em outubro, e a insolação média atinge 2.200 horas por ano.

Bandeira e brasão do município de Portel
Bandeira de Portel - essa versão foi feita por mim no Corel Draw


Bandeira de Portel - o presente desenho é de autor desconhecido
Esta eu criei no Photoshop, em 18/05/2012

Brasão de Portel



INTENDENTES E PREFEITOS

INTENDENTES E PREFEITOS DE PORTEL – PERÍODO REPUBLICANO 1889 - 2008
MANOEL SERRÃO DE CASTRO JARDIM

INTENDENTE
1889 – 1899
THEODULO GONÇALVES BAIA
INTENDENTE
1900 – 1906
FAUSTO AUGUSTO DA SILVA VALENTE
INTENDENTE
1907 – 1911
BELLO JOAQUIM PIRES
INTENDENTE
1912 – 1918
MANOEL SERRÃO DE CASTRO JARDIM
 INTENDENTE           
1919 - 1922
MANOEL GONÇALVES COELHO DA SILVA
INTENDENTE
1923 – 1923
CEL. FRANCISCO SEVERIANO DE MOURA
INTENDENTE
1924 - 1931
EUSTORGIO MIRANDA
INTENDENTE
1932- 1932
FELINTO DE SIQUEIRA
INTENDENTE
1933-1934
OTTOKAR SAMPAIO BANDEIRA
PREF. INTERINO
23/01 A 23/09/1935
CEL. FRANCISCO SEVERIANO DE MOURA
PREFEITO
1935-1937
CEL. MÁRIO SEVERIANO DE MOURA
PREFEITO
1938-1940
TEN. AUGUSTO GOMES DE SOUZA
PREF. INTERINO
27/07/1940 A 26/02/1941
CEL. RAIMUNDO FERREIRA GUEDES
PREFEITO
1941 – 1942
FIRMO TAGY DE MACEDO
PREFEITO
1943-1945
FRANCISCO SILVA LEITE
PREFEITO
1946-1947
TERTULIANO VITOR DE SENA BRASIL
PREF. INTERINO
01/04 A 02/12/1947
FRANCISCO SILVA LEITE
PREFEITO
1948-1950
ARMANDO PINTO GOMES
PREFEITO
1951-1954
HUGO CARLOS SABÓIA
PREFEITO
1955-1957
LADISLAU QUEIROZ DA SILVA
PREFEITO
1958-1958
FIRMO TAGY DE MACEDO
PREFEITO
1959-1960
FRANCISCO TEIXEIRA DA COSTA
PREFEITO
1961-1962
LADISLAU QUEIROZ DA SILVA
PREFEITO
1963-1966
JOÃO MESSIAS DOS SANTOS FIALHO
VICE

OTHON ALVES FIALHO
PREFEITO
1967- 1970
RAFAEL GONZAGA
VICE

RAFAEL GONZAGA
PREFEITO
1971-1972
OTHON ALVES FIALHO
PREFEITO
1973-1976
 ANTÔNIO GONZAGA DA ROCHA
VICE

FELIZARDO JUSTINO DINIZ
PREFEITO
1977-1982
RAIMUNDO PEREIRA DE ALMEIDA
VICE

ELQUIAS NUNES DA SILVA MONTEIRO
PREFEITO
1983-1988
PEDRO RODRIGUES BARBOSA
VICE

RENATO QUEIROZ RODRIGUES
PREFEITO
1989-1992
HUMBERTO PEREIRA CARDOSO
VICE

NANCY DE ARAÚJO GUEDES
PREFEITA
1993-1996
ESTANISLAU PEREIRA MONTEIRO
VICE

MARIA TRINDADE SABÓIA ALVES
PREF. INTERINA
01/97 A 05/97
ELQUIAS NUNES DA SILVA MONTEIRO
PREFEITO
1997-2000
RAIMUNDO GOMES PEREIRA
VICE

ELQUIAS NUNES DA SILVA MONTEIRO
PREFEITO
2001-2004
RAIMUNDO GOMES PEREIRA
VICE

PEDRO RODRIGUES BARBOSA
PREFEITO
2005-2008
ADEMAR TERRA DA COSTA
VICE

PEDRO RODRIGUES BARBOSA
PREFEITO
2009- ?
ANTONIO CARLOS MOURA DA SILVA
VICE


Fonte: Publicação de Orziro Santana;
           Diagnóstico Sócio-Econômico do Rio Acutipereira, 2007;
           Dados da Prefeitura Municipal de Portel.

Mais sobre Portel
Artigo do professor Laudo do Socorro Pinto
História do Município de Portel na Wikipedia

quarta-feira, 17 de março de 2010

SINTEPP REAGE CONTRA A VOLTA DA PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

O SINTEPP reuniu-se com a promotora de justiça SAMILE SIMÕES ALCOLUMBRE no dia 1º de março deste ano em curso, através de sua Coordenadora Regional LUCIDALVA MACIEL XAVIER e o coordenador Estadual HERMISSON BRUNO BAIA PALHETA. Na pauta constavam: a) lotação do ano letivo de 2010, no que tange aos critérios de lotação, à possível perseguição política com os membros do SINTEPP, porque tiveram sua carga horária reduzida para 100 horas, bem como em relação à redução de carga horária de 200 h para 100h de outros professores que já lecionam há mais de 05 anos, e também à contratação de professores, como se fosse para dividir essa carga horária; b) Ofício nº 005/10-GAB/PMP, que determina a não contratação de professores com alto índice de atestado médico e de faltas no ano ano de 2009 e a redução da carga horária dos servidores concursados na mesma situação; confecção do Plano de Cargo Carreira e Remuneração PCCR, que a Prefeitura Municipal realizou sem discussão com a classe, por meio do Sindicato  e já enviou o projeto de lei à Câmara Municipal; d) reajuste dos salários dos professores no ano de 2010, face ao reajuste do salário mínimo nacional ocorrido em janeiro do corrente ano; e) possível paralisação das aulas escolares, em razão da inexistência de possibilidade de continuação do ano letivo, face à não adequação das escolas para o ensino de 09 (nove) anos, bem como a existência de outras obras, que prejudicam a saúde e colocam em risco a integridade das crianças e professores; f) devolução de professores pelos diretores escolares à Secretaria Municipal sem qualquer critério; g) superlotação nas salas de aula nas escolas municipais. 

Diante de tudo isso, a Promotora de Justiça já encaminho ofício à SEMED e, por causa da gravidade dos fatos, realizará procedimento administrativo para a apuração de eventuais irregularidades.

domingo, 14 de março de 2010

DIFUSÃO DE IDÉIAS

O EDUCADORES DE PORTEL é do conhecimento de todos os deputados da Assembléia Legislativa do Estado do Pará. Pois é, foram enviadas mensagens, via e-mail, para cada um dos parlamentares e assim eles possam acompanhar o que acontece em Portel, principalmente as dores e sofrimentos dos professores, mas também projetos, idéias e realizações, pois nem só de coisa ruim vive Portel. 
Até o momento, apenas o deputado Miriquinho, o qual é professor também, respondeu às nossas mensagens, em agradecimento pelo envio do endereço do blog dos educadores de Portel.

sexta-feira, 12 de março de 2010

O MEDO DA LIBERDADE



Se existe uma coisa que amo fazer, é desenhar. Sou cartunista. Não ganho a vida com isso, mas me divirto um bocado... E quando as pessoas

descobrem minha habilidade, invariavelmente pedem:

- Desenha alguma coisa aí?

Nessa hora eu congelo! Fico olhando aquela folha branca e... Nada!

- Desenhar o quê, pô? Um porco? Um dinossauro? Um relógio? Um sapato?

- Ah, sei lá... uma vaca, vai.

E então eu desenho a vaca. E a pessoa fica satisfeita e vai embora com o desenho da vaca. Feliz como uma criança...
Se me pedem "qualquer coisa", demoro pra desenhar. Mas se dizem o que querem, é plaft-pluft!

Mas o tal "branco" que me dá não é só desenhando, não. Quando entro naquelas gigantescas seções de CDs e DVDs das "megastores", por exemplo,
já sei o que vai acontecer. Esquecerei nomes de artistas, de álbuns, de músicas, de filmes e de diretores. Branco total! Se não fizer uma
lista antes, sou capaz de sair com nada nas mãos. Acredite: já aconteceu. São tantas as opções de escolha que eu escolho coisa nenhuma.

E a compra de café no supermercado, nos EUA? Tem café sem cafeína. Com menta. Com açúcar. Em grão redondo, grão oval e grão quadrado. Cru,
torrado e sublimado. É um sofrimento. E quando finalmente faço minha escolha, saio do mercado com a pulga atrás da orelha.

- Pô, tinha tanta opção... Será que fiz um bom negócio?

Dizem os especialistas que aquela máquina maravilhosa chamada cérebro, por absoluta falta de capacidade física, não consegue processar as
escolhas na velocidade das ofertas. Só conseguimos lidar com uma quantidade limitada de variáveis. Dê-me uma ou duas alternativas. Três ou
quatro. Talvez sete... Mais que isso, vira problema.
Além disso, quanto mais oportunidades de escolha, mais expostos ficamos a uma coisa com a qual não lidamos bem: a liberdade.

Você já subiu em um prédio, chegou até a beirada e olhou para baixo? Qual é a sensação que você tem? Medo, não é? Pois é. E medo de quê? A
maioria das pessoas dirá:

- De cair!

Engano seu... Aquele medo que aparece não é de cair. Você fica apavorado porque, naquele instante, vem à consciência uma verdade terrível:
se quiser pular, você pode! Não vai pular, mas se quiser, pode...
É esse o medo que apavora: a certeza de que podemos fazer o que quisermos com nossa vida. Toda a responsabilidade do mundo cai em seu colo.
Você está diante de um risco, sozinho, dono de seu destino, livre para construir o futuro. Se falhar na escolha e os outros ficarem sabendo,
você poderá ser criticado, ridicularizado. Que horror! É isso que apavora. Paralisa...
E então você escolhe "ficar na sua", seguir o rebanho e não inventar moda.

A consciência da liberdade de escolha dá medo. Por isso precisamos de pessoas que orientem nossas escolhas, que nos dêem a sensação de
alívio daquela tal responsabilidade. Gente que nos dê segurança.
Para vencer o medo da liberdade de escolher você precisa estudar, aprender, ilustrar-se.

Nada disso garante que você se transformará num líder. Mas ajuda a escolher que líder seguir.

Luciano Pires

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quinta-feira, 11 de março de 2010

O EXCLUÍDO PARTE 1

Quero compartilhar a humilhação e posterior vitória que terei na questão da lotação deste ano como professor da rede pública municipal de Portel.
Em tempo: tive minha carga horária reduzida baseada em critérios flutuantes, pois tais não constam do Plano de Cargos e Remuneração nem do Estatuto do Servidor, nem tampouco de Portaria da SEMED. Como se vê, fica a cargo dos diretores estabelecerem os tais critérios itinerantes.
Perdi a carga horária num momento bem difícil, pois pago uma pensão no valor de um salário mínimo (R$ 510,00), mais R$ 170,00 e contribuição com o Instituto de Previdência na casa dos 13%. Resultado? R$ 0,00 no contra-cheque. Pensa que o salário é alto? R$ 780,00! 
Diante da situação, onde um professor trazido de Belém para ocupar meu lugar, sob alegação de que tem formação em Letras e por ser primo de uma figura influente dentro da SEMED, resolvi, para não perturbar os planos de contratar parentes, formular um projeto para dar aula de inglês aos professores da zona rural, que não sabem inglês, mas receberiam capacitação, inclusive com farto material, como CDs, DVDs e apostilas. 
De repente, o Sr. Rosivaldo Paranhos vem com a história de que o Sr. Martinez, ex-marinheiro de convés da América Central, semi-analfabeto, já estava, havia muito tempo, contratado para fazer a tal capacitação.
Sabendo disso por meio de informantes de dentro da SEMED, já havia procurado a coordenadora local do SINTEPP e a mesma aconselhou procurar o tal diretor de ensino, pois o sindicato fez um acordo com a Secretaria de Educação, intermediado pela Promotoria de Justiça, na pessoa da Sra. Alcolumbre, em que se firmava a resolução dos problemas, dando prioridade aos concursados, para, depois de esgotados os candidatos, se recorresse aos contratos temporários. 
Essa é a parte I.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Reunião da comunidade São Bento com a diretora do Hospital


No dia  12 de dezembro de 2009 aconteceu uma grande reunião na comunidade São Bento do Acutipereira sobre retirada de equipamentos do posto local para o hospital Wilson da Mota Silveira. - Ressaltamos que a comunidade não fez nenhuma objeção com relação ao fato de a reunião estar sendo gravada, assim como a própria representante da secretaria municipal de saúde, sra. Gracinha. - A população local se revoltou porque há alguns anos passados, após a inauguração do posto, foram levados alguns materiais como duas geladeiras e nunca mais se teve notícias delas.
 Como lembrou muito bem a presidente do Sindicato Rural de Portel - GRACIONICE SILVA -," foi preciso haver desgraça com a morte de 16 pessoas para que acontecesse a implantação do posto atual, causando feridas que não saram nunca". Diante disso, os comunitários agiram para não perder bens conquistados com alto preço: a morte de pessoas inocentes picadas por morcegos hematófagos. Mas a diretora do Hospital, Gracinha, disse: A secretária de saúde está trazendo tudo que tem nos postos de saúde do interior pra reformar. O professor Ronaldo de Deus, presente à reunião disse: às vezes os argumentos são muito fortes, convincentes demais e eu estava olhando as fotos, e quando vocês explicam pra gente que o material foi levado para reformas, pra pintar, eu olhei um material de inox, e inox não enferruja. A diretora Gracinha retrucou: "ainda não foi levado nada nesta gestão". E a Comunidade, em voz uníssona, disse: "já foi levado e fomos até ameaçados de ser preso por impedir que levassem tudo". Gracinha: eu preciso que a comunidade me diga o que foi levado, eu não tenho como dar uma resposta pra vocês. O que eu sei dizer pra vocês e isso eu posso garantir; o que foi prometido vai voltar, eu não posso falar o mesmo da geladeira, porque não foi agora, a geladeira foi na época da Carmem. Eu to dizendo, o que eu to garantindo pra vocês o que vai voltar é o que a Marilda levou. Prof. Odinéia: Dá pra alguém dizer, por exemplo, a D. Vena, que é a pessoa que cuida da limpeza desse material, do posto, dá pra enumerar o que tinha desde que o posto passou a funcionar? "Vena: olha, o que tinha no posto quando funcionou, primeiramente foi a geladeira, que foi levada e uma maca que também foi levada. E aí ficou três macas, quatro bancos, uma mesa inox, um fogão, um butijão, um ventilador, dois armários, um grande e dois pequenos. Agora ela (a Secretária de Saúde, Marilda) veio aqui e levou essa mesa de inox de alto e baixo, uma escada e um banquinho daqueles de rodar, três objetos que ela (Marilda) levou", disse a anciã. 
A reunião foi muito importante pelo fato de esclarecer algumas coisas obscura, como o sumiço das geladeiras e a falta de um comunicado das reais intenções da Secretaria em retirar equipamentos do posto de saúde da Comunidade São Bento. Outro ponto positivo foi a adoção de registros no setor de patrimônio municipal para identificação do que consta em determinado setor público, e, assim, nesta data a diretora, conjuntamente com a comunidade, Sindicato Rural, Conselho de Saúde e professores, fizeram um levantamento de materiais constantes do posto de saúde. Mas houve uma denúncia feita contra a técnica de enfermagem Rosa por mau atendimento aos pacientes, o que ficou para ser tratado em outra reunião.

domingo, 7 de março de 2010

ATRAVESSANDO A FLORESTA

Manoel Maranhense e equipe: trabalho
Ainda eram sete horas da manhã quando estávamos, professores Ronaldo de Deus e Odinéia Ferreira, a caminho do igarapé Muim-Muim, após uma breve visita ao posto de combustível e a uma loja de ferragens para comprar lubrificante e lima para motosserra. Percorremos a cidade em poucos minutos em cima da nossa moto, a qual foi recuperada na véspera (sexta-feira) pelo amigo Babá após sofrer uma pane que resultou em eixo quebrado e queima do kit de força. Ao passarmos pela ponte de 68 metros de comprimento do igarapé Muim-Muim, a moto foi semiencoberta pela água, pois nesse período do ano a maré fica brava mesmo. Essa é a vida dos professores que trabalham na zona rural de Portel, enfrentando todo tipo de dificuldade que se possa imaginar.

E qual o motivo de estarmos em pleno sábado no meio do mato, quando poderíamos estar ao lado de nossos familiares curtindo o fim de semana?

Odinéia instrui trabalhadores: a limpeza ganha força.
Tudo começou no ano passado quando o aluguel de barco se tornou inviável e opção foi viajar em cima de uma moto velha que nós temos já há alguns anos. Mas a estrada não recebe os devidos cuidados que merece, encontrando-se cheia de buracos, mato alto, pontes quebradas ou não existentes. Assim, diante da inércia do poder público, que é realmente o responsável pelo zelo aos bens públicos, a professora Odinéia Ferreira Corrêa teve a iniciativa de criar um projeto de construção de pontes e limpeza do caminho percorrido. Então, Evandro, Odinéia e eu, Ronaldo de Deus, partimos para o comércio da cidade com a missão de arrecadar dinheiro e materiais para a construção de pontes e comida para alimentar os voluntários, os quais são moradores das comunidades envolvidas: Prainha, Queimada, Cumarú, Pinheiro, Campinas e Boa Vista.

Miguel, líder comunitário: Comunidade desamparada
Para se ter uma idéia da adesão e até informar a todos quem foram os contribuintes para o projeto, a gente cita: Célio Alves (Posto São Benedito), Elias Medeiros (grande empresário madeireiro e comerciante), Gilberto (empresa SEMA), Pantoja (dono de comércio e navios), Bethoven (madeireio), Adônis (oficina e loja de motos), entre outros. Antes de procurarmos todos esses empresários, entramos em contato com a secretaria de infraestrutura, mas não tivemos resposta positiva, mas depois da repercussão que a iniciativa provocou, houve a manifestação do secretário Leno e, assim, enviou uma equipe liderada pelo capataz Semeão e nortearam os trabalhos da maior ponte que fica na localidade Queimada. Antes dessa já havíamos construído a ponte do Cumaru, com dez metros de comprimento e uma adesão maciça dos moradores do local. Mais projetos dessa natureza estão vindo aí.

quinta-feira, 4 de março de 2010

ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA DA RÁDIO ARUCARÁ CAUSA CONFUSÃO

No dia 28 de fevereiro de 2010, houve discussão, ameaça, agressão verbal e um passa-perna que nunca mais tinha sido visto em Portel pelo controle de uma associação: a Associação de Comunicação Comunitária de Portel, a qual pertence a rádio Arucará.

A coisa não andava nada boa desde que o mandato do Ernanes Pinheiro Alves venceu no dia 20 de novembro de 2009 e de lá pra cá foi só confusão, pois uma parte dos locutores e associados temeram pela desgovernança da emissora e a destinação da verba proveniente dos apoios culturais e tomaram a iniciativa de convocar uma reunião extraordinária para tomar algumas atitudes até então não tomadas por ninguém.

Depois dessa reunião, que ocorreu no dia 20 de dezembro de 2009, no Auditório da Secretaria Municipal de Desenvolvimento de Portel, saíram escolhidos os membros de uma comissão administrativa para gerir a rádio e receber os apoios dos comerciantes. Mas outro grupo resolveu montar, na calada da noite do dia 23 de janeiro de 2010, uma outra comissão para promover a imediata eleição e, assim, na casa do gerente do posto Progresso do Sr. Luiz Rebelo, às portas trancadas.

Ocorre que após a reunião da primeira comissão, não houve a homologação em cartório da ata de constituição da mesma e, assim, o grupo liderado pelo SINTEPP, na pessoa do Paulo Junho começou a perder espaço, pois desde o ano passado este sindicato já tinha sido repreendido pela antiga direção do Sr. Ernanes Pinheiro porque manifestaram opinião contrária à forma como a secretária Rosângela Fialho vem conduzindo sua administração frente à SEMED.

No dia 28 de fevereiro do corrente, o Sr. Carlos Moura, vice-prefeito de Portel, conduziu a reunião de eleição e todo o processo eleitoral, segundo se sabe, amparado num edital de convocação de eleição datado do dia 26 de fevereiro, ou seja, dois dias antes do pleito.

Cabe aqui um comentário acerca de duas coisas. Primeiramente, leva-se em consideração que uma emissora, em qualquer parte do mundo, tem seus poderes de influenciar as massas e Portel já sentiu o poder dessa mídia quando derrotou o candidato do Sr. Elquias Monteiro, o Raso e promoveu a única e maior de todos os tempos das greves que um sindicato de professores já fez e, acredita-se que não mais fará, pois o SINTEPP vem perdendo batalhas atrás de batalhas para o poder local.

O segundo comentário é sobre a prestação de contas da arrecadação da emissora, pois todos sabem que este é o único meio de comunicação existente desde o fechamento da rádio Cidade, antiga concorrente da Arucará, e esta última passou a usufruir de uma conta fabulosa em dinheiro, mas não se sabe em que se gasta, pois nunca houve prestação de contas e o tesoureiro, o Sr. Beto Sena, já afirmou que jamais assumiu o cargo e que essa função era desempenhada pelo Iscaraca, que desde o término do mandato do Sr. Ernanes nunca mais foi visto em Portel. Segundo fontes familiares, o Iscaraca estaria morando em algum lugar do estado do Amapá. Mas o estranho de tudo isso é que após o término do mandato daquela diretoria, o Sr. Ernanes continuou a receber o dinheiro do patrocínio nas lojas do comércio, segundo averiguou o Márcio Duarte perante os lojistas de Portel.

Mas a história está longe de acabar. O representante do SINTEPP, o Sr. Paulo Junho Goes promete entrar junto ao ministério público para impugnar a eleição, sob a acusação de falta de tempo para a veiculação do edital de convocação e da forma como foi conduzido o processo, pois a reunião assumiu caráter único, ou seja, leitura e aprovação do regimento interno, eleição e posse. Além disso, afirma o sindicalista, que não houve tempo hábil para tal edital de convocação e, sobretudo, não deu espaço para a sociedade civil, pois uma das grandes fomentadoras da implantação da rádio, com o apoio do bispo da Ilha do Marajó, D. Luiz Azcona.

DESORGANIZAÇÃO NA TERRA DOS CONTRÁRIOS

A história que tenho pra contar hoje, dia 26 de fevereiro de 2010, não é uma história em que participei diretamente, pelo contrário, estive no lugar onde se processava o encontro entre professores por acaso. Tudo começou quando a minha esposa me pediu que aproveitasse o caminho em direção à escola Alcides Monteiro e desse a ela uma carona até o bairro CIDADE NOVA, onde iria ter uma reunião pedagógica.

Pois bem, dei minha aula normalmente na escola Alcides Monteiro e, após as dezoito horas, findo o meu expediente, retornei ao mesmo endereço onde tinha deixado minha mulher. Cheguei lá, sem a intenção de incomodar o andamento da reunião, fiquei ouvindo as propostas e, também, as queixas. Como sempre acompanho a digníssima em seus diversos compromissos, reuniões e inclusive a conduzo ao seu lugar de trabalho, sempre fico a par dos acontecimentos. Foi assim que ouvi as mesmas reclamações que ouvi no ano passado: a) ausência da direção; b) falta de energia elétrica; c) problemas com barqueiros; d) falta de alojamento; e) início de aula sem reunião com os pais ou aula inaugural decente, falta de água, f) falta de combustível, etc.

Lamentavelmente algumas medidas, as quais obedecem a certos critérios previamente estabelecidos, só valem para determinadas pessoas, pois há uma categoria bem distinta que é intocável. Não faz nada, quando faz sai pela metade ou resulta em sérios transtornos. E ainda conta com o aval de certo político que sustenta uma direção irresponsável. A comunidade faz abaixo assinado, vai até a SEMED e simplesmente a voz do povo é desprezada.

Será que isso acontece na escola do caro leitor? Com quem você desabafa isso, meu caro colega? Esqueça, pois ninguém vai te ouvir e se ouvir vai diretamente aos hitlers da vida te dedurar e reduzirão a tua carga horária no próximo ano ou contratarão alguém de outro município para te substituir.

Mas quero avisar aos pobres mortais professores que a eleição se aproxima com uma velocidade meteórica e tenho avisado aos muitos comunitários que a rejeição vai começar e estaremos promovendo a maior devastação na coleção de bibelôs políticos deste município, juntamente com suas tarações sexuais e suas esposas carentes e envelhecidas, que sabem que as boazudas foram contratadas e estarão na mira dos diretores na próxima noite cultural, seja no Pacajá ou Camarapi, seja no Anapú ou Acutipereira. Mas cuidado, não deixem as camisinhas expostas na área da comunidade, nem bebam mais cachaça nas áreas comunitárias dos evangélicos, pois o bicho vai pegar. Tem pastor com a fúria até pescoço, primeiro porque algum diretor tarado pretende tirar um antigo professor que já leciona há doze anos na localidade para dar vaga a uma beldade com corpo de violão vinda do município de Breves.

ONDE ESTÁ A BÚSSOLA?

ONDE ESTÁ A BÚSSOLA?


Nesta data, 22 de fevereiro de 2010, descobri que já fui lotado com apenas 100 horas na Escola Municipal Alcides Monteiro, e que já começou o planejamento e que provavelmente o diretor de lá, um tal de Cley, que por sinal não gosta de mim, pois uma vez, segundo o Diretor de Ensino Valdo Paranhos, recusou o meu nome como professor de inglês por lá. Já é um bom começo, até porque não gosto de puxação de saco, essa coisa de babação, sabe?

Bom, entremeio a essa agonia de não saber onde vou ser lotado, coisa que não é só minha (tem alguns milhares que vivem nessa situação), surgiu a necessidade de se falar sobre a questão de norteamento dos trabalhos. Norteamento vem de norte, palavra muito utilizada quando se busca uma direção, um rumo. E assim, entende-se que alguém possivelmente perdeu um rumo. Ou seria a própria educação deste município que está sem um destino, está ao deus dará?

No ano passado os técnicos se queixavam de não poderem trabalhar com independência devido à ingerência dos políticos, os quais indicam os professores que são mais chegados a eles e participam do seu jogo politiquento. Nesse quesito, pode-se dizer assim, há uma grande razão que amparou os homens e mulheres da SEMED, pois nós professores nos sentimos tais como uns pobres coitados, pobres mortais cujos destinos estão nas mãos dos deuses e se reúnem sob os múltiplos telefonemas de vereadores, vice-prefeitos, prefeitos e outras figuras sobrenaturais. Tais imortais não se preocupam com a qualidade do ensino prestado por pseudos professores, a exemplo de uma lida garota escolhida a dedo por um vereador que noutro blog foi apelidado de “anta portelense”, este escolheu essa tal moça por motivos puramente sexuais, a pobre coitada não sabia o português muito menos o inglês que colocaram em sua carga horária! – dizendo as más línguas que ela realmente era habilidosa com as papas (da língua).

A meu ver, a coisa desandou de lá pra cá, tendo como marco inicial da desarrumação o soberbo atraso do pagamento de janeiro. Isso sem falar do super retardamento do começo das aulas, o que certamente irá causar outros novos transtornos às famílias dos estudantes assim como destes e dos pobres mortais professores que terão que trabalhar também aos sábados, como no ano passado; trabalharão já no começo de julho (em plenas férias!) como em 2009 (!), perdurando tal corrida contra o tempo até as vésperas do natal. A recomendação digna para um início sem atropelos seria começar as aulas logo a partir da primeira quinzena do mês de fevereiro.

Lembro muito bem daqueles dias no primeiro semestre do ano de 2007 quando vivíamos o período do Orziro Santana e a coordenação da pedagoga Jil, a qual conduziu com excelência a configuração do PPP – Projeto Político Pedagógico – levado a sério, pois contou com um diagnóstico envolvendo desde o barqueiro, servente, coordenadores da igreja católica, dirigentes, associações, sindicatos, professores, coordenadores, diretores, assim como toda as comunidades envolvidas no processo de elaboração de um documento recomendado por todas as conferências de educação deste país. Vê-se, portanto, que o desatino é de tamanha dimensão que não se sabe o fim deste documento com os anseios da própria população, as propostas de quem sabe onde aperta o sapato.

Um norte se busca com uma bússola pelos grandes navegadores, mas quem navega nos mares da educação de Portel muito bem sabe que não basta uma bússola para encaminhar as propostas de melhorias de qualidade da educação quando se contrata pessoas desqualificadas para orientar as crianças que são o futuro deste município.