Nossa luta pela transparência continua. Aqui você sabe quanto foi repasado à conta do FUNDEB

DO JUIZ AO RÉU, TODO MUNDO LÊ O BLOG EDUCADORES DE PORTEL

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Blog Educadores de Portel cria desdobramentos

Após ser atacado grosseiramente por um punhado de pessoas ligados ao atual governo, onde tentaram denegrir minha imagem, com supostos fatos nascidos da imaginação diabólica, resolvi dar uma volta nos arredores da política e das práticas que cercam o setor da sociedade civil.

Foi assim que criei um blog chamado Educadores de Portel na Agricultura (http://educadoresdeportelnaagricultura.blogspot.com). Trata-se de um blog para verificar convênios, repasses de verbas para o setor. Muito pertinente, inclusive, pois a queixa dos agricultores é enorme e, para sob a nossa percepção cirúrgica, o desenvolvimento agrário está padecendo sem medidas agressivas que modifiquem o rumo em que está: estagnado.

Por outro lado, foi criado um blog para atender a transparência no setor da pesca e, desta feita, foi elaborado o blog Educadores de Portel na Pesca (http://educadoresdeportelnapesca.blogspot.com). Neste há uma lista de pescadores (muitos são falsos!), em cujo bojo encontra-se até defunto a receber o benefício.

Se a agricultura e a pesca receberam atenção, pensa então em outros setores. Saúde é um setor em que não se brinca e, assim, resolvemos publicar um blog voltado aos recursos que lá são geridos e dar uma transparenciazinha para que o povo saiba que história é essa de dinheiro guardado debaixo de pia.

Muito bem! Boa leitura e viva a transparência!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Câmara de Portel menciona atraso de pagamento de aposentados e pensionistas


Câmara se reuniu hoje, 8/11, e vereador fez comentários sobre o atraso de servidores públicos municipais de Portel. O atraso grave aflige a vida de aposentados e pensionistas.

O assunto tratado era um projeto de lei que previa a diminuição da contribuição ao fundo de previdência do Instituto Municipal (IMPP) de 11% para 9% para aqueles servidores que ganham até R$ 1.800,00 e foi vetado pelo prefeito Pedro Barbosa. Para piorar a situação, ata lida registrava votos dos edis que foram favoráveis ao projeto como sendo contrários, resultando na não aprovação do documento.

O vereador Raso Pereira da Costa citou, como exemplo, a esposa do falecido Gonzaga, o qual ocupou diversos cargos no município, de vereador a prefeito, que não está recebendo sua pensão. A idosa além de estar doente, passa dificuldades financeiras e teve sua energia elétrica cortada recentemente por conta desse atraso. Confesso que lagrimei ao ouvir uma história dessas...

Ao conversar com aposentados, eles me relatam dificuldades diversas, chegando até a passar fome. Nesse sentido, o vereador Paulo Sérgio resolveu sugerir ao presidente da Câmara, Jorge Barbosa, trato séria da questão, propondo a realização de seminários, simpósios ou fóruns, com a presença de especialista na área previdenciária. Raso, entrecortou o vereador Paulo Sérgio, dizendo ao mesmo que esse vereador do PT é membro do conselho do Instituto, deixando-o de saia justa, por não saber explicar o que está acontecendo no IMPP, já que em nenhum setor da administração atual existe prestação de contas à população.

Cirurgião brasileiro é substituído por médico peruano


Vereador governista que não usa o hospital: a favor da demissão
Apresentou-se hoje,8, na Câmara Municipal o médico cirurgião Evandro Costa, o qual foi exonerado no início deste mês porque apoiou candidato diverso daquele apontado pelo prefeito. Evandro usou a tribuna para prestar alguns esclarecimentos, ante uma galeria lotada pela presença de mototaxistas que aguardavam a aprovação de lei regulamentando a profissão no município.

De acordo com o cirurgião, sua exoneração foi admitida como normal, porém, após algumas pessoas da administração levantarem calúnias contra sua profissão, Evandro achou por bem esclarecer os fatos. O médico disse que estudou muito para se formar e já exerce sua profissão há mais de dez anos e foi admitido pela prefeitura em 2007 e, antes do término de seu contrato que se daria no dia 31 de dezembro, foi subitamente exonerado.

No final de seu discurso, Evandro disse que tem documentos comprometedores que podem não permitir que candidatos assumam seus recém-conquistados cargos. Em suas mãos apresentava um envelope robusto com as supostas provas. O vereador Raso, que se pronunciou logo após Evandro, disse que se trata de pedidos por escrito de candidatos requerendo cirurgias para lograr votos em campanha eleitoral. “Não queria mexer com ninguém, mas já que estão denegrindo minha imagem, agora vou mexer com processos eleitorais e civis”, disse o cirurgião, que é dono de clínica particular na cidade. Ele disse que todo o seu ganho em Portel foi investido na cidade.

O vereador Moisés Moreira, afirmou que o médico não vinha atendendo com precisão e já demonstrava sinais de desapontamento, havendo casos em que os servidores não o chamavam para atender emergências cirúrgicas porque estava “extressado”. O vereador Raso ponderou que o médico estaria fazendo mais cirurgias do que permitido pela classe médica. Defensor do governo e derrotado no recente pleito, Moisés atacou duramente o médico, que já havia se retirado da sessão porque “tinha que ir trabalhar e ganhar dinheiro já que está demitido”, disse Costa.

ERROS DO PASSADO SE REPETEM NO PRESENTE

Parece uma predestinação. Nos anos 90 eu defendi publicamente outro médico-cirurgião. Clodoaldo foi exonerado pelo então prefeito Elquias Monteiro e eu saí às ruas, de microfone nas mãos e montado em um caminhão, mas foi em vão. Portel ficou um tempo sem cirurgião e o povo pagou um alto preço.

Desta feita, justamente o homem que lutou ao meu lado pela permanência de Clodoaldo, Pedro Barbosa dá a canetada de exoneração no médico que salvou inúmeras vidas na cidade, simplesmente porque este cidadão apoiou Miro Pereira. Miro, nesta quarta, preparou o mandado de segurança que visa a permanência do médico por mais um período.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Prefeitura continua a não repassar à Caixa Econômica valores de empréstimos de funcionários

Estive na em uma das lotéricas de Portel e ouvi muito bem quando uma atendente disse: “empréstimo consignado está suspenso”. Esse é um sinal da crise governamental na cidade.

Um amigo foi às compras e encheu o carrinho de supermercado. Ao passar pelo caixa, seu cartão foi recusado. Motivo: a prefeitura não repassa o valor que o professor paga à Caixa, todo mês. Resultado é que o professor e sua esposa passaram um desconforto daqueles.

Minha esposa foi ao banco e também descobriu uma bronca feia. A gerente informou que seu nome está no SERASA porque não foi pago à Caixa Econômica aquilo que lhe foi retirado em folha como forma de pagamento das mensalidades do empréstimo.

Soube que está vindo aí uma agência da Caixa Econômica. Inclusive uma casa lotérica está à venda. Certamente vai melhorar a vida de muita gente. Mas não sabemos o que será feito, já que estamos sendo constantemente submetidos ao constrangimento pelo não repasse do desconto em folha. Um professor me disse esta manhã que se dirigiu à Tesouraria da Prefeitura e a tesoureira Dinha disse que o valor é mesmo descontado na SEMED, porém a SEGAF, comandada pelo PT com Raimundo Luis Ribeiro como secretário, não paga à Caixa.

domingo, 4 de novembro de 2012

Futuro de podridão


Já estou vendo. Dentro de mais ou menos um ano e meio alguém vai trazer um candidato bonitinho, cheio da grana e disposto a prometer o que o povo de Portel não quer. Será um candidato a deputado bem endinheirado e talvez com cheiro de cocaína.

Aliás, candidatos existem aos montes. Só de vereador, tivemos mais de cem. Deputados, como sempre, são eleitos e esquecem desse povo. Só se vê as fotos deles, geralmente posando ao lado dos empresários. No período político, é a vez dos manés, dos abestados. Nunca mais. Faremos uma campanha para evitar que esses caras enfeitados venham aqui só buscar votos e nada trazer de significativo que mude a vida do povo de Portel. Quem será que vai nos vender?






O atraso no pagamento da prefeitura de Portel e os servidores exonerados após a eleição


Prefeitura mantém somente pessoal essencial após a exoneração de vários servidores. O carro papa-lixo, por exemplo não sofreu redução em sua operacionalização. Aquele povo inteiro que fazia capinagem com roçadeira, por exemplo, foi todo mandado pra rua.

Já era esperada essa reação, uma vez que foram feitas muitas contratações antes do período eleitoral. Estima-se que pelo menos mil e quinhentos contratos teriam sido praticados. O que não é nenhuma novidade nas estratégias de vencer uma eleição, já que havíamos constatado ação semelhante no pleito passado quanto houve cerca de mil contratações. Logo após o período eleitoral, o povo é demitido em massa.

Somente da Secretaria de Infraestrutura foram exoneradas 24 pessoas e já está prevista uma investida na Secretaria de Saúde, onde mais cabeças vão rolar. Segundo consta, as exonerações não tem nada a ver com retaliações aos que votaram contra o candidato do prefeito, afirmam os apanhiguados (termo usado para expressar os “puxa-sacos). Mesmo que os apanhiguados defendam, há sinais visíveis de insatisfação. Por exemplo, o candidato a vereador Jerson Pereira, de ocupante de direção de escola foi remanejado para a creche Odiléia da Silva Brito (Clube de Mães) e em seu lugar ficou um apanhiguado de um vereador derrotado do PT. A irmã do candidato Miro Pereira foi transferida para o Centro Comunitário La Paz. Até parece que punição se dá em creche, num ato simbólico de desprezo aos educandos infantis. Lembro muito bem quando fui sanguinariamente perseguido e fui arremetido para, pelo menos, duas creches, acontecendo o mesmo com demais colegas que resolveram afrontar o governo hitleriano, perseguidor de funcionário público. Quem inventou essa de que creche é o pior lugar? Certamente o tempo vai revelar.

O caso de atrasos em folha de pagamento já assusta, havendo casos de atraso no sagrado setor de inativos, o IMPP. Para nós professores, é no mínimo patético, uma vez que todo servidor faz uma contribuição rica, na casa dos 11%, todos os meses. Como a coisa está grave, pegando fogo, o Ministério Público já solicitou explicações do executivo sobre os horrendos atrasos. O prefeito da cidade afirmou que pretende entregar a Casa sem dívidas ao recém-eleito Paulo Oliveira. Talvez uma das explicações, não para o atraso, mas para as exonerações seja o encaminhamento dos novos concursados. Vamos esperar e acompanhar os fatos e até cutucamos os membros do SINTEPP para fazer alguma coisa, pois vem chumbo grosso por aí. E dizem que os atacados não são só servidores (os pobres vêm sempre sofrendo perseguições indevidas), mas que ações estariam sendo movidas contra os figurões da cidade. Candidatos eleitos a vereadores estão com seus dias marcados para serem perseguidos e existem provas materiais de compra de votos. Entre eles estaria o candidato Enos Perdigão e Ronaldo Alves. E não é só contra vereadores, o próprio candidato eleito Paulo Oliveira foi filmado em situações comprometedoras, assim como também foi fotografado em poses nada vantajosas.
Leiam as próximas edições.

sábado, 3 de novembro de 2012

CNA afasta dirigente acusado de pedofilia


A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) divulgou nota nesta sexta-feira comunicando o afastamento imediato de seu vice-presidente, Assuero Doca Veronez, preso pela Polícia Federal (PF) no Acre acusado de pedofilia.
Segundo a nota, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre ficará afastado das funções até a conclusão das investigações policiais. 
Ainda no comunicado, a CNA emitiu sua opinião na condenação a casos de exploração sexual de menores, considerando "indefensável o envolvimento de qualquer cidadão" com este tipo de crime.
Assuero Veronez foi preso a partir de investigações da Polícia Civil do Acre que desbaratou, no dia 17 de outubro, uma quadrilha especializada em arregimentar menores para exploração sexual. A Operação Delivery chegou a prender ao menos sete pessoas. As investigações também são acompanhadas pelo Ministério Público Estadual.
Veja a nota da CNA na íntegra
A diretoria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) cumpre o dever de informar o afastamento imediato, deste colegiado, do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Acre, Assuero Doca Veronez. Ele permanecerá afastado até que sejam concluídas as investigações policiais sobre suposta rede de prostituição de menores. A CNA repudia a exploração sexual de menores e considera indefensável o envolvimento de qualquer cidadão com a prática de crimes desta natureza.

Fonte: JB

Portel: Vândalos atacam sindicalistas no Acutipereira


Duas motos tiveram seus tanques perfurados por golpes de terçado na localidade Boa Vista, cerca de 12 quilômetros da sede do município de Portel. O fato ocorreu nesta manhã.

Uma caravana de motoqueiros seguiu esta manhã para a comunidade São Bento, na localidade Boa Vista. Enquanto participavam da reunião que tratava de assuntos comunitários, adolescentes e crianças agrediram duas motos pertencentes a mototaxistas. Os golpes foram desferidos com terçados.

Uma das motos foi utilizada no transporte do diretor do Sindicato Rural de Portel, Odivan Correa. O outro veículo prejudicado serviu de transporte para sua esposa, a sindicalista e presidente do STR Gracionice Costa. No caminho foram encontrados cinco pessoas que portavam terçados e machados, os quais, abordados, disseram que não sabiam de nada. Não se sabe o motivo que levou ao prejuízo causados aos motoqueiros.

Este blogueiro também fazia parte da caravana, juntamente com minha esposa e crê-se que os ataques teriam sido desfechados para efeitos de intimidação e será registrado na delegacia.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Após a morte de mais de 10 pessoas, o que foi feito para melhorar a vida no Acutipereira?


Ao postar sobre o Dia de Finados, encontrei a carta abaixo, escrita logo após a mortandade de pessoas por raiva humana. Nela vemos o descaso, promessas não cumpridas, entre outros.
Posto de Saúde: Foram necessárias 15 mortes para que apenas uma das promessas se realizassem

“ Morcegos, comunidades e esquecimento

Belém, 12 de Julho de 2004

Caríssimos:

Estive recentemente no município de Portel, mais propriamente nas comunidades do rio Acoti-pereira a convite de um líder comunitário. O intuito da visita era passar informações à associação anfitriã (localizada na comunidade Santo Ezequiel) sobre o valor da ação coletiva e do manejo florestal para a conservação dos recursos naturais da região do Estuário Amazônico.

Nas discussões que se seguiram com alguns membros da diretoria, resolvemos adentrar no rio, visitando localidades como Nossa Senhora de Aparecida, São Benedito e São Bento. Nesses logradouros, aconteceram os ataques de morcegos hematófagos aos habitantes locais, cujo problema foi divulgado nacionalmente pela incidência da raiva humana ou hidrofobia – se não me falha a memória – nos meses de 
Março e Abril do corrente ano.

A enfermidade foi detectada em 15 pessoas, fato que acarretou uma verdadeira operação de guerra para evitar novos casos da doença. Dessa forma, agrônomos, veterinários, secretários de saúde de outras cidades, enfermeiros e médicos passaram vários dias vacinando moradores, estudando e prendendo animais, coletando sangue, enfim, atuando como uma tropa de choque, sempre chamadas em ocasiões extremas como esta que vos digo. Vice-governadora do estado do Pará e poder público municipal apareceram, executaram, prometeram.

Passou-se o ápice da tragédia. Os habitantes da região foram imunizados (com “validação” da vacina de 06 meses a 01 ano, dependendo de cada indivíduo), 15 mortes foram registradas (uma vez que os sintomas aparecem, a mortalidade é altíssima) e decorreram-se 120 dias sem grandes mudanças. Em conversa com pessoas atingidas pelo problema, cujas famílias foram esfaceladas pela fatalidade, foram apontadas promessas não cumpridas e feitas durante discursos naquele momento de agonia pelas autoridades:

  1. A instalação de 01 posto de saúde na região do rio Acoti-pereira; (PROMESSA CUMPRIDA*)
  2. Recursos para a construção de casas populares e outras obras sociais. Uns falam em R$38.000,00, outros em R$100.000,00. Independente do valor divulgado, o importante é mencionar que a obtenção de moradias bem forradas é imprescindível para evitar novos ataques; (PROMESSA NÃO CUMPRIDA*)
  3. Uma estrada ligando a sede municipal de Portel à região.(PROMESSA NUNCA CUMPRIDA*)


Senhoras e senhores, além desses compromissos não honrados até agora, que por si só levantam dúvidas sobre a seriedade da condução do processo, constatei ainda algumas situações que deixariam qualquer um preocupado com o futuro daqueles lugarejos.

Não existe trabalho de agentes de saúde de maneira estratégica e contínua, monitorando os residentes para possíveis surtos de raiva humana que possam surgir novamente. Como argumento, ressalto a informação dada a mim que 04 trabalhadores rurais tinham sido mordidos por morcegos recentemente.

A higiene e a saúde das crianças são sofríveis. Do ocorrido dever-se-ia aproveitar a ocasião para debater e agir para melhorar a qualidade de vida infanto-juvenil, com acompanhamento e sensibilização para o uso de hipoclorito na água dos rios para consumo, construção de sanitários mais apropriados (muitas casas não tem) e tratamento dos males dermatológicos que são verificados. Uma pena! Vi meninos e meninas de feições bonitas, porém, precisando de cuidados corporais essenciais.

Outro ponto negativo é o não retorno dos estudos realizados com o sangue coletado das famílias para análise e com os animais transmissores da enfermidade à população do Acoti-pereira. Peço sinceramente que os resultados (mesmo que preliminares) sejam socializados com o público interessado, pois é seu direito ser sabedor do que está acontecendo. Se os comunitários não possuem a base científica para entenderem, que os intelectuais revolucionem a si mesmos para serem os mais didáticos que consigam. Para se ter uma idéia, escutei de 03 moradores a noção (errônea, é verdade) de que a vacina é que está matando, não a hidrofobia. Esclarecer é necessário. Ensinar é fundamental. Perdoem-me a franqueza, mas não podemos admitir que teses ou dissertações sejam feitas para elevarem o nível de vida de uns poucos. É antiético.

Aos políticos do município: pensem antes nos portelenses do que em partidos, eleições ou manobras eleitoreiras. Trata-se de uma questão humanitária e não meramente de conjuntura política. Alerto a vocês que cada vez menos daqueles eleitores “cinco reais” (aquele que vale uma camiseta de campanha) estão a permanecer. Construir e não iludir, eis o caminho.

Às associações comunitárias de Portel digo que procurem não depender tanto de outros mais endinheirados. Façam parcerias com aqueles que desejam um bem mais duradouro para convosco. Torneios, camisas de time, quartos de boi e outros brindes são apenas elementos de momento: seus filhos são aqueles que irão ficar. Pensem nisso. Desculpem qualquer coisa.

Carlos Augusto Ramos.”

*Grifo feito pelo blog

Raiva humana: uma triste lembrança o povo do rio Acutipereira


No Dia de Finados, não poderíamos esquecer a morte de várias pessoas no rio Acutipereira, todos sob suspeita de infecção de raiva humana por morcegos. Naquele momento, em 2004, a notícia correu o mundo e O Liberal anunciou a seguinte matéria:

Chega a 13 o número de vítimas fatais da raiva humana no Pará

Faleceu ontem em Belém outra suposta vítima de raiva humana, Estelita da Silva, que estava internada no Hospital Barros Barreto. Agora são 13 mortes causadas pelos ataques de morcegos no município de Portel.
Uma nova paciente sob suspeita de estar infectada pela raiva foi transferida ontem de manhã de Portel para Belém para internação no Hospital Barros Barreto. Maria Benedita Fialho, 29, estava internada no hospital do município desde o dia 29, apresentando paralisia progressiva das pernas e dificuldade de respiração, mas só ontem a família dela deu permissão para a transferência. Este é o 19º caso sob suspeita de raiva humana no município desde o dia 9 de março. Ontem foram enterradas em Portel três vítimas da doença: os lavradores João Afonso Costa e Luís da Silva Gonçalves e o menino Maílson Silva Santos.
Moradora de uma das comunidades às margens do rio Acuti-Pereira (distante do centro urbano de Portel cerca de 45 quilômetros em linha reta), Maria Benedita chegou ao hospital do município esta semana, três meses depois de ter sido mordida por um morcego, apresentando dificuldades para andar e respirar. Ela era a última paciente presente na área do hospital, que foi isolada para receber as pessoas com suspeita de raiva.

Ontem, o estado de Maria Benedita piorou e a família consentiu que ela fosse transferida para Belém. A residente em infectologia Márcia Milene Ferreira disse que o caso de Benedita pode ser de raiva paralítica, tipo da doença normalmente transmitido por animais não-carnívoros cujo principal sintoma é a paralisia progressiva. "Mas o caso precisa ser analisado, porque a sintomatologia também pode ser de uma encefalite viral."

Outras duas pessoas com suspeita de infecção por raiva, os lavradores Benedito Afonso Costa e Alex Pereira, continuam em Portel sob observação, mas não estão internados. Os dois são moradores da área de risco, foram mordidos por morcegos e apresentam sintomas como febre e dor muscular. Mas segundo informação da Secretaria Municipal de Saúde, foram vacinados e mantinham quadro estável até ontem.
Uma grande operação foi montada no município para tentar controlar a situação, envolvendo, além da equipe da prefeitura, médicos e técnicos da Secretaria Executiva de Saúde - incluindo o titular da Sespa, Fernando Dourado -, da Fundação Nacional de Saúde e do Instituto Evandro Chagas. Desde a notificação do primeiro caso, no dia 18 de março, a estratégia tem sido vacinar todos os moradores das áreas de risco – as comunidades de Ajará, Cafezal, Tauaçu e Aparecida - ao longo do rio Acuti-Pereira. A Sespa já disponibilizou cerca de 3.800 doses de vacina para o município, sendo 1.800 vacinas humanas e 2 mil para imunização de cachorros e gatos.

Cerca de 100 pessoas provenientes das quatro localidades estão acampadas na Casa Paroquial na sede do município, para garantir que não abandonem o tratamento. No Ajará, onde moravam pelo menos dois dos mortos por suspeita de raiva, todas as pessoas abandonaram suas casas e estão na Casa Paroquial, onde recebem as vacinas e atendimento da assistência social da prefeitura.

Há ainda equipes de saúde que saem em lanchas todos os dias para o trabalho em campo ao longo do rio, realizando vacinação, fazendo a captura de morcegos e orientando a população sobre como evitar os animais e o que fazer se for mordido. "Elas são orientadas a procurar imediatamente pelos serviços de saúde e a não abandonar o tratamento. Para isso, espalhamos faixas, colocamos vinhetas nas rádios e estamos realizando palestras nos centros comunitários e com os professores rurais", diz o secretário municipal de Saúde, José Raimundo Farias. 

O coordenador de zoonoses da 4ª Regional de Saúde, Josafá Sales, um dos componentes da equipe acampada na comunidade de São Bento, completa: "Indicamos também que eles usem mosquiteiros e deixem as lamparinas acesas para evitar os ataques. Mas a dificuldade é que aqui as casas não têm porta, janela, nada."

Os que já foram agredidos pelo morcego ou tiveram contato com pessoas doentes recebem a sorovacinação em cinco doses. Os outros que não tiveram contato com o morcego, mas moram nas áreas de risco, recebem a pré-exposição, em três doses. A diferença entre um processo e outro é que o primeiro garante uma resposta imediata, por ter anticorpos puros no soro, enquanto que o segundo precisa de 15 dias para ter uma resposta máxima de imunização.

O coordenador do Núcleo de Epidemiologia da Sespa, Amiraldo Pinheiro, esteve no município, acompanhado por assessores de epidemiologia, para analisar o andamento das ações de combate, e disse ter saído satisfeito. "Há mais de cinco dias que o universo clínico se mantém no mesmo patamar, sem registro de novos casos. Acredito que a situação está em vias de controle. A secretaria municipal está realizando um bom trabalho, participando ativamente das ações de controle, o que é importante para que as estratégias sejam cumpridas a contento. O trabalho está sendo muito bom. Mas ainda é cedo para dizermos quando desmobilizaremos as equipes no município. Queremos sair daqui com o máximo de segurança possível. Por isso, já estamos avançando no rio para cumprir um raio seguro de vigilância".

A movimentação é notória entre a sede do município e as comunidades do Acuti-Pereira. Mas o clima entre a população ainda é de medo, insegurança e revolta. Um dos fundadores da comunidade São Bento, primeira na entrada no Acuti-Pereira, o lavrador Joaquim Gonçalves, 56, chorava ontem pela morte de quatro familiares. Ele era tio de Maílson Santos, João Afonso Costa, Maria da Luz Gonçalves e Luiz da Silva Gonçalves. "É muito triste a gente perder a família da gente", dizia entre lágrimas. "Minha irmã tá quase morrendo por causa da morte dos filho dela. Coitado do Luizinho, ainda tenho aqui farinha que ele me vendeu. Ele e o João Afonso deixaram não sei quantos filhos. A dona desculpe, mas acho que só tô falando
a verdade que nós nunca fomo enxergado pela saúde. Agora não posso negar que eles tão fazendo um bom trabalho, mas que adianta, se nós já tamo tudo morrendo?

Fonte: O Liberal

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Portel: Membros de associação questionam a transparência em recursos federais para agricultura

Esta semana foi mesmo agitada. No domingo fui procurado pelo presidente da Associação Agroextrativista dos Produtores do rio Acutipereira – AAPRAC, Sebastião de Brito, também conhecido como Sabá. Segundo Sebastião, seu nome estaria rolando por todos os cantos como ladrão e achou que as informações que levaram as pessoas a desconfiarem dele provinha de mim. Já que as coisas estão assim, vamos aos fatos.

De acordo  com Sebastião, ele estaria sendo perseguido, juntamente com Zé Carlos, outro morador do rio Acutipereira e tesoureiro da associação. Algumas pessoas, que ele não precisou exatamente quem seja, andaram falando que ele e Zé Carlos teriam feito compras com valores acima de suas rendas. Por exemplo, Sebastião mudou-se do interior para a cidade de Portel e resolveu mobiliar toda a sua casa com televisão, geladeira, mesa de cozinha, máquina de lavar, entre outros, tudo novinho em folha e comprado em comércio local. Seu vizinho e tesoureiro da associação teria comprado uma casa em Macapá no valor de 40 mil reais e mais um taxi, cujo valor não ficou bem claro. Sebastião afirma que comprou os bens com a venda de um barco no valor de 5 mil reais, mas não falou a respeito do seu tesoureiro. Sebastião, ou Sabá como é conhecido na região do Acutipereira, também falou que o valor de 40 mil reais para a construção de 4 casas de farinha nunca chegou em suas mãos, tanto que as casas de farinha não existem na região, somente aquelas tradicionais cobertas com palha e sem cerca. No entanto, vale ressaltar que o valor de trinta mil, segundo a boataria, teria sido movimentado por Sabá e os dez mil restantes foram aplicados por Julinha na comunidade da Prainha, a qual é a única que apresenta uma casa de farinha que atende aos conceitos de higienização para a produção de farinha de qualidade. Ao visitar Julinha em sua residência, esta confessou que recebeu dez mil reais para a realização da obra (eu estive pessoalmente no dia 15 de agosto do ano passado na inauguração juntamente com diversas autoridades do município), mas não soube dizer se a associação AAPRAC recebeu valores semelhantes.

Tal façanha de compras de materiais despertou a atenção dos outros associados da associação, que resolveram averiguar. Tudo porque a associação fez um projeto junto ao Ministério do Meio Ambiente da União no valor de 460 mil reais para manejo de açaí. Segundo a pessoa que se dirigiu a este blogueiro no sentido de fazer as averiguações no site do Ministério, não existe manejo de açaí e o projeto prevê manejo para 60 pessoas. Com isso, procurei o responsável pelo projeto, um cidadão que atende pelo nome de Heron, mas não foi localizado, de acordo com informações de um funcionário da Secretaria de Desenvolvimento, um tal Beto, mas que o mesmo poderia ser encontrado em outro momento. Em seguida, estive com o chefe da EMATER local, Jocimar Mendonça. Jocimar, antes de eu terminar as explicações dos motivos pelos quais eu o visitava, pegou uma folha de papel e disse: “Você não está falando disso?”. Era o papel da busca no site que eu tinha entregue a Sra. Madalena, sócia da AAPRAC. Mendonça garantiu que a EMATER não tem nenhuma participação no projeto de manejo de açaí e que tudo foi feito na secretaria de Desenvolvimento por um fulano de nome Heron, sendo que sua parte se restringe a orientações técnicas aos agricultores, e que esse Heron não mais mora em Portel e que nem mais presta serviços ao município. Na conversa com Sabá, este afirmou que a EMATER tem participação no projeto.
Em visita ao site http://api.convenios.gov.br/siconv/dados/proponente/9524623000138.html, encontrei um documento que comprova a destinação de 460 mil reais para o manejo de açaí. Hoje, estranhamente, homens estavam fazendo manejo em áreas da comunidade São Bento, sem acompanhamento técnico. Ao conversar com a senhora Osvânia Ferreira Corrêa, indaguei se seria lícita a prática do manejo sem a presença de um técnico e a experiente ambientalista e sindicalista disse que esse manejo é irregular.

Valor global: R$ 460.000,00 (quatrocentos e sessenta mil reais) para 60 manejos de açaí
Sabá e Zé Carlos foram ao Banco do Brasil para fazer um extrato da conta. Mostrou um extrato, mas não deu uma cópia aos sócios da entidade. Os associados pretendem pedir uma cópia do extrato para verificar a autenticidade da conta.
Registro de convênio à disposição do público no Portal dos Convênios: AAPRAC pleiteia recursos

PRONAF

Na mesma comunidade foram subtraídas algumas informações sobre irregularidades no recebimento do benefício do PRONAF. Segundo moradores, servidores públicos estariam recebendo dinheiro que é para ser usado por agricultores. São atendidas famílias agricultoras, pescadoras, extrativistas, ribeirinhas, quilombolas e indígenas que desenvolvam atividades produtivas no meio rural. Elas devem ter renda bruta anual familiar de até R$ 6 mil. Ao fazer consultas com alguns nomes citados, principalmente por ser parente do chefe da EMATER, obtivemos os seguintes registros:
Servidores públicos estão na lista de beneficiários do PRONAF: professores e auxiliares de secretaria

Nesta imagem constata-se que um servidor lotado na secretaria de saúde  também recebe o recurso destinado a agricultores. Este rapaz é sobrinho do chefe da EMATER

NOTA DO BLOG

Entendemos que o ato de buscar informações sobre aplicação de verba pública federal não constitui crime. Desta feita, o autor do blog, ao verificar os acontecimentos não incorre em crime algum, nem tampouco a qualquer sócio, porque é legítimo, de acordo com leis brasileiras da transparência e do próprio exercício da cidadania. Ao ser procurado pelo senhor Sebastião Brito, falei que uma associação deve fazer reuniões com regularidade e fazer as devidas prestações de contas, no sentido de evitar desconfianças. Nesse sentido, procurei saber dos sócios se existem reuniões nesse aspecto, e eles informaram que só os procura para fins de cobrança da taxa de sócio. Quanto aos esclarecimentos ao público, alertei de que sairia uma postagem neste Blog sobre o assunto, ao que solicitei cópia do extrato bancário, no entanto o senhor Sabá nunca apareceu com a cópia do documento bancário. Informamos também que já foi encaminhada solicitação de informações ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. Além disso, este espaço está aberto a qualquer cidadão e entendemos que parte dos sócios da AAPRAC são aposentados e muitos deles assinaram papéis para o recebimento de recursos para o manejo de açaí e os mesmos se preocupam muito em, no futuro, pagar contas e não há transparência suficiente para que não pairem dúvidas nos sócios.

Fraudes no PRONAF no estado do Pará:
Diário do Pará
Folha do Progresso
Estado do Tapajós

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Governo de Portel começa retaliação aos que votaram contra


O texto abaixo, escrito por autor anônimo sob o pseudônimo de PortelNotícias, veiculou na tarde de hoje um mal entendido a respeito do futuro administrativo de Portel, sob o comando de Paulo Oliveira, pois acham as pessoas que este cidadão vai admitir a perseguição política. Veja:

“Dr. Evandro toma as dores do Coordenador de limpeza hospitalar demitido e ataca secretaria de saude...Todos sabemos que este médico hipócrita fez terrorismo a vários funcionários no período eleitoral...aliás fez constantes pressões a este cidadão demitido que também trabalha em sua clínica...Ora se tanto te incomoda esta situação...dobre o salário dele em sua clínica...pois cargo de confiança não é para traidores...vc deveria cuidar melhor dos cidadãos portelenses...seu atendimento é para os ricos...resumindo a historia...vc mesmo demitiu este homem vendendo ilusões na política...Portel esta cansada dos seus abusos, mau atendimento e mercenarismo...vá para bem longe dos portelenses...pois aqui queremos atendimento de qualidade e humanizado.”

Nas ruas de Portel já se ouve falar que Paulo Ferreira vai demitir o cirurgião pelo fato do mesmo ter apoiado Miro Pereira. Crê-se que são boatos apenas. Para respaldar essa crença, basta lembrar que em recente visita ao Inferno (apelido da comunidade Ezequiel Moreno), Paulo Oliveira chamou alguns secretários de preguiçosos, mas em relação ao comando da secretaria de saúde o nome de Marilda Tenório será mantido, coisa que não se deu em relação ao nome que deve ocupar a secretaria de educação. Ainda acredito que Paulo Ferreira não deverá fomentar a sede de vingança de alguns tipinhos que acompanharam sua trajetória até a sua eleição ao cargo de prefeito.

Erros foram cometidos no passado e parece que a história quer se repetir. Em 1998, o popular médico Clodoaldo foi retirado de Portel por estar do lado político que sua consciência pediu, numa clara demonstração de seu discernimento através de seu poder de observação e crítica. O que se deu em seguida? Sofrimento da população que tinha que se deslocar para outros lugares em busca de solução para os problemas de saúde, principalmente para aqueles que não têm condição de pagar um navio ou até um avião para socorrer seus parentes doentes. Estaríamos novamente cometendo um erro semelhante ao do passado?

Precatórios: Prefeitura pode terminar ano com pagamentos em atraso


Continua indefinida a situação do pagamento atrasado dos servidores da prefeitura municipal de Portel. Vinte e um servidores da prefeitura ganharam, em 2001, uma causa de exoneração ilegal de funcionários estáveis, o que redundou em indenização por danos morais e a inevitável reintegração, ou seja, a volta dos titulares das vagas aos seus devidos cargos.

Após quatro meses de atraso no pagamento da indenização, que está sendo parcelado, a tesoureira da prefeitura, Dinha, afirma que o atraso se dá por razões que o secretário de finanças Raimundo Luís Ribeiro não repassa informações sobre o assunto. Além disso, ao ser procurado pelos interessados, o secretário nem sequer recebe os servidores. “Ele trata a gente mal”, disse um dos servidores. Ao ser questionado, “mandou chamar a polícia”, disse o servidor humilhado. Crê-se que esse cara ainda poderia ser um secretário de educação e poder fazer tais coisas contra não só com pedreiros, pintores, serventes (que é o caso dos servidores que vivem esse inferno patrocinado por gestores que trabalham sem transparência), mas poderia fazer contra professores. Em pesquisa realizada recentemente, esse cara não ganharia nem para ordenhar vacas (não querendo dizer que ele suga alguma vaca), quanto mais para cargos públicos como vereador ou prefeito.

O caso dos 21 servidores é um precatório. Os servidores, nos anos 90, adentraram com mandado de segurança para garantir seus direitos. Transitado em julgado, ou seja, esgotado todos os recursos a que a prefeitura tinha direito, o prefeito Pedro Barbosa foi obrigado a pagar a indenização. Ocorre que subitamente houve a descontinuação do parcelamento. Há inclusive, por parte da cúpula da SEGAF (a secretaria de finanças comandadas pelo PT) um apontar de dedo ao advogado Ismael Moraes, que ganhou 45% em cima dos servidores, de que o mesmo teria mandado suspender o pagamento porque sua parte, algo em torno de R$ 15 mil, não estaria sendo depositada. Ao tratar do assunto, por telefone, Ismael Moraes disse que não tem nada a ver.

Em conversa com a tesoureira Dinha, uma servidora que se encontra em sérias dificuldades financeiras e com problemas de saúde, informou que o caso está sendo debatido entre os assessores jurídicos da prefeitura. Como?? Já foi transitado em julgado! O que mais se pensa que estão fazendo? Querem ser o Supremo Federal agora? Nem caberia, pois o supremo é a instância máxima e lá os servidores já ganharam definitivamente a causa, ou alguém quer ser mais máximo que o máximo? Em conversa com um dos servidores do pagamento que está virando uma novela, o prefeito Pedro Barbosa afirmou que pretende pagar todos os salários em atraso e inclusive as contas que a prefeitura deve a terceiros antes do término de seu mandato. Paulo Ferreira teria, assim, o recebimento de um governo enxuto. Seria a primeira vez em décadas que isso aconteceria. O último prefeito a entregar a prefeitura sem sinais de arrombamentos (nos cofres) foi o Felizardo Diniz, os outros entregam a vaca (nome dado porque os governantes e seus apaniguados vivem, diz o povo, mamando, sugando as verbas em benefício próprio, de familiares e amantes, 
que antes eram mulheres, agora envolve até casos homossexuais).

APOSENTADOS E PENSIONISTAS

Ontem os aposentados e pensionistas finalmente receberam, após três meses de atraso. Nós, professores, estamos preocupados, pois o pagamento dos aposentados e pensionistas não deve atrasar, nem deveria, uma vez que pagamos religiosamente 11% ao Instituto de Previdência do Município de Portel – IMPP. De acordo com o SINTEPP, solicitação de informação a respeito desse atraso já foi feita ao prefeito.

Encontro Inter-núcleos na cidade de Portel: Projeto Mapeamento Social como instrumento de gestão Territorial contra o desmatamento e a devastação em atividade na Ilha do Marajó


O Encontro Inter-Núcleos com o tema "Conflitos socioambientais em Reservas Extrativistas e Projetos de Assentamento Agroextrativista na Ilha de Marajó" resulta de uma articulação e construção de mais de oito meses que tem como nota diferenciadora estar sendo realizado na sede do município de Portel, uma pequena cidade, o que o torna diferente dos já realizados no circuito das capitais de Estados da Amazônia ou de cidades medias. Retomamos que no Pará já ocorreram dois eventos – a Reunião Preparatória em Marabá (4 a 6 de setembro) e o Encontro Regional em Belém (21 a 23 de setembro de 2012). Os eventos anteriores nos quais pesquisadores e movimentos sociais estiveram mobilizados para debater estes temas na ilha de Marajó foram às reuniões acompanhadas de trabalho de campo em Breves, Portel e Melgaco (fevereiro 2012), em Cachoeira do Arari (19 a 21 abril 2012). Igualmente, debateram-se realidades localizadas da Ilha de Marajó no Encontro Regional sediado em Macapá, também nos dias 24 e 25 desse ultimo mês. A situação dos pescadores da RESEX Marinha de Soure; as reivindicações dos quilombolas de Salvaterra, os conflitos com o agronegócio (monocultivo de arroz na várzea) que se inicia no município de Cachoeira do Arari. Assuntos que tiveram espaço priorizado no Encontro Regional Inter-Nucleos de Macapá.

Em Portel as atividades do Projeto encontraram apoio na SEMED – Secretaria Municipal de Educação do Município de Portel, o que reitera a colaboração anterior, em fevereiro. O fato é muito positivo, pois temos cinco professores com função de diretor, coordenadoras pedagógicas e Técnicas vinculados a Educação do Campo participando ativamente nestes dias 02 e 03 de outubro.

Para o Encontro foram convidados os dirigentes das comunidades de São Tome de Tauçu, São Miguel, Nossa Senhora da Aparecida, situadas no rio Acutipereira, município de Portel. Do quilombo de São José da Povoação, localizado no rio Mutuaca (Curralino), conta-se outro grupo de participantes. A Secretaria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Portel tomou parte do evento.

O Sr. Antônio Vaz – Diretor de Agroextrativismo do Município de Portel e que trabalha na zona rural com grupo de jovens abordou o quadro realista da exploração da madeira local durante mais de 40 anos e indagava: "qual foi o ganho social para Portel de retirar quase toda a madeira e acabar com essa riqueza, O que ainda continua sendo feito? Nossa madeira continua sendo tirada e não fica nenhum ganho social. A madeira de Portel não agregou nenhum valor".

A senhora Justa Pantoja de Oliveira relatou que em 1997 foi criado um decreto municipal em Curralinho que proibia o corte de palmito. Foi aprovada igualmente a proibição de corte de madeira fina, mas "para esbandalhar esta lei foi aprovada outra lei que liberou o uso de motosserra". A senhora Justa e membro da Associação de Remanescente de Quilombo de São José da Povoação que luta há oito anos pelo titulo coletivo. O pedido do Certificado de Reconhecimento pela Fundação Cultural Palmares solicitado por essa Associação há mais de um ano, ainda não foi atendido, mostrando o descaso com as reivindicações do grupo que como outros quilombolas aguarda da burocracia do Estado brasileiro uma ação condizente.

Deste grupo parte a negativa de aceitar a politica da Bolsa Verde, pois consideram que sua luta é pelo território e com a bolsa tornam-se dependentes. Nos comentários de Raimundo Elinaldo de Jesus, também membro dessa Associação e Coordenador Regional da MALUNGU é feita a critica a essa politica, pois ela vem de cima para baixo e não se analisam seus efeitos. Exemplificou com o fato de que as pessoas recebem a bolsa verde e compram um motor para a canoa, com isto precisam fazer a despesas com a gasolina. A única forma de ter dinheiro para compra-la é cortar madeira.

O Encontro continua com o Curso Introdutório de GPS, elaboração de croqui preliminar do rio Acutipereira e o território do quilombo São José da Povoação. O rio Acutipereira será objeto de uma visita para fazer georreferenciamento de povoados e realização de entrevistas.

Fonte: Nova Cartografia Social

domingo, 28 de outubro de 2012

Morre Roy Waite em Belize


Roy Darrel Waite
Morreu nesta semana Roy Waite, aos 63 anos de idade, em Belize. O “gringo” Roy morou em Portel, fez muitas amizades e foi quem construiu a casa onde hoje reside a professora Matildes Xavier, ao lado da Igreja Matriz.

Depois que abandonou os trabalhos como tripulante dos navios cargueiros que transportavam compensados da AMACOL para os Estados Unidos, White trabalhava em Belize, local onde residem também vários brasileiros, inclusive a popular Ivalda Locke, com quem conversei pela Internet sobre o lamentável acontecimento.

Roy: momento de repouso
De acordo com informações prestadas pelo Dr. Miro (que pretendia reencontrá-lo em uma viagem marcada à América Central) e Ivalda Locke, Roy Waite foi assaltado, em cuja ocasião ficou com sérias complicações, vindo, consequentemente, a falecer. 

Roy Waite foi enterrado neste sábado, deixando esposa, Maria Tereza Pereira (filha de Albino Pereira e irmã do advogado Miro Pereira, criada por sua avó, Dona Yayá), incluindo duas filhas nascidas em Portel - Nelly Dyanne and Edna Waite - e dois filhos - Roy Jr. e Ryan Waite, sendo que estes dois últimos nasceram em Belize. 

O Sr. Waite era filho da Dona Edna Andrewinbain e Sr. Hendicott Waite e nasceu em 8 de setembro de 1949. Durante as homenagens póstumas, a Sra. Edna falou das experiências vividas por Roy em Portel e o quanto ele amava essa cidade, proferindo algumas de suas palavras emocionadas em português. 

sábado, 27 de outubro de 2012

Os sessenta reais mais valiosos do mundo

Ao pesquisar o assunto da agricultura no município de Portel, encontrei esta carta, escrita por Carlos Augusto Ramos, que tem muito a ver com a realidade dos agricultores portelenses. Esta é uma bela história, gente, mas o que vem por aí não é nada bonito, postagens que revelam o lado sombrio da prática fraudulenta.

Belém, 25 de junho de 2012.
Caríssimos Manoel e Vivian,
          Em junho de 2004, conheci o rio Acuti-pereira. Estava recente de sua tragédia comunitária, o ataque da hidrofobia que vitimou dezessete pessoas na região. Na missão de elaborar um diagnóstico socioeconômico das famílias locais para iniciar o processo fundiário e debater sobre os recursos naturais locais, conheci Dona Dinalva, que vivia no médio rio. Não me lembro de Dona Dinalva não estar com um filho no colo. Parecia muito sofrida, certamente é esteio de sua casa que não conheci ainda. Alta, forte, negra, pareceria que nem a pior das tempestades marajoaras era capaz de amedrontá-la. Talvez nela eu reconhecesse a força típica da trabalhadora rural de Portel, na luta por se manter, por manter a prole, manter a casa.
         Sempre a vi participante das reuniões. Calada, tímida, estava ali nas oficinas de plano de uso ministradas pela FASE, nas reuniões sobre o pedido de Reserva Extrativista do Acuti-pereira, na apresentação do estudo socioeconômico, aquele onde peguei o murro na nuca do Sarney (história que prometo contar outro dia via carta). Toda vez a enxergava em algum evento. Lá estava Dona Dinalva no encontro de Mulheres do Marajó, ocorrida em Portel em 2007. Mas foi em um evento de capacitação de melhoramento da produção de farinha que a conheci de fato.
          O curso foi ministrado por Dona Júlia, a melhor produtora de farinha da região, reconhecida em certificados de feiras e premiações. A idéia era passar informações de como melhorar a qualidade da farinha produzida, e obviamente atuar na auto-estima das pessoas. A maioria eram mulheres. Aliás, em Portel, sempre são as mulheres as mais presentes nos encontros rurais. Eu investiria nelas. Ah, um detalhe importante: vocês dois conduziram a moderação da capacitação muito bem.
Dias depois, já com um fardo de farinha com uma qualidade bem melhor do que costumava produzir, fruto do aprendizado do curso, estava Dona Dinalva na dúvida se poderia vender a farinha a um preço melhor. Dona Júlia incentivou:
- Pode ir com confiança que tu vai vender por sessenta reais?
- Será? – disse Dona Dinalva, acostumada a vender o fardo a trinta reais.
- Vai ver...
Ao ficar por ali parada na feira, naquele zezeu de gente indo e vindo do interior, um picolezeiro de calça e sandália passando aqui, um ancião chegando de barco provavelmente para ir no sindicato acolá, pára perto dela um comprador de farinha, daqueles que provavelmente levam a produção direto para o porto de Santana, no Amapá.
- Quanto tu vende o fardo?
- Sessenta reais – meio indecisa, quase não sai a fala.
- Tá vendendo ouro, é? – e saiu o cidadão de lado, deixando Dona Dinalva na dúvida se devia manter o preço.
Aconselhada por Dona Júlia, teimou no valor e depois de muitas giradas, provadas, olhadas para a farinha de Dinalva, o comprador aceitou pagar os sessenta reais por fardo. Sua alegria, contida como sempre, veio com a certeza que valeu a pena acreditar em um curso para uma pequena mudança, um episódio que seja na economia de seu dia a dia. E acredita agora que pode ter sua situação mais digna e cidadã, por seus próprios braços e cabeça. Ta lá uma saída, não mais uma escuridão. Não foi à toa que fora um dos melhores desempenhos da oficina, pois agora, o resultado.
Decidi escrever esta carta aos dois porque vi nos olhos de cada um o mesmo que eu sentia ao desvendar um enigma em cada projeto que fazia. É como marcar um golaço de bicicleta. Existem as soluções, em algum lugar, mas é a atitude de ir atrás dela que faz a diferença. Perdido no mato, o melhor negócio é andar, pelo menos pra mim. Nestes instantes cai por terra a minha vaidade, intransigência, gabolice, arrogância. É avaliar a unidade das coisas. É transformar, ao menos um pouco, uma realidade difícil como temos em Portel, no Marajó, no Pará, na Amazônia.
        É perceber que tem sentido valorizar a pessoa e o meio em que ela vive, podendo ser usando a desculpa da farinha, do açaí, do artesanato, do camarão, da madeira, da dança, da arte, de alguns reais.
       Os sessenta reais mais valiosos do mundo.

    
       Aos mestres, escrevi.
Pantoja Ramos

Belém: Blog é pressionado a retirar postagem que fala de financiamento de campanha


Em decisão liminar proferida a pedido da coligação "União em Defesa de Belém" e do sr. Zenaldo Rodrigues Coutinho Jr, a Juíza da 29ª Zona Eleitoral, Angélica Alice Alves Tuma censurou o blog de Ana Júlia Carepa no final da tarde de hoje.

O motivo da decisão foi a publicação de uma postagem trazendo à ribalta comentário de anônimo sobre o financiamento público do Instituto Helena Coutinho. Ele citava a publicação no Diário Oficial do Estado de 04.10.12 de convocação de representantes do instituto para prestação de contas de verbas recebidas de fontes públicas e privadas. Apesar de não ter sido formalmente notificada da decisão, Ana Júlia já retirou a postagem da web, como forma de respeito à justiça.

A coligação e o candidato alegam que a informação é inverídica e que trata-se de propaganda eleitoral. Sua ação induz o poder judiciário ao erro. Como os leitores do blog poderão ver no Diário Oficial, a informação não é inverídica. Nem tampouco trata-se de propaganda.

Rio das Ostras: Câmara aumenta salário de vereadores em 188,5%


Vereadores se dão aumento de R$ 7.515 na cidade de Rio das Ostras, no RJ. Nenhum deles votou contra o aumento de 188,5% no próprio salário. Todos aprovaram, inclusive o prefeito da cidade. Agora, parlamentares receberão R$ 11.500 mensais, com a obrigação de comparecer duas vezes por semana na Câmara. Nos outros cinco dias, não há sessões legislativas.

http://migre.me/bm9Nc(via Politica Estadão)

Foto: Divulgação

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Criação do Território do Marajó é debatida


A criação do território do Marajó foi discutido em uma mesa redonda, ontem, na Universidade Federal do Pará (UFPA). O debate abordou, ainda, a abertura da rodovia Transamazônica, a construção da Hidrelétrica de Tucuruí, os Grandes Projetos e a questão econômica gerada pelo plebiscito, que propunha a divisão do Pará.

“O Oeste e o Sul do Pará se degladiaram com o Centro, no plebiscito. Depois disso, a nossa situação que era já ruim, ficou pior”, considera o presidente da Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam), Pedro Barbosa. Para ele, o número de eleitores das ilhas implica na situação social e econômica do arquipélago. “O problema é que só temos 200 mil votos”.

O prefeito de Portel afirma que aproximadamente 2 mil crianças do município não têm registro de nascimento e que 25% da população do Marajó é analfabeta. O motivo destes dados, de acordo com ele, é que não interessa aos governos estadual e federal, elevar o Marajó a ter condições de dignidade para a população.

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Quais são as figuras mais influentes do rio Acutipereira?

Rio Acutipereira

Quem seriam os políticos e personalidades mais influentes no rio Acutipereira? Esse questionamento é feito com base no que o povo da região anseia por melhorias. Reuniões estão sendo marcadas para discutir questões sérias, tais como educação. Mas pode ir muito mais, dando enfoques aos financiamentos ao setor da agricultura. E tem que ser debatido urgentemente.

Antes as figuras que representavam a força política dentro do rio eram: Pedrão e Francisco. Um se mudou para Macapá e o outro continua, mas perdeu o poder de influência junto ao eleitorado. De acordo com conversas com moradores, a perda do poder se deu basicamente porque os políticos sempre presentearam esses líderes, esquecendo totalmente os demais membros da comunidade. Isso já não mais funciona. As pessoas querem melhorias que atendam as necessidades globais.

Nos últimos pleitos vimos várias figuras se apresentarem como lideranças políticas e houve inclusive o surgimento do poder de Vanica do Laranjal (Osvânia Ferreira Correa) que, junto com a professora Odinéia Ferreira Correa (sua filha), apontaram como representante da região a irmã do vice-prefeito Carlos Moura, Semone Moura. Foi a mais votada, mas, de acordo com os próprios moradores, não cumpriu bem sua tarefa de representação. Tanto que não mais foi reeleita no pleito seguinte. No entanto, esta jovem foi reeleita este ano, mas não pegou a maciça votação de outrora.

Teofro Lacerda, que é líder comunitário e ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Portel, indicou o candidato Moisés. Mostrou que seu potencial de líder anda em baixa, pois a votação ao candidato Moisés Moreira foi inexpressiva, levando-o ao fundo do poço. Sem muito apoio dos líderes, quem apareceu doando bolas de futebol foi o candidato e cunhado do vice-prefeito Carlos Moura, o Teba Gol, que se destacou como o segundo mais votado.

Quanto ao mais votado tanto no município quanto na própria região do Acutipereira, surgiu aos moradores do rio um novo nome: Manoel Maranhense. Foi apontado pela professora Odinéia Ferreira Correa. Inicialmente Manoel Maranhense atendeu um pedido da professora e construiu um campo de futebol para a comunidade Boa Vista, na localidade onde funciona a escola Ezídio Maciel. Na inauguração, Manoel deu um boi para a premiação ao primeiro colocado no torneio. O povo estava curioso em conhecer o vereador mais popular do rio Camarapi. Segundo a professora, Manoel Maranhense estava sendo perseguido pelos próprios companheiros de sigla petista e, sabendo disso, Odinéia disse que apresentaria esse candidato ao povo acutipereirense. Osvânia Ferreira, sua mãe, hesitou inicialmente, mas depois assimilou o candidato e também entrou na luta, tornando Manoel o mais votado. As pessoas afirmam que foi por causa dessas lideranças que Paulo do Posto conseguiu amealhar a maioria dos votos.