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DO JUIZ AO RÉU, TODO MUNDO LÊ O BLOG EDUCADORES DE PORTEL

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Portel: Madeireiro é preso por tráfico de drogas

Traficante conhecido como Madeireiro foi preso por traficar drogas no município de Portel, no Arquipélago do Marajó.

Josielson Câmara Silva, o Madeireiro, foi preso em sua residência. A droga estava camuflada em meio a arroz numa vasilha, para simular produto alimentício.

Além de encontrar o produto do tráfio em forma de pasta base de cocaína em posse do Madeireiro, a  Polícia também identificou barrilha, que é utilizada na produção química da droga.

domingo, 5 de junho de 2016

Portel: E as ameaças continuam, numa forma de violência das autoridades

Neste pequeno trecho de uma conversa entre uma amiga minha e um figurão do executivo municipal de Portel é revelado um lado sombrio às pessoas da comunidade. Informo que outras pessoas da minha confiança tem os prints da conversa inteira e caso algo aconteça pra mim ou pra ela as conversas dessa alta patente da organização administrativa de Portel, na íntegra, serão divulgadas.

Esta é a forma como estão sendo conduzidas as ações permeadas de ameaças, chantagens e subornos. Não se pode aceitar mais esse tipo de comportamento nocivo ao desenvolvimento de uma sociedade que clama por mais dignidade, esperança e progresso.

Portel: Bandidos de cara limpa assaltam na manhã deste domingo 5

Mais um assalto. Desta vez, apesar de alguns calcularam que haveria uma trégua devido ao grande número de crimes de ontem, a vítima foi o comerciante da esquina da Rua da Vivência com a Pacajá, na entrada do Bairro do Pinho. 

Os bandidos chegaram a pé, portando arma de fogo, com as mesmas características dos assaltantes num açougue da rua 2 de Fevereiro (não vou publicar o nome para não fazer propaganda de graça). Só que desta vez, empreenderam fuga a pé.

De acordo com um comerciante com quem conversei há pouco, há pessoas na comunidade a alugar arma para bandidos e estão ganhando um bom trocado. Este que ele conhece cobra 30% do produto do roubo.

Interessante que comerciante que não tem vínculo com o tráfico nunca tem seu comércio roubado, porque o porco sabe o pau em que ele se encosta.

sábado, 4 de junho de 2016

Portel: Bandidos se metem a besta e são presos por populares

Bandido: populares agarraram
Há poucos minutos, de acordo com uma testemunha, dois bandidos assaltaram um açougue, localizado na rua 2 de Fevereiro, no bairro do Muruci, em Portel. Um dos bandidos, na fuga, abordou uma mulher que passava numa moto de passeio e seguiu com seu comparsa em direção à Rua da Vivência, onde foi capturado por populares.

À toda hora os bandidos estão atacando as pessoas, seja de dia ou de noite. É preciso cuidado, pois esses bandidos precisam de moto ou para fuga ou para cometer assaltos e não perdoam, seja quem for que esteja dirigindo.

A população fica temerosa e fica a dizer que estão nas mãos de Deus, salientando que as autoridades dispõem de segurança. 

Portel: Três bandidos acusados de promover assaltos são postos fora de ação pela polícia militar

Denúncia anônima leva à prisão de trio acusado de promover assaltos na cidade de Portel. Benervaldo de Carvalho Baía (29 anos), Alemax do Carmo da Silva (18), Clodoaldo Brabo Pantoja (30).

Os três presos pela guarnição da Polícia Militar são acusados de promover assaltos pela cidade. Mas tudo foi resolvido porque a população colaborou, levando a polícia até um conjunto habitacional. Com eles foram encontrados materiais de furtos, arma de fogo, munições.

Um dos bandidos já tinha passagem pela polícia, outro era investigado por tráfico e atuava como mototaxista. O terceiro ainda não era conhecido pelos confortáveis aposentos da Hamilton Moura.

Os três estão à disposição da justiça.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Portel: Deficiente é preso por tráfico de drogas

O nacional conhecido  como Cadeirante, nome real Rildo dos Santos, foi preso por tráfico de drogas.

Rildo, o Cadeirante, já havia sido preso antes pelo mesmo crime, o tráfico de drogas. Nesta última prisão, foi encontrado com ele pedra de óxi, duas barras de maconha e cocaína. A prisão aconteceu dentro de sua própria residência, onde funcionava uma boca de fumo.

O vulgo Cadeirante foi colocado, pela Polícia, à disposição da Justiça.

Professor é assaltado na porta de casa: o cotidiano da vida do povo portelense

Dois bandidos assaltaram um professor, quando este retornava do trabalho. O fato aconteceu na Cidade Nova.

O professor Flent Matos chegava em sua residência quando dos bandidos o abordaram, com arma de fogo em punho. Tomaram a chave da moto e tentaram entrar na casa. Como o professor impediu a entrada dos dois vagabundos, bateram nele com o revólver. 

Os bandidos levaram a moto e um molho de chave contendo inclusive a chave da entrada da casa. Esta é a segunda vez que os bandidos atacam a residência onde mora o professor Flent, pertencente a sua mãe, a professora Vânia Dias Matos.

EM TEMPO

Na semana passada, a residência dos Matos foi invadida por bandidos, enquanto a família estava ausente. De acordo com postagens feitas no Facebook, os facínoras levaram tudo que puderam. A professora, indignada, assim declarou:

"Chegando agora da delegacia desde 16h sendo acusada de ter furtado a casa do ladrão q me roubou. Inversão de valores ou inversão de situação? É a cidade dos contrários como falo na mha música. O ladrão agora é o macho Alfa das Galáxias e eu? Apenas uma idiota pendurada na radiografia da mediocridade. Cidade? Portel."

Bandidos tomam conta da cidade de Portel

Ontem, por volta das 19:00 horas, dois bandidos assaltaram a Loja Alternativa, nas proximidades do Templo Central da Assembleia de Deus, em Portel. 

Os dois bandidos, em pleno centro da cidade na Avenida Floriano Peixoto, cometeram o crime de assalto à mão armada e, em seguida, saíram pela avenida apontando a arma para os proprietários da loja, que ficaram muito assustados

Há três dias, bandidos com as mesmas características também assaltaram a loja do Eudes (mais conhecido como "Cerezo"). O horário, no entanto, foi diferente, às 10:30 h da manhã.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Portel: Mensalinho municipal na Câmara de Vereadores

Já ouviu falar em Mensalão? Ficou indignado, não foi? Mas você ficou indignado porque ocorreu bem longe, lá em Brasília. Ficaria indignado se soubesse que aconteceu em Portel, com os vereadores que você elegeu? Pois é disso que trata a postagem de hoje, revelada por um vereador que se recusou a receber o MENSALINHO. O fato foi escancarado durante a sessão desta quinta-feira, 02, na Câmara Municipal de Portel.

Data do pagamento das diárias ao vereador
O mensalinho, segundo documentos obtidos junto ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), mostra que diversos vereadores receberam diárias que fariam parte do pacote denominado de MENSALINHO. Mas escuta, blogueiro... Diária não é um direito dos vereadores pra executar alguma tarefa em nome da Câmara, a serviço da comunidade? Pois, é, mano, mas o vereador só tem direito a QUATRO (4) diárias por mês e um vereador, por exemplo, pegou OITO (8) diárias. 

Data confere com o recebimento das diárias: vereador doente
Na mesma data em o tal vereador recebeu a diária com o fito de representar a Câmara de Vereadores, o dito edil estava sendo submetido a uma cirurgia de redução de estômago. Ora, vejam só! Como servidor público (isso mesmo, servidor público), o vereador deve pagar suas despesas para viagens particulares, pois tratamento de saúde é atividade não coberta pelas normas da Câmara, inclusive a Lei Orgânica não prevê essa vantagem para nenhum vereador. O documento emitido pela Câmara diz claramente: "Para tratar de assuntos de interesse desse Poder Legislativo".

No ano de 2014, portanto, houve um FESTIVAL DE DIÁRIAS. Inclusive até para pessoas que nunca foram servidores da CÂMARA MUNICIPAL.

Foi encontrado um valor de R$ 2.000,00 (isso mesmo: dois mil reais) para a terraplanagem do estacionamento da Câmara Municipal de Portel. Reparem que, no dia de sessão (quartas e quintas-feiras), carros e motos ficam no meio fio PORQUE NÃO EXISTE ESTACIONAMENTO. Procurado pelo vereador Ronaldo Alves, o dono da máquina disse que nunca prestou serviço para a Câmara e que recebeu essa quantia para limpar o terreno de um vereador num sítio no ALTO ACUTIPEREIRA, assim como limpou também um ramal que dá acesso a esse sítio.

Na tribuna da Câmara de Vereadores, o vereador Ronaldo Alves, do PSOL, indagou ao vereador Angelo Junior, então presidente da Casa no período de 2014: 

"Vereador Ângelo, Vossa Excelência poderia explicar como um vereador que estava doente poderia receber diárias? Vossa Excelência sabia que o vereador estava doente?"







Portel: Comunidade denuncia desvio de finalidade em construção de escola

Já havia tido conhecimento desta façanha de desvio de verba e, em conversa com comunitários ocorreu de saber que o povo do Acutipereira soube também, que a Escola Livramento deveria existir, pois verba foi encaminhada para a construção de uma escola. A existente na comunidade do Pinheiro, cerca de 20 minutos da sede do município por estrada, conta com uma escola construída no mandato de Elquias Monteiro e não mais suporta a demanda de alunos, tanto que a sede social de eventos da comunidade é utilizada como sala de aula.

Veja o que diz a publicação feita por uma entidade do Acutipereira, na rede social Facebook:

"Essa é a prova de desviou de projetos que erá pra comunidade livramento e levar o pra comunidade Divino espírito no rio Pacajá isso não pode tem que a ver resposta o povo da comunidade Livramento tá indignado será que vão a parece pedido votos o povo cansado de promessa mentira o povo é da roça mas não são besta"

quarta-feira, 1 de junho de 2016

O advogado e o assessor da Câmara: uma intriga política e carnavalesca

Na última década, quando o PSDB mandava em Portel, no Estado e na União, aconteceu um fato digno de ser contado, entremeio a tantas histórias de exercício da política e da politicalha, um aprendizado que levou a sociedade a rir de si mesmo.

Num dado momento, o carnaval corria solto, então era o início de um dos anos em que governava o município o pai do meu amigo Neto Monteiro, o Elquias Monteiro. Um delegado se tornou popular na cidade, que até lembrava um pouco o jeito de Rafael Gonzaga, embora com uma nova roupagem, até de gostar de rádio, usando de um dos seus bordões, como "eu ronda a cidade, a te procurar", cantarolando a música Ronda, de Nelson Gonçalves. Quando, nessas rondas, ele - Lázaro Falcão (lembrei o nome do famigerado e temido delegado) -, prendia um bandido que tocava terror na cidade, seu fiel escudeiro, o controlador de som da emissora Rádio Portel FM, o Braço de Eletrola, tocava uma música de faroeste (se não me engano chamada de "Assovio") e a comunidade inteira encostava o ouvido no autofalante do rádio pra saber da prisão do bandido.

Mas, o caso que relato não se tratava de bandidos tocando o terror. Pelo contrário, eram adversários políticos, desses do terceiro ou quarto escalão, que são mais propensos a ir às vias de fato por seu líder, o prefeito. Como eu disse anteriormente, o cenário era em período de carnaval. E o povo, diferentemente dos Ingleses, mistura-se em festas diversas, assim, o terceiro escalão, o quarto e os sem escalão, as prostitutas, os traficantes, os mendigos, os pedófilos, os donos de bordéis, os pseudos ricos, as dondocas e todas as classes sociais dançam o carnaval, numa alegria que só o povo brasileiro pra se entender. Mas no calor da bebida há desentendimentos.

Encontram-se, face a face, advogado do governo e assessor de vereador e lembram das suas posições políticas exacerbadas e se metem em discussão, sendo que o assessor jurídico do prefeito deu uma de autoritário e até de autoridade, sendo que era apenas um servidor público, embora com o título de Doutor. O assessor, que é meu amigo, disparou tremendo foguete na venta do advogado, que caiu vendo estrelas que circulam distantes galáxias e o caso foi parar na delegacia, ainda localizada na rua Padre Antônio Vieira. Acompanhados de torcida própria - o advogado dos governistas e o assessor do os da Câmara de Vereadores - entraram para se explicarem sobre o fato. O delegado, que também esteve na praia e havia se incomodado com a situação que o retirou do lazer junto com as autoridades mais palacianas possível, questionou ao ofensor físico:

- O senhor bateu na cara do advogado?

- Não, doutor, não nada disso. É que ele, como autoridade que acha que é, deveria ficar no lugar dele.

- Como assim? Explique melhor.

- É que tava todo mundo doido, dançando a música do capeta e balança pra cá e pra lá, a banda tocando e a cachaça subindo o juízo do caboco, então eu rodopiei e meu cotovelo deu na lata do doutor aqui.

- Tá bom. Tá liberado. Vamos voltar pra festa e o senhor, não apareça nos lugares onde o doutor advogado estiver.

Lá fora, a torcida do advogado esperava a saída de seu herói e a prisão do agressor. Um policial abriu a porta e um silêncio sepulcral acometeu a multidão de brincantes. Saiu pela porta o assessor da Câmara a sua torcida, que era menor em número, aplaudiu, o homem de mãos levantadas, como se fosse Rock Marciano após uma luta de boxe holiwoodiana. Atrás, cabisbaixo, o advogado, que saiu com os foliões, de volta para a praia, pra terminar o dia com o olho roxo.

Portel: Comissão que ajudou famílias vitimadas em incêndio é intimada por delegado

Ainda não se sabe porquê o delegado de polícia de Portel expediu mais de 10 intimações para diversos cidadãos que formam a Comissão Popular Tharle Cordovil.

As intimações foram entregues de forma individualizada a cada membro da Comissão na manhã de ontem. Entre os membros estão comerciantes, professores, vereadores, ou seja, cidadãos de bem que resolveram acompanhar as vítimas e fizeram frear uma onda de explosões que assolava o interior do município de Portel, no Arquipélago do Marajó.

Saiba mais sobre o caso

Membros da Comissão vem sendo ameaçados por redes sociais com termos agressivos, além de telefonemas feitos com número restrito. Os ataques são os mais diversos, tanto que a Comissão comunicou os atentados ao advogado do empresário Diogo. O mesmo disse que os ataques cessariam, mas parece que não há prazo para as pressões cessem.

Além dos membros da Comissão, a família Cordovil vem sofrendo ameaças e retaliações. Voadeiras sobem o rio Pacajá para conduzir pessoas da cidade a ameaçar ribeirinhos. Até uma professora foi exonerada porque ajudou uma vítima a chegar a cidade para tratamento após a explosão, fato noticiado aqui no blog. Um jovem também sofre retaliações fortes, com tentativas de fazer uma jovem mentir que foi abusada sexualmente, porém a moça não cedeu às pressões de falsas acusações. O motivo é que este jovem também ajudou vítimas a chegarem à sede do município para tratamento no hospital Wilson da Motta Silveira. 

Mesmo após chegar à sede do município de Portel, vítimas declaram que tiveram dificuldades de obter registros escritos no hospital e na delegacia. Após várias pressões, foram feitas ocorrências. Uma mulher, que é tia do pequeno Tharle, se estressou após o impedimento de equipes de televisão de filmar as vítimas.

A Comissão, além de orientar as famílias nos momentos difíceis que é da morte de um parente, promoveu ajuda alimentícia, pois passam dificuldades financeiras. Ontem mesmo estive na casa do pai da criança Tharle para levar um frango doado por uma pessoa de bem da cidade, após constatação de que não há ajuda como ventilado em redes sociais.Em vez disso, houve pessoas que visitaram a família para falar mal da Comissão. Parentes resolveram impedir a visita desse tipo que não quer ajudar, mas fazer calar as vítimas.


sexta-feira, 27 de maio de 2016

Pessoas queimadas em Breves: novos casos descobertos pelo blog Educadores de Portel



1º caso - Rio Curumum - Breves

Rio Furo das Terras, região do Curumum, uma família inteira foi queimada após explosão de óleo adulterado em Breves. Os pacientes estão internados no Hospital Regional.

Segundo informante de moradores da região, a família estava jogando carta no assoalho da sala quando uma lamparina explodiu nas proximidades de um carote contendo óleo diesel para serrar. A dona da casa, esposa do barqueiro Antonio Miranda, estava preparando uma lamparina para ser usada depois de desligar o conjugado e a chama foi atraída pelo carote onde estava depositado o óleo diesel.

O barqueiro pega o combustível no Posto Aliança, mas na ocasião o Sr. Miranda comprou combustível no Posto Aguiar, com o intuito de fazer funcionar uma serraria familiar e sobrou “uma faixa” de quatro litros. “Quando ela foi virar, aí o fogo pulou pra dentro do carote”, diz um parente das vítimas, o Sr. Osvaldo, que trabalha na cidade de Breves como mototaxista. Ele diz que as pessoas não registraram boletim de ocorrência em delegacia e nem pediram o laudo médico.

Uma das vítimas se encontra internada no Hospital Municipal de Breves, no leito 20 e outra está no leito 21. Uma terceira vítima, por estar em estado mais grave, foi levada para Belém.

2º caso - Rio Baiano - Breves

Rio Baiano, Breves, cerca de 12 horas da sede do município. Um senhor deixou uma lamparina acesa num vidro de palmito e foi para a igreja. Quando viram um enorme clarão, foram verificar e havia um incêndio. A família perdeu tudo, exceto a roupa do corpo.

Vila irmão Dias. Fica de 10 a 12 horas de viagem da sede também. Um homem sofreu queimaduras num barco.

Até o momento, não se sabe a procedência desse óleo adulterado.

NOTA DE REPÚDIO - Leilão de Terras nos municípios de Gurupá, Anajás, Afuá,Breves e Portel

Nós, trabalhadores e trabalhadoras agroextrativistas do Marajó, que lutamos há várias gerações pelo direito de ter a segurança da terra para a sobrevivência de nossas famílias, manifestamos nosso repúdio ao processo indevido de Leilão de Terras nos municípios de Gurupá, Anajás, Afuá, Breves e Portel, cujo processo foi determinado pela 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba-PR, organizado em seu leilão. São 251 mil hectares destinados para venda, cuja origem vem de um processo de grilagem de terras promovida pelas antigas empresas Brumasa e Trevo, que atuaram na região nos anos 1960 e 1970 explorando de maneira predatória espécies florestais madeireiras como a virola e a sumaúma.

Sem conhecimento nenhum do ordenamento territorial do Marajó, hoje com aproximadamente 40% de seu território com destinação fundiária em benefício das comunidades rurais na forma de reservas extrativistas e projetos de assentamentos agroextrativistas e outros documentos que asseguram a posse das famílias, tal leilão é uma afronta aos direitos das populações tradicionais, com o agravante de ter sido acionado pela própria justiça, que deveria, ao contrário, primar pela proteção de nosso direitos constitucionais. Além disso, causa surpresa que não se tenha feito o mínimo estudo sobre a regularização fundiária na região, o que nos faz parecer que permanecem velhos pensamentos de desvalorização dos amazônidas que aqui vivem.

As políticas públicas dos últimos 10 anos asseguraram finalmente a segurança da terra para mais de 50 mil famílias do Marajó, sobretudo daqueles que vivem nas microrregiões de furos e de floresta, onde foi direcionado o leilão. Nunca se viu na história marajoara a paz necessária para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental das comunidades onde o direito à terra foi conquistado. Gurupá, por exemplo, tem 77% de seu território (que incluem as áreas de terra-firme e Rio Amazonas) com destinação fundiária em diversas modalidades; Afuá possui 100% de sua área rural com assentamentos agroextrativistas do INCRA; Breves, 74%. Mesmo Anajás e Portel, municípios com menores percentuais de destinação, tem milhares de Autorizações de Uso emitidas pela Superintendência de Patrimônio da União em favor dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. A 1ª Vara de Falências de Curitiba ao trazer fantasmas de empresas que grilaram, predaram a floresta e empobreceram as pessoas é sinal que precisamos fortalecer nas instituições brasileiras o significado do que é o Marajó, do que é a Amazônia.

Por tudo isso, reiteramos nosso repúdio ao processo de leilão em curso, exigindo o arquivamento imediato não somente deste caso, mas de todos os outros exemplos que possam existir pautados na
grilagem de terras, destruição da natureza e desrespeito às populações tradicionais.

Estamos como cidadãos e cidadãs marajoaras alertas para combater o perigo sobre perdas de direitos. Aliás, isso é histórico.

Nos posicionamos Marajoaras quando os europeus aqui chegaram antes de Cabral. Não aceitamos fácil a vinda de portugueses liderados pelo Padre Antônio Vieira para nos fazer colônia.

Somos um Território da Cidadania.

Coronéis e patrões no Marajó, nunca mais!

EXECUTIVA DA FETAGRI-PA
CODETEM – MARAJÓ/PA.
COORDENAÇÃO REGIONAL DAS ILHAS DO MARAJÓ.
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES (AS) – CUT/PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE AFUÁ – PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE ANAJÁS – PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE BREVES – PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE BAGRE – PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE C. DO ARARÍ - PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE CURRALINHO – PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE CHAVES – PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE GURUPÁ – PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE MUANÁ – PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE MELGAÇO – PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE PORTEL – PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE PONTA DE PEDRAS – PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE STA. CRUZ DO ARARÍ –PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE SOURE – PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE – S. S. DA BOA VISTA – PA.
SINDICATOS DOS TRABALHADORES (AS) RURAIS DE SALVATERRA – PA.
INSTITUTO VITÓRIA RÉGIA - PA

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Escolas construídas com recurso de ribeirinhos: a farsa das construções

Denúncias chegam ao blog sobre construção de escolas no interior de Portel. Segundo afirmam moradores em mensagens enviadas a caixa de dialogo do Facebook, a prefeitura está fazendo escolas com materiais dados pelas comunidades.

Além dos materiais para a construção,  mão de obra são dos próprios ribeirinhos e o resultado é apresentado como sendo da construtora licitada para a obra. Os denunciantes pedem investigação sobre esse caso. 

Há escolas com placas, segundo a denúncia, dizendo o valor da obra, mas os comunitários afirmam que são doados materiais, tais como: flechais, pernamancas, longarinas, ripas, ripões, esteios e tábuas.

Depois de prontas, com a compra de telhas, prego e tinta, as escolas são inauguradas, com propaganda que elevam a imagem do gestor se ele tivesse feito todo o gasto.

Atenção, Tribunal de Contas, atenção Ministério Público.

 
 

Nova denúncia do MPF envolve prefeito do município de Almeirim (PA)


José Botelho dos Santos é acusado de desvio de verbas do Fundeb

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu nova denúncia contra o prefeito do município de Almeirim (PA), José Botelho dos Santos, por desvio de verbas públicas federais. Dessa vez, os recursos desviados eram do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). De acordo com o procurador regional da República Alexandre Espinosa, autor da denúncia, o denunciado empregou as verbas públicas para realizar pagamentos de pessoas estranhas às atividades educacionais.

Segundo o art. 2° da Lei n°11.494/2007, os valores oriundos do Fundeb são destinados a manutenção e desenvolvimento da educação básica pública e a valorização dos trabalhadores em educação, incluindo sua devida remuneração. No entanto, constatou-se que os recursos do Fundeb foram utilizadas com desvio de finalidade constatado por meio de contracheques e informações prestadas pelo próprio prefeito de Almeirim. O município, localizado a 808 quilômetros da capital, Belém, tem cerca de 32 mil habitantes.

Outra denúncia – No início deste mês, o mesmo procurador já havia denunciado o prefeito por crime de responsabilidade ao desviar cerca de R$ 5,5 milhões do município de Almeirim, por meio de saques em espécie sem a efetiva contraprestação em serviços ou produtos. Saiba mais aqui:  http://www.mpf.mp.br/regiao1/sala-de-imprensa/noticias-r1/prefeito-e-ex-prefeito-do-municipio-de-almeirim-pa-sao-acusados-de-desviar-cerca-de-r-7-8-milhoes

O MPF aguarda o recebimento das denúncias pelo Tribunal Regional Federal da 1ª região, em Brasília. Se condenado, o acusado poderá perder o cargo e ficar inabilitado, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação, além de ter que devolver os recursos desviados.


IP: nº 0076055-07.2012.4.01.0000/PA


Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal
Procuradoria Regional da República - 1ª Região

As consequências do clamor por justiça

O texto a que agora me dedico está sendo produzido enquanto aguardo uma consulta médica com o famoso Dr. Luis Otávio, em Portel. Penso em escrever este texto dissertativo sobre justiça e suas consequências. Antes de baixar a cabeça, os olhos meus divagavam pela sala de espera. Notei que havia um homem bem moreno, que meu pai sempre o contratava para pintar nossa casa. Se fosse usar o termo preto, as pessoas entenderiam qual a cor do cidadão, pois esta publicação tem a ver com a condição de ser afrodescendente e, particularmente pobre. Aliás, todos nós, nessa sala éramos pobres, em termos materiais, já que existem três tipos de pobreza: material, intelectual ou cultural e espiritual. No sentido de dar maior amplitude à visão do leitor, acrescento a presença da maioria de mulheres, seguidas por crianças. Até este momento, enquanto levanto oar que um jovem tente fazer o ar condicionado dada a quentura no posto, resumo os três tipos que são vítimas de todas as mazelas: pobre, puta e preto. 

Outro dia, eu participava de um protesto contra a violência, em destaque o assassinato de uma professora, na frente do Fórum. Enquanto todos prestavam atenção ao desenrolar das falas ao microfone, meu olhar focava uma família que perambulava de um lado para outro. Os policiais conduziam os presos para a sala de audiências com o juiz e, ao concluir, retornavam para uma cela dentro do Tribunal, e as famílias logo atrás. Notava que eram negros, mal vestidos, com as canelas e sandálias sujas da poeira da cidade, pois essa gente não tem carro, não tem moto, às vezes possui uma bicicleta. Indaguei a mim mesmo que crime teriam cometido aqueles jovens. Meu pensamento foi quebrado após eu ser convidado a me manifestar ao microfone. Aquela cena voltou inúmeras vezes, sempre me fazendo pensar que aquelas famílias são vítimas de um sistema perverso, o Sistema Capitalista, no qual vale quem tem dinheiro. 

No jornal do meio dia, apresentador Cleudo Gomes mostra assaltantes e a apresentadora da Record, Alba Lobato, traz notícias de morte, a Arucará também, por meio do repórter Viola de Jesus, traz clamores sobre violência e meu blog, que também veicula histórias locais, exibe histórias de explosões originadas de combustível adulterado. Do outro lado da tela do computador ou da TV, os cidadãos pedem justiça. Igualmente, as redes sociais clamam por justiça. Às vezes, as pessoas entram em choque uns com os outros, porque a justiça atingiu um dos seus. Mas o pobre, a puta e o negro tem que calar, mesmo que morra um filho torrado com gasolina ou outras situações a que o povo pede justiça. Volta e meia olho ao meu redor, sendo cumprimentado às vezes, e penso quantos desses usuários possuem problemas, injustiçados por falta de atendimento e, ao meu lado, uma professora cujo marido perdeu o emprego, resultado de falta de planejamento do governo, embora a esses a justiça da igualdade na busca do emprego seja diferente daqueles que morreram, esta prisão sem saída ou volta. 

O lugar está quente, o técnico em refrigeração acabou de levara central de ar, as mulheres se abanam, uma lésbida a minha frente chega toda cheirosa e logo começa a transpirar. Esta é mais uma vítima, a da discriminação sexual. Mas eu penso que, ao pedir justiça, acabamos descarrilando o trem e as consequências são inevitáveis. Depois de acionado o gatilho, não tem volta. Para quem não está envolvido numa situação de vulnerabilidade, de desespero, a vida segue, especialmente se for bem abnegado. Mas, e se atingir o riquinho? Se a justiça pegar pra bóia o filho de papai, da família tradicional, nem o juiz não presta mais. Outrora prestava, assim como promotor, defensor, Para estes, particularmente que se acham os reis da codada preta, deveria existir um um tribunal especial, um mundo separado, deuses intocáveis.

domingo, 22 de maio de 2016

Portel: Quem são os homens que rondavam a casa das vítimas de incêndio de lamparina, o blog descobriu

Na manhã de hoje (22), chegou a minha caixa de diálogo da minha página do Facebook uma informação de que alguns homens circulavam a casa dos parentes da criança morta em explosão de lamparina.

Publiquei o fato para dar alerta geral à população e às autoridades, pois não sabíamos quem eram os quatro homens que subiram o rio Pacajá numa lancha enorme, bem possante, do tamanho da balsa que vende combustível na frente da Prefeitura, o posto Cidade de Portel. 

Com medo, a família ligou aos membros da Comissão Tharle Cordovil, em tom de desespero, com medo.Pela manhã, a Comissão visitou a família, dando orientações e, em seguida, foram todos para a delegacia registrar o fato.

No momento em que a Comissão e membros da família Cordovil estavam na delegacia, a esposa do tesoureiro da SEMED chegou com três homens. O vereador Enos Perdigão chegou logo em seguida, mas deu de cara com a Comissão e retornou imediatamente, saindo sem falar com quaisquer dos membros. Dentro da sala, um policial civil.

Na sala em que estava o policial, sentaram-se os membros da Comissão, os três homens. Um deles se identificou como defensor público federal, com amplas relações com o Senador Paulo Rocha, segundo repetidas vezes ele mencionou o petista, tanto que eu perguntei se o senador havia feito pedido de intervenção. Segundo este defensor, a intenção dele, do estivador Jeferson e do advogado do Diogo Pinto, era de prestar solidariedade às vítimas, por isso que eles gastaram enorme quantidade de combustível para subir o rio Pacajá, localidade distante sete horas da sede do município. 

Os três, o estivador de Breves, o advogado do Diogo Pinto e o defensor público federal, afirmaram que a intenção de levar os membros da família para Belém era de apenas dar apoio, sendo que deram comida para a avó de 72 anos de idade e 100 reais para o pai foi unicamente com o fito de ajudar a família. 

Carlos Moura avisou ao advogado Carvalho (o qual defendeu os assassinos de Dorothy Stang) de que a família dos irmãos Pinto estão ameaçando os integrantes da Comissão, inclusive mencionando as publicações feitas em redes sociais, que o próprio advogado pode constatar visitando as páginas dos mesmos. O advogado disse que não é moleque, que tais atitudes vão acabar fazendo com que ele desista do processo.

Eu mesmo, como integrante da Comissão, relatei as ameaçadas sofridas, tanto ao policial civil como a defensor público federal, estivador e advogado Carvalho, ameaças estas feitas por um dos irmãos Pinto. Espera-se que, após estas denúncias feitas ao defensor e ao advogado, cessem as ameaças. 

Portel: Polícia prende homem acusado de matar policial dentro de delegacia

Pedro "Pedroca" Brasão de Carvalho preso em Macapá
Foi preso hoje, 22, um dos supostos assassinos do IPC (investigador de polícia civil) Haroldo. O policial foi morto dentro de uma delegacia improvisada em 2014, localizada na rua Padre Emílio Martins, no centro de Portel.

Após incansáveis trocas de informações das Policia Civil e Militar de Portel com a Polícia Militar de Macapá, foi preso PEDRO BRASÃO DE CARVALHO, vulgo "PEDROCA", um dos acusados de ter matado o investigador Haroldo, no interior da Delegacia de Portel.

Fonte: Polícia Civil e Militar de Portel