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DO JUIZ AO RÉU, TODO MUNDO LÊ O BLOG EDUCADORES DE PORTEL

sexta-feira, 17 de junho de 2011

AUDITORIA EM PORTEL: DESVIOS E IRREGULARIDADES


Funasa comprova superfaturamento em obras com dinheiro federal
A Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB-PA) encaminhou ontem ao Ministério Público Federal o pedido de providências contra o prefeito de Portel, no Marajó, Pedro Rodrigues Barbosa (PMDB). Uma auditoria da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) verificou, em novembro do ano passado, o superfaturamento em obras de drenagem e manejo ambiental para controle da malária e de melhorias sanitárias domiciliares, fruto de três convênios firmados entre aquela prefeitura e a Funasa, de números 0444/2006, 2531/2006 e 2802/2006. O superfaturamento foi de 655%, segundo o relatório, que notificou o prefeito a devolver R$ 400 mil à União. O relatório foi apresentado ontem pelo vereador José Pereira da Costa (PV) à OAB e a O LIBERAL junto com um dossiê de supostas irregularidades cometidas pelo gestor peemedebista.
Algumas dessas irregularidades foram mencionadas na denúncia recebida pelo e-mail presidente.contracorrupcao@orm.com.br, que gerou uma notícia para a qual o prefeito enviou resposta, publicada no último dia 7. Barbosa nega as acusações. Mas o relatório da Funasa, trazido ontem pelo vereador, reacende o caso. No documento, o coordenador de Auditoria Interna da Funasa, Carlos Antônio da Silva, analisou o preço de cada material adquirido para a realização das obras, com base nas notas fiscais apresentadas pela prefeitura.
Ele constatou que a obra foi executada diretamente pela prefeitura, que comprou materiais e locou equipamentos, quando deveria ter contratado uma empresa especializada para o serviço, conforme determinava o convênio. Além disso, a prefeitura não demonstrou ter empregado efetivamente todos os materiais adquiridos pela obra, como os 100 carrinhos de mão, quantidade considerada "exagerada" pelo auditor. "Os contratos foram aditivados com as empresas que forneceram materiais e serviços, resultando no aumento da despesa (...) os serviços foram supostamente executados com servidores municipais, sendo que esta prática é vedada (...) as folhas de pagamento apresentadas sequer demonstravam a liquidação dessas despesas (...) indicando a possibilidade de inexistirem tais contratações", afirma trechos do documento.
O auditor também apontou a participação do assessor jurídico da prefeitura, Eduardo César Travassos Canelas, que assina os pareceres jurídicos favoráveis a assinatura do contrato de R$ 1,6 milhão com a C-2 Engenharia, do irmão e da mãe dele, César Eduardo Travassos Canelas e Antônia Fernanda Travassos Canelas, respectivamente. A firma venceu a licitação nº 001/2007 para o fornecimento de materiais de construção, pré-moldados e locação de maquinários as obras de macrodrenagem dos b airros do Bosque, Cetro, Pinho e Muruci. Os pareceres de adjucação, publicação no Diário Oficial e contrato foram anexados a auditoria. “Conclui-se pela existência de irregularidades na origem da ação administrativa municipal (... e indícios de conluio entre as empresas participantes dos certames e servidores da Prefeitura Municipal, sobre preço, nas licitações para execução dos convênios”, informa o relatório. Apesar disso, grande parte das obras foi realizada. A participação da C-2 se deu  no Convênio 2.531/2006, no valor de R$ 4 milhões, sendo o repasse da Funasa de R$ 3,8 milhões e a contrapartida da prefeitura de apenas R$ 207 mil.
O vereador José Pereira acrescenta que o endereço da C-2 em Belém, registrada na Junta Comercial do Estado (Jucepa em 1º de fevereiro de 2005, fica no mesmo endereço da sede da Associação dos Municípios do Marajó (AMAM, na travessa da Três de Maio, 2,389, no bairro da Cremação. “Quando o prefeito assumiu a direção da AMAM, ele comprou a casa da mãe dele aqui em Belém para servir de sede a Associação, garante Pereira. A terceira alteração da sociedade empresarial da C-2, registrada na Jucepa, em 6 de junho de 2006, traz a assinatura da irmã do prefeito, Maria Rodrigues Barbosa, como testemunha. O vereador também assegura que Maria é namorada do dono da C-2. “Lá em Portel todo mundo sabe disso”, diz ele, que apresentou cópia do Processo Trabalhista nº 0000589-75.2010.5.08.010 movido contra a C-2, onde o preposto do município, Heliogabo Servet Costa Rolim, afirma que Maria namora César Eduardo.

Publicado em O Liberal, em 11 de junho de 2011.
 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

AMAPÁ EM GREVE EDUCACIONAL

Hoje fiquei muito feliz. Foi o dia que minha filha, que mora no Amapá, veio a passeio a Portel. Claro que fiquei preocupado com as aulas dela. Ela me disse que as aulas em Santana, no estado do Amapá, estão suspensas. Em face dessa informação e por entender que temos muitos portelenses por lá, colhi o seguinte:
http://amapanocongresso.blogspot.com/2011/06/cerca-de-80-dos-professores-ja.html
http://diariodocongresso.com.br/novo/2011/06/justica-fixa-multa-diaria-ao-governo-se-cortar-ponto-dos-grevistas-na-educacao/

segunda-feira, 13 de junho de 2011

TIO ALCIDES REALIZA SEU II TERREIRÃO COM SUCESSO

Quadrilha Explosão na Roça, organizada pelo dançarino Almir Sátiro: digna de representar Portel nos intermunicipais
Pelo segundo consecutivo, a escola Alcides Monteiro, localizada em um bairro considerado de risco pelas autoridades, realiza um bem sucedido terreirão alusivo ao período junino, tendo como padrinho forte São edro que não permitiu uma gota de chuva ou falta de energia elétrica como a que prejudicou o terreirão do Tio Rafa (escola Rafael Gonzaga), o que forçou a coordenação do evento doar toda a alimentação.
O evento foi acompanhado de muitas quadrilhas que, diga-se de passagem, conquistaram o público, este último formado principalmente por famílias inteiras. O público foi formado por pessoas humildes do bairro e, principalmente, pelos pais dos alunos, os quais permaneceram no local até o fim.
A festa foi acompanhada pelas tradicionais guloseimas típicas da temporada, tais como vatapá, tacacá, manioba, mingau de milho, entre outros. Já no tocante a bebidas alcoólicas, houve uma proibição, dada a crença de que o bairro é tido como de risco. Aliás, esse papo de risco já está me enchendo o saco mesmo, pois não é de hoje que ouço isso. Há um tempo atrás reivindiquei o intervalo para um repouso tanto do professor quanto a um tempo de folga mental e relaxamento com brincadeiras por parte das crianas. A resposta foi a mesma: o bairro é violento e de risco. Ao tentar criar o atual grupo de dança Explosão do Alcides, a resposta foi de que era um problema num bairro de risco. Que risco?
Alcides Mirim
Além dos grupos convidados, a escola apresentou seus próprios talentos, como a Quadrilha Mirim do Alcides e a Explosão do Amor do Alcides, este na faixa etária entre 10 e 15 anos, todos oriundos do turno da tarde. Foi uma reivindicação feita diretamente a minha pessoa em 2010 pelos próprios alunos, que se consideravam fora dos eventos. De início foi difícil convencer a direção da escola sobre a necessidade de se implantar um grupo de danças. Houve até a sugestão por parte da coordenação de se criar um projeto para que pudesse ser aceito. As coisas sempre foram difíceis em administrações passadas, pois, segundo me confidenciou um professor mais antigo, quando a idéia partia dos professores e não da direção, era refutada, como foi o caso das duas primeiras arquibancadas, que hoje servem para acomodar os visitantes.
Qudrilha Explosão do Amor do Alcides
Toda a alegria foi comandada pelo DJ Losa e Ronaldo de Deus, locutor e professor da unidade escolar Alcides, com a cobertura da TV local SBT-Portel.
É mesmo de risco o bairro que mais cresce na cidade de Portel?
Estive na escola Lourdes Brasil e constatei que havia bebidas tradicionais nesse tipo de festividade, tal como o famoso quentão, assim como muita cerveja em latinha. Segundo colaboradores do blog Educadores de Portel, a escola Abel Nunes de Figueiredo também ofertou bebidas a classe alta da sociedade portelense que lotou as dependências da quadra esportiva. Mas, afinal das contas, quem foi mesmo o especialista que afirmou que a Cidade Nova é uma zona de risco? Ao percorrermos a rua 2 de Fevereiro, nos horários de pico, como entre as 11 horas e meio dia e entre as 18 e 20 horas, a percepção é nítida de que o povo está mesmo morando na Cidade Nova. Tudo que é novo pode passar por certas discriminaões, mas não deveria, principalmente aos olhos das pessoas cultas dessa cidade que precisam olhar melhor seus vizinhos, pois o centro vai ser mesmo o bairro da Cidade Nova.


sábado, 11 de junho de 2011

COMO VENCER UM EXÉRCITO


Um cara me disse certa vez que sentir e pensar não produz efeitos no mundo real, exceto fazer acontecer, isso sim causa mudanças. Credo, e pensar que eu passei a vida sentindo e pensando. Aí esse bicho me deu uma idéia. Fiz estragos, gente.
Só pra se ter uma idéia, no dia em que eu estava conversando confortavelmente com o prefeito de Portel, o poderoso Pedro Barbosa (dizem que poderoso mesmo é o irmão, Jorge), e, logicamente, para aqueles que suspiram em indagações sobre o motivo de eu estar ao lado de alguém assim, digo que era pura confiança. Creio que a mesma confiança que milhares de portelenses depositaram nesse sujeito quando o elegeram ao cargo de prefeito de uma cidade com pouco mais de cinqüenta mil habitantes. Confiávamos nele porque os administradores de Portel estavam fazendo o dinheiro sumir. Confiei até a data em que ele ligou para a SEMED pedindo solução para um problema e, ao mesmo tempo, assinou um documento que me prejudicou.
Naquele instante, uma eleição para a nova diretoria do sindicato rural de Portel. Nesse ínterim, um indivíduo ligado ao governo (um secretariozinho de merda) ligou para o prefeito relatando como a situação estava. Naquele momento o que interessava aos dois era saber a respeito da chapa. O que eu não sabia era que se processava uma trama para desbancar a ambientalista Vanica, que, coincidentemente, é minha sogra. Pedro disse ao seu interlocutor que não havia uma chapa única, dizendo também que eu estava ali a confirmar a situação. Nesse momento, minha esposa, que é justamente a filha da sindicalista Vanica, me ligou para dizer que a sede do sindicato tinha sido invadida pelos políticos e que Jorge Barbosa tinha mandado toda a sua tropa, aquela que atua nas frentes de campanha e boca de urna. Informou que o vereador Preto da Marina também estava lá. Disse que era pra ela se acalmar, que eu daria uma solução. O que eu não disse foi que, na verdade, não tinha nada planejado. Mas o Rei do Improviso nunca teme o futuro. E lá fui eu. Despedi-me do Pedro, na maior inocência a respeito de uma trama armada contra a Vanica e sua turma. Porém, antes que eu saísse da casa do Pedro pela última vez na vida, ele me falou que sua vontade era que todos permanecessem juntos, numa diretoria onde cada um ficasse arranjado sob uma diretoria e não se promovesse a divisão. Temia, segundo ele mesmo, que uma cara como o Zé Diniz assumisse o governo e não desse espaço aos organismos não-governamentais.
Quando eu cheguei à sede do sindicato rural, optei entrar pela porta dos fundos e vi caixas térmicas (isopor) com a inscrição CIKEL na tampa, num óbvio apoio ao candidato à reeleição TEOFRO LACERDA. No auditório, como parte da tropa, uma conhecida traficante de drogas fazia campanha para Teofro, no estilo boca de urna, característico do período eleitoral do município. No meio da multidão encontrei minha esposa que logo me informou sobre o furto de uma agenda. Um cara, morador da vila Campinas, rio Acutipereira, me falou que viu UM vereador passar com uma agenda vermelha. Outro morador do rio Anapú, o qual estava próximo da gente, me contou que viu o vereador O VEREADOR a folhear uma agenda vermelha atrás do depósito da fabriqueta de bloquetes. Aí surgiu um relampejo. Aquele que todo gênio (parece que eu me acho) sente ao aparecer uma grande idéia.
Como a informação que tínhamos apontava para o depósito, resolvemos fazer campana em frente do mesmo. Há uma casa construída em alvenaria, creio que pertence a uma senhora chamada Jaurimar, e lá permanecemos até que aparecesse alguém para resgatar a tal agenda. Em seguida, vimos o próprio prefeito se aproximar dos veículos estacionados ali, provavelmente permaneciam ali para reparos, pois grande parte dos caras ali de serviço eram mecânicos. Pedro estava trajando bermudas, chinelo e uma camisa pólo. Com sua aproximação pelo centro da rua da vivência, fez com que os caras dali fossem em sua direção. E, nesse momento, um assessor de Jorge Barbosa, chegou de moto. Saiu dali da casa do Eguimar, onde o Jorge Barbosa implantou um quartel general para comandar a eleição do Teofro Lacerda. No quartel provisório estavam o Barão, o Naldir e mais uma dezena de outros asseclas (puxa-sacos, popularmente falando). O governo tinha muito interesse em promover a reeleição de Teofro, sobretudo porque este estava envolvido no projeto da Ilha Grande do Pacajaí (clique aqui).
A idéia foi basicamente simples. Não abordaríamos o ASSESSOR, apenas ficaríamos olhando o destino que ele daria àquela agenda. Vimos o livro sob a sua camisa. Estava claro o que se processava naquele momento. Nós o vimos seguir para a residência do Jorge Barbosa. Conclusão: vamos espalhar a notícia. Estressadinho como o ASSESSOR é, bastava divulgarmos que alguns dos asseclas levaria a notícia. Deu certo. O VEREADOR agrediu Miguel Calixto, uma das testemunhas. No tumulto, minha mulher tentou fotografar a agressão, e foi impedida violentamente pelo ASSESSOR, que bateu em seu braço. Pedi que minha mulher continuasse a falar. Aí o cara partiu em sua direção, exigindo que ela mostrasse provas. Entrei em cena e disse que eu também vi. E este perdeu o controle emocional. Tentou me agredir. Dezenas de eleitores viram a cena. Criou-se um cenário de antipatia ao grupo que apoiava Teofro. Era revolta pura. Naquele momento acreditei que nós tínhamos virado o jogo. Gracionice seria a presidente. Um governo inteiro, um aparato municipal, derrotado. E a arma foi parecida com a dos gregos e o Cavalo de Tróia: simples e funcional. Foi assim que Gracionice chegou ao cargo de presidente do Sindicato Rural de Portel.
Tentativa de arrombamento do sindicato
Durante a madrugada que antecedeu a eleição da nova diretoria do sindicato rural, houve uma tentativa de arrombamento da porta lateral da entidade. Mas a Vanica decidiu dormir no STTR naquela noite porque, segundo ela, conhece os adversários,  e dessa forma frustrou os planos dos arrombadores.
De acordo com os diretores da atual administração sindical, os invasores pretendiam tomar posse das fichas sindicais para quitar débitos e dar legalidade aos eleitores inadimplentes junto á instituição, uma vez que só podem votar aqueles associados quites com suas obrigações sindicais.
O caso da agenda
De acordo com a Gracionice, o governo municipal estava em busca de provas de laços empregatícios entre ela e a prefeitura e tais evidências, caso se concretizassem, poderiam ser usadas para obstruir a chapa eletiva. O leitor pode achar estranho que um governo não tenha controle sobre suas responsabilidades, mas é o que ocorre nos governos de conchavos, pois muitos acordos são feitos e, nesse caso, a SEGAF – Secretaria municipal de gestão e administração financeira – pertence ao PT. Esta fez parte do acordo político de adesão do PT local ao PMDB de Pedro Barbosa. Gracionice negou ter cargo comissionado ou assessoria especial nesse governo.
Apoiada e pressionada pelas testemunhas, Gracionice se dirigiu a delegacia para registrar queixa sobre o furto da agenda vermelha, mas não havia ninguém para receber a denúncia.
Em tempo: Gracionice fez registrou um B.O na unidade policial de Portel. Veja cópia do documento.

Um congresso e um exercício de expressão verbal: saúde em risco em Portel



Fui convidado a representar o sindicato dos trabalhadores em educação – SINTEPP – na 14º conferencia nacional de saúde etapa municipal e, quero agradecer ao Paulo Junho, que propôs a idéia de um professor que não faz parte da diretoria  estar representando o sindicato mais forte da cidade de Portel. Claro que, ao chegar ao Auditório Manarijó, me dirigi a mesa de recepção e cadastramento e fui informado de que não havia regimento do congresso impresso por falta de recurso. Claro que vi cheques sendo assinados pela secretária de saúde durante o expediente, inclusive levados pelas mãos do Aleluia. Recursos há, portanto. Seria de suma importância um regimento de condução de um congresso com uma elaboração impecável para não comprometer os debates em termo de aproveitamento de tempo, geralmente escasso.
Uma reunião de caráter decisivo como a que se refere à saúde requeria não só o aparato governamental, pois a presença de autoridades como a secretária de saúde e o vice-prefeito municipal é um determinante imprescindível numa sociedade que convive com o fantasma da perseguição política. Digo isso amparado nos mesmos pressupostos que geraram minha opinião sobre a ausência da secretária de educação de Portel, prefeito e vice-prefeito e o ausente presidente da câmara em discussões públicas sobre assuntos correlatos no congresso da educação, opinião essa de que se o chefe está presente há uma indicação de que é pra todos estarem participando da reunião. Evidentemente que as caras dos contratados foi de total abstenção no evento da educação. Essa é uma norma dos tempos ditatoriais, que, por alguma razão lógica, persiste até os nossos dias.
Durante aos debates, a experiente Antônia Trindade Valente levantou uma questão que merece algumas considerações. Reconheço que o salário dos profissionais da saúde é um dos melhores do estado, pois sou um concurseiro de carteirinha e posso provar que, através dos muitos editais que leio, vem em destaque o publicado nos editais de concurso para a prefeitura municipal de Portel. No entanto, a falta de debates no setor da saúde está deixando um grande aleijão quanto ao aspecto da participação em eventos de discussão sobre as problemáticas da saúde. Vi que apenas os professores é que participaram da discussão, ora levantando questão, ora propondo, ora criticando. Tudo é uma questão de exercício. Se ninguém abre espaço no setor para amplos debates não haverá pessoas preparadas para discussões de percepção de problemas e suas soluções.
Sinto-me na obrigação de dizer que fui achincalhado pela própria diretora do hospital, que cobrou a chegada tardia ao evento dos professores. Não fosse por eles (ou nós), creio que o debate estaria minguado. E nesse quesito gostaria de falar, no sentido de ilustrar meu ponto de vista sobre a participação das pessoas do setor da saúde, ao fato do último congresso ter exercitado os profissionais da educação para participação no congresso regional que aconteceu em São Sebastião. Os professores portelenses foram destaques em todos os setores, tanto nas mesas de debates quanto nos grupos de trabalho e participação em relação a questionamentos.
No momento de minha fala falei sobre a questão da degladiação inútil entre portelenses, onde, entre mortos e feridos, sai perdendo mesmo é a sociedade, pois, vejo, sobremaneira, que, com licença da palavra, o buraco é mais embaixo. Quando me refiro a degladiação é quanto as discussões estéreis, onde todos se machucam e não traz nenhuma solução para os problemas. É certo que o setor da saúde não está devidamente regulamentado como o setor da educação, onde há previsões de arrecadação de impostos que garantem os custos. Aí a cobrança seria destinada á bancada de deputados, os quais nem sequer se dão ao luxo de mandar um representante para organizar melhor a luta pelos direitos de uma saúde capenga como a do estado do Pará.


Um congresso e um exercício de expressão verbal: saúde em risco em Portel



Fui convidado a representar o sindicato dos trabalhadores em educação – SINTEPP – na 14º conferencia nacional de saúde etapa municipal e, quero agradecer ao Paulo Junho, que propôs a idéia de um professor que não faz parte da diretoria  estar representando o sindicato mais forte da cidade de Portel. Claro que, ao chegar ao Auditório Manarijó, me dirigi a mesa de recepção e cadastramento e fui informado de que não havia regimento do congresso impresso por falta de recurso. Claro que vi cheques sendo assinados pela secretária de saúde durante o expediente, inclusive levados pelas mãos do Aleluia. Recursos há, portanto. Seria de suma importância um regimento de condução de um congresso com uma elaboração impecável para não comprometer os debates em termo de aproveitamento de tempo, geralmente escasso.
Uma reunião de caráter decisivo como a que se refere à saúde requeria não só o aparato governamental, pois a presença de autoridades como a secretária de saúde e o vice-prefeito municipal é um determinante imprescindível numa sociedade que convive com o fantasma da perseguição política. Digo isso amparado nos mesmos pressupostos que geraram minha opinião sobre a ausência da secretária de educação de Portel, prefeito e vice-prefeito e o ausente presidente da câmara em discussões públicas sobre assuntos correlatos no congresso da educação, opinião essa de que se o chefe está presente há uma indicação de que é pra todos estarem participando da reunião. Evidentemente que as caras dos contratados foi de total abstenção no evento da educação. Essa é uma norma dos tempos ditatoriais, que, por alguma razão lógica, persiste até os nossos dias.
Durante aos debates, a experiente Antônia Trindade Valente levantou uma questão que merece algumas considerações. Reconheço que o salário dos profissionais da saúde é um dos melhores do estado, pois sou um concurseiro de carteirinha e posso provar que, através dos muitos editais que leio, vem em destaque o publicado nos editais de concurso para a prefeitura municipal de Portel. No entanto, a falta de debates no setor da saúde está deixando um grande aleijão quanto ao aspecto da participação em eventos de discussão sobre as problemáticas da saúde. Vi que apenas os professores é que participaram da discussão, ora levantando questão, ora propondo, ora criticando. Tudo é uma questão de exercício. Se ninguém abre espaço no setor para amplos debates não haverá pessoas preparadas para discussões de percepção de problemas e suas soluções.
Sinto-me na obrigação de dizer que fui achincalhado pela própria diretora do hospital, que cobrou a chegada tardia ao evento dos professores. Não fosse por eles (ou nós), creio que o debate estaria minguado. E nesse quesito gostaria de falar, no sentido de ilustrar meu ponto de vista sobre a participação das pessoas do setor da saúde, ao fato do último congresso ter exercitado os profissionais da saúde para participação no congresso regional que aconteceu em São Sebastião. Os professores portelenses foram destaques em todos os setores, tanto nas mesas de debates quanto nos grupos de trabalho e participação em relação a questionamentos.
No momento de minha fala falei sobre a questão da degladiação inútil entre portelenses, onde, entre mortos e feridos, sai perdendo mesmo é a sociedade, pois, vejo, sobremaneira, que, com licença da palavra, o buraco é mais embaixo. Quando me refiro a degladiação é quanto as discussões estéreis, onde todos se machucam e não traz nenhuma solução para os problemas. É certo que o setor da saúde não está devidamente regulamentado como o setor da educação, onde há previsões de arrecadação de impostos que garantem os custos. Aí a cobrança seria destinada á bancada de deputados, os quais nem sequer se dão ao luxo de mandar um representante para organizar melhor a luta pelos direitos de uma saúde capenga como a do estado do Pará.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

A luta continua

Esse papo de viajar em cima de uma moto é coisa que fascina qualquer pessoa que já vivenciou uma experiencia em cima de duas rodas.
Fui ao interior de ortel e passei por sérias dificuldades, principalmente no que toca a problemas mecânicos relacionados a moto. Além dos problemas mecânicos, tive problemas elétricos.

domingo, 5 de junho de 2011

PORTEL:MAIS UMA ESCOLA AMEAÇA CAIR

Os sinais eram evidentes
A escola Ezídio, a mais estruturada do polo Acutipereira, está

interditada.

Tudo que o povo da região precisava era de uma melhoria.

Infelizmente não houve a atenção necessária.

Ela foi produto da política apressada em produzir votos.

Uma escola construída em cima de areia (onde já se viu??!)

O teto está cedendo, caindo mesmo
Mas ainda que os governantes passados tenham errado, quem comete

o mesmo erro é burro (certo?)

No entanto, parece que os erros deverão ser cometidos de novo.

Entre as cinco escolas para serem construídas antes da eleição, Ezidio

não está incluída. Todas contemplarão o rio Anapú.

Vamos nos unir, gente
Lógico, a gente escreve isso no intuito de

provocar decisões sensatas. Hoje em dia só falar já causa

problemas na sensibilidade das pessoas, estão tão sensíveis (coisas de gente que

assume cargo, cheia de

não-me-toque, chiliquenta). Já vi muitos desse tipo aqui em Portel. E vocês, não

viram isso também em seus países?

Mas essa não é a única história de escolas caindo em pedaços. Notícias vêm aos montes de diversas partes

Escola vai cair e tem ponte deteriorada
do município. O caso já foi levado a tribuna da Câmara Municipal.

Depois do apelo, prefeito e secretária de educação vão ao local, no

Flexal, para ver de perto a situação. Trata-se da escola Antônio

Quaresma, a qual possui 26 anos, e data do primeiro mandato de

Elquias MONTEIRO, tendo sido construída sob as ordens do então

vice-prefeito Pedro Barbosa. Além da escola estar em situação crítica, a ponte que dá acesso ao prédio

carcomido oferece sérios perigos à saúde das crianças, que atravessam sobre tábuas justapostas em cima de

estrutura que sustentava a antiga ponte, já caída.

Além desta, moradores da localidade Ajará, no rio Anapu, também esquecidos pela secretaria de educação

de Portel. "A secretária de Educação Rosângela Fialho ainda quer ser prefeita de Portel assim"?, indagou um

morador. Alguns técnicos da SEMED também querem ser vereadores, porém esquecem daquilo que é

primordial na vida parlamentar: um bom trabalho e reconhecimento popular.
Vista interna do prédio caindo em pedaços

sábado, 4 de junho de 2011

PROFESSORES LEVAM ALUNOS PARA ENSAIO JUNINO EM LUGARES SUSPEITOSs


Morador do rio Anapu procurou este blog para denunciar as atitudes de professores  conduzindo ensaios juninos de crianças e adolescentes em lugares suspeitos.
De acordo com o morador da Santa Luzia, rio Anapu, os professores inventaram ensaios de quadrilhas para serem realizados em outro lugar diferente da área da escola, e acabam pernoitando longe de suas famílas, sem permissão por escrito dos pais.
O denunciante diz que está havendo deslocamento para vilas como Menino Deus, bem acima do local da escola onde atuam esses professores. Os pais, a exemplo do próprio denunciante, está preocupado, sobretudo porque há, entre esses professores, pessoas que têm passagem pelo conselho tutelar por suspeita de abuso sexual contra menor.
No entendimento dos próprios comunitários, os ensaios deveriam acontecer na área da escola, sob a vigilância da direção escolar, assim como dos próprios pais ou responsáveis, portanto, é procedente a denúncia, e cabe aqui recomendar que seja feita uma averiguação por parte da secretaria de educação. Essa recomendação também já foi feita pela promotoria pública de Portel:
Quando a Promotora de Justiça Samile Simões Alcolumbre ainda atuava como representante do Ministério Público em Portel, promoveu uma reunião com coordenadores de grupos de dança infanto-juvenis existentes no município. A Promotora fez várias recomendações para melhorar o trabalho desenvolvido pelos grupos de dança. Durante o encontro, os coordenadores relataram a situação real das entidades, tais como idade dos integrantes, local e horário de ensaios, realização ou não de passeios, e etc.

Além da Promotora e dos quinze coordenadores responsáveis pelos grupos de dança, também estavam presentes o Juiz de Direito Titular da Comarca, Weber Lacerda Gonçalves, os membros do Conselho Tutelar, Raquel Vaz de Melo, José Câmara Soares Filho e Catherine do S. Souza Rocha, bem como o Representante do Secretário Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, João Carlos Costa.

As recomendações da Promotora de Justiça foram no sentido de que os grupos sejam organizados a partir de estatuto social e cadastrados nos órgãos públicos competentes; que os ensaios e apresentações sejam realizados em horário e local adequado; que a realização de passeios e apresentação fora da sede do município deva ser previamente informada e agendada com o Conselho Tutelar, que designará um conselheiro para acompanhar as crianças e os adolescentes.

Esta ação visa preservar a integridade psicológica, física e moral das crianças e dos adolescentes de Portel, de modo que a participação no grupo não sirva como instrumento facilitador para a prática de condutas criminosas como: maus-tratos, corrupção de menores e exploração sexual de qualquer forma, dentre outros. (Ascom/MPE-PA)

TESOUREIRO DA CÂMARA DE PORTEL TOMA TODAS E ESPANCA ARTISTA PLÁSTICO


O tesoureiro da Câmara Municipal de Portel tomou todas no dia 27 de maio e usou do poder da maldita para agredir o artista plástico portelense Marquinho (Marcos dos Santos Duarte). O fato ocorreu quando o pintor estava pregando um outdoor do prefeito de Ananindeua Helder Barbalho, a pedido do vereador e presidente da Câmara Jorge Barbosa.
Segundo boletim de ocorrência registrado na unidade policial de Portel sob nº 150/2011.0743, de 28 de maio de 2011, o serviço de fixação do outoor foi encomendado pelo vereador Jorge Washington Rodrigues Barbosa, o qual é irmão do prefeito de Portel. Ainda de acordo com o documento policial, Hassan, o tesoureiro embriagado, chegou ao local onde o artistca estava fazendo seu trabalho e proferiu as seguintes palavras: “Tá escroto esse serviço... não é para pagar esses caras (referindo-se a Marquinho e seu auxiliar Ponão), o serviço não presta... é pra trocar esse nome do outodoor (nome de Helder Barbalho) e colocar o nome do chefe (Jorge Barbosa, coloca o nome do Jorge aí... Pega teu material de pintura, apaga esse nome e coloca o nome do chefe”.
Como Hassan estava acompanhado do próprio presidente da Câmara Jorge Barbosa, o pintor Marquinho disse que não esperava ser agredido e, considerando o fato do tesoureiro estar embriagado, continuou a fazer seu serviço, e a gressão aconteceu. Segundo o B.O, o tesoureiro Hassan disse “tu não vais fazer o que eu to mandando? Toma!”, aplicou-lhe um soco, levando Marquinho a cair para dentro do seu carro.
Depois desse incidente, Marquinho teria procruado a polícia, que não encontrou Hassan. Retornando a afixar outro outdoor nas proximidades da hidroviária, o tesoureiro ébrio voltou de moto e ficou a obsevar Marquinho, de longe. Em seguida, foi embora.
Além dessa atitude de violência contra o artista plástico Marquinho, ainda pesam contra o tesoureiro Hassan outras duas ocorrências policiais, todas relacionadas a lesão corporal.
Repercussão da violência na imagem do legislativo é questionada
O vereador Manoel Maranhense questionou o comportamento do tesoureiro Hassan quanto a questão da moralidade e proteção da imagem do legislativo ao levar cópia do boletim de ocorrência feito na unidade policial de Portel. Tido como um vereador idôneo, Manoel Maranhense se restringiu a colocar a par da situação os nobres colegas, no entanto não obteve apoio principalmente do vereador Jorge Barbosa que disse não entender o que o vereador Manoel Maranhense pretendia ao levar o fato para a tribuna da Câmara. Outro vereador que se manteve do lado do tesoureiro foi Raso, para a surpresa de toda a população portelense, já que a sessão estava sendo transmitida ao vivo pela rádio local, a Arucará.