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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Greve em Portel: prefeito pede reforço policial



A nossa ronda pela cidade constata a adesão da sociedade, a qual vê com desdém a atitude de alguns servidores engajados na defesa do poder público.

A situação tá melindrando os servidores que, forçados pelos diretores, tentaram levar os seguranças ao confronto com os educadores. Alguns, não tendo outra alternativa, arrancaram faixas que os grevistas, através do sindicato, afixaram no muro da escola. O caso foi registrado na delegacia de polícia.

E, por falar em polícia, o governo de Portel solicitou reforço policial vindo de Breves, num total de 16 homens. É bom esclarecer que não somos terroristas, apenas estamos fazendo uso do último recurso após várias tentativas de negociação e apelos ao governo, à Câmara Municipal, ao Poder Judiciário (ausente neste momento), ao Ministério Público (também ausente neste momento) e à defensoria. Enquanto o empenho do prefeito Paulo Ferreira em intimidar o movimento com policiais, percebemos uma nítida capacidade em reunir segurança, no entanto, quando se trata da proteção à comunidade contra os bandidos de verdade não temos nenhuma ação concreta, com a exceção de ficar culpando o governo do estado.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Manifesto de professores resulta em ameaça psicológica


Hoje participei de mais um evento do SINTEPP, do qual eu jamais poderia me furtar, pois sou professor e tenho minha situação prejudicada após anos de intensas lutas em prol de minha categoria de professor que jamais vou abandonar. E mais: como professor que sou, não sou conivente com os desagrados humilhantes que eu e meus colegas vê sofrendo ao longo desse anos, nos quais tivemos consideráveis perdas. Perdas essas que afligem diretamente nossas famílias.

Participei arduamente sob o sol de uma manifestação pública que só a mim e a meus colegas e familiares dizem respeito. Somos uma família grande a preservar um direito de professor, cuja posição social vem decaindo ao longo dos anos.

Lamentavelmente sofri ameaças psicológicas por parte de pessoas do governo municipal. É com profundo pesar que anunciou tal atitude, pois jamais fiz, assim como meus colegas, qualquer manifestação em prol do meu ego ou outra satisfação pessoal que caiba dentro do meu umbigo. Portanto, considerem a situação em que estamos vivendo para depois fazer seus julgamentos, se é que isso é possível dentro da sociedade de valores em que vivemos.

Prefeitura de Portel retarda termo de posse dos concursados



Se os professores concursados vivem momentos angustiantes causados pela ganância dos vereadores em nomear amigos para ocupar as cargas horárias dos efetivos, os novos concursados estão pior ainda.

De acordo com candidatos aprovados, o governo municipal retarda a chamada, após ter feito todo o procedimento inicial até o exame médico, assim como o fornecimento de todos os documentos exigidos. Os motivos não são esclarecidos. Inclusive houve casos de profissionais que solicitaram exoneração de outro emprego para assumir, de acordo com as regras do edital, mas continuam empregadas pessoas via contrato.

Para esses novos concursados resta apenas a concretização do termo de posse


segunda-feira, 1 de abril de 2013

E o pagamento dos professores do mês de março?


Ainda não se sabe ao certo quais os motivos de tamanho atraso no pagamento dos servidores da educação. Soube hoje que o pagamento deverá estar na conta dos professores só na próxima quinta-feira, 4. O certo mesmo é que a prefeitura já tem em conta mais de 3 mil reais. Veja abaixo:
05/03/13 - R$ 1.612.656,03
08/03/13 - R$ 474.303,00
11/03/13 - R$ 84.587,45
19/03/13 - R$ 134.734,58
20/03/13 - R$ 75.527,22
21/03/13 - R$ 9.102,20
25/03/13 - R$ 198.151,04
26/03/13 - R$ 250.120,42
28/03/13 - R$ 320.957,13
Total:          R$ 3.477.485,19

quarta-feira, 27 de março de 2013

Comunidade mais organizada de Portel refuta aula aos sábados e feriados

Texto editado no sábado, 23

Estive na Vila Boa Vista neste fim de semana, sábado, pra ser mais preciso. Fui com o único fim de buscar minha esposa que trabalha naquela comunidade, a mais antiga professora da região do Acutipereira. Fiquei surpreso com a atitude da comunidade.

O sábado é usado para venda de produtos na cidade. Alunos se dedicam a roças. Nos feriados, especialmente religiosos, ainda são muitos que se dedicam a religiosidade. Até quando morre um parente, eles ficam de "regime", ou seja, não vão a roça nem à caça. Romper com essas tradições seria a mais bruta das ofensas à cultura das populações tradicionais.
Pais, alunos e professores se reuniam para debater a questão das aulas aos sábados e feriados. Pelo que entendi, as pessoas dali não querem que seus filhos estudem nos sábados. E que também os feriados religiosos sejam respeitados. Tratavam, nesse ponto, sobre a quinta-feira e o feriado da Sexta Feira Santa. Estranhamente a SEMED impôs ao diretor da escola que haja aula na quinta-feira Santa por causa do ano letivo ter iniciado tardiamente. A decisão, vinda da coordenadora das escolas da zona rural, Janice Moura, contraria o posicionamento do prefeito Paulo Ferreira, que editou o decreto nº 169, enviado às escolas da sede do município. Será que essa mulher não aprende mesmo a respeitar o povo do interior?

Joga na água

Uma diretora do polo que se meteu a besta foi logo advertida a não mexer demais com os professores mais queridos da região. Avisada de que seria atirada na água, a diretora ousou desembarcar no trapiche da escola e um dos moradores pôs o pé direito no casco da lancha e avisou: "Se descer, te jogo na água". O motorista da lancha recuou imediatamente e voltou para a sede do município.

Comunidade organizada

Tida como uma comunidade que está na região rural mais politizada de Portel, os ribeirinhos foram capazes de lutar bravamente pela manutenção do emprego das serventes da comunidade. Por imposição da SEMED, algumas agricultoras quase perdem o emprego para dar lugar a uma pessoa da cidade. Não aconteceu porque todo o rio se reuniu. Impressionante como todas as comunidades do rio se reuniram para impedir tanto a exoneração de uma servidora e moradora da vila como também impediram a volta de um professor que não deu muito certo por lá.

Ainda assim, ao conversar com um dos comunitários, vê-se em suas palavras que muito precisa melhorar. Ele disse: "Mexeram com as serventes e o rio inteiro se manifestou. Quanto a professor, eles podem fazer o que quiserem". Nessa conversa, tentei dissuadi-lo da ideia, posto que a colocação de professores desqualificados pode gerar sérios danos, tais como a lacuna na alfabetização que apresenta números nada satisfatórios, com alunos do 4º ano sem saber ler.

Controle da merenda escolar

Se no início da implementação do antigo FUNDEF (hoje FUNDEB) as diretorias de escolas distribuiam a sobra da merenda mensal às famílias, atualmente é o inverso. Diretores são orientados pela SEMED a devolver o resto com um relatório. Não se sabe se essa orientação vai servir de alguma coisa, já que a merenda escolar não dá nem pra 15 dias. Como sobraria alguma coisa assim?

quarta-feira, 13 de março de 2013

Cresce o número de denúncias por perda de carga horária em Portel

Professor concursado vale menos nesses tempos?
Depois de anunciada a lotação, a chiadeira foi grande por parte dos servidores concursados. O número de professores com reclamações no SINTEPP só faz crescer.

J.S.S. afirmou que, após a redução de 100 horas, a sua vida deverá ser um verdadeiro inferno. Com família para sustentar e, para sair do aluguel, fez empréstimo na CEF, na modalidade consignado. "Não sei o que fazer com apenas 100 horas", lamentou o professor. Este profissional exerce o cargo há 13 anos.

O caso não é de apenas um ou dois. Há professores com tempo de serviço elevado que estão com perda de carga horária, como O. F.C., que atua há pelo menos 15 anos, sendo a mais antiga entre os novatos, a maioria contratados. "Eu não entendo qual o critério estabelecido, pois não tenho falta e possuo aprovação da comunidade, pais e alunos, com projetos desenvolvidos dentro e fora da escola, creio que só pode ser perseguição política", relata a professora.

O SINTEPP está a receber requerimentos de professores concursados esta semana, com a finalidade de promover uma ação coletiva. Os interessados devem procurar a sede do sindicato, na 2 de Fevereiro. Os documentos necessários são o decreto, RG e CPF.

domingo, 10 de março de 2013

Professores de Portel e a oposição aos ditames do governo


Ontem eu me senti pra baixo depois de uma enxurrada de denúncias por ocasião da reunião do SINTEPP no Salão Paroquial. Fiquei tão abatido de ver que as nossas ações no passado recente da administração de Pedro Barbosa e Rosângela Fialho não acionaram a consciência dos novos administradores.

Entendo que o início da administração de Paulo Ferreira e Valéria – falo sempre assim porque o nosso foco principal aqui é a educação – deva ser tolerada por se tratar de um recomeço com muita dificuldades até porque há uma herança maldita de cerca de 30 milhões de reais deixada pela dupla canelada. Porém, cabe ressaltar que há fatos com os quais nossa opinião se choca frontalmente. Não podemos aceitar o que está sendo feito com os professores e demais profissionais da educação. Vejo, por exemplo, professores cuja retidão nos serviços é louvável, essas pessoas estão perdendo carga horária sem um critério definido. A própria irmã do professor Oclécio – sindicalista de carteirinha – disse ontem na reunião que a SEMED a informou que a perda de carga horária se dá “porque é irmã do Oclécio”. Isso demonstra uma perseguição política.

No momento, temos Miro Pereira como único opositor ao governo atual. Mesmo com as críticas feitas por pessoas desconhecidas na Internet, vejo que o ex-candidato do PMDB Amiraldo Pereira Barbosa – o Miro – deu uma trégua de 100 dias para que o prefeito Paulo pudesse desempenhar suas atividades de início de governo. No entanto, pelo que tenho acompanhado, Miro Pereira se manifestou em algumas circunstâncias ainda dentro do prazo da trégua. Gente sensível ao próximo se solidariza e esse é o papel do verdadeiro político, especialmente quando se trata de uma classe tão nobre como a dos professores. Ao falar disso, recordo que os meus colegas do SINTEPP frisaram o abandono da categoria pelos vereadores, ou seja, não temos ninguém a nos amparar num mar de prepotência e arrogância a humilhar a categoria tão mencionada durante as campanhas políticas no chavão: “saúde, educação e agricultura”. No meu entender, são apenas palavras cujo propósito é ludibriar a grande massa popular em detrimento de votos e apego ao poder.

Neste momento de agonia vivenciado pelos professores, temos que esquecer as siglas partidárias, o orgulho, a vaidade e até a soberba para encampar uma luta de união para que possamos ser vitoriosos nas conquistas. Digo isso porque é impossível um professor trabalhar sem incentivo. Já pensou no professor que tem empréstimo consignado, despesas do lar e ainda conter despesas com o custo da vida na zona rural, longe da família? Já pensaram nisso, seus assassinos de cultura? E ainda por cima são professores... se fossem aqueles governantes sem instrução que dominaram o cenário da política do passado até que eu poderia relevar. Desculpem, vocês, pobres coitados que estão amparados pelo poder e nos pisam, mas um dia vocês estarão do nosso lado, como fizeram aqueles que reinaram na SEMED e a casa caiu e já nos buscam no nosso sindicato dos profissionais em educação.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Carga horária: um problema insolvível



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Carga horária volta à cena em Portel

Por Emanoel Bitencourt (adaptações de Ronaldo de Deus)

No atual governo municipal de Portel, o prefeito, a secretária de educação e quatro vereadores são professores, sendo três da situação. Todos, se não tem, mas deveriam ter uma visão bem apurada dos mecanismos que impulsionam o desenvolvimento da educação, de cujo processo faz parte a "habilitação e competência" para trabalhar em áreas específicas do ensino. Ora, mas o quadro de professores "construído" pela SEMED e vereadores não considerou tal fator. 

Professores formados em Matemática foram lotados com carga horária de CFB, com tantos professores habilitados na área, professores graduados e graduandos em Educação Física não tiveram prioridade para ministrar a disciplina, estando outros professores sem formação específica em seu lugar. Tudo pelo simples prazer de deixar de fora professores que foram oposição na campanha eleitoral. Nada contra os professores de matemática. Se fosse o inverso, eu teria a mesma opinião. Sem falar do descaso para com o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, que é um programa de relevância nacional e principalmente de extrema importância para o desenvolvimento do ensino-aprendizagem no 1º ciclo de alfabetização. 

Dica: transformação social não consiste apenas em construção de praças, limpeza de ruas e tapagens de buracos. É necessário, principalmente, valorizar a educação independentemente de siglas partidárias. Nossas crianças não podem ser vítimas de um sistema que não sabe dissociar os ideais políticos partidários do profissionalismo. Só tenho a lamentar por esta triste realidade. Isto é Brasil, isto é Portel.

Comentário do blog

Após muitos posts sobre o assunto CARGA HORÁRIA e formação específica, essa é uma amarga decepção para o blog Educadores de Portel. Digo isso porque um número de vereadores acostumados com a prática do fisiologismo e acirrado assistencialismo vem achatando a educação no município de Portel, especialmente da zona rural. A praga mantida por vereadores tirados à força do mandato por um povo que ouviu as críticas ferozes quanto a essa atitude criminosa parece que vai continuar nos novos eleitos. 

Tem vereadores que, na linguagem de um amigo, estão como gaviões dentro da SEMED, influenciando negativamente a colocação de professores que não dominam o assunto, nem tampouco tem a formação devida. Que futuro estamos dando aos nossos filhos, senhores vereadores? 

Ao postar o texto do Emanoel Bitencourt, sinto um eco preponderante no meu grito. Oxalá outros professores também bradem conosco, pois muito me entristece uma cambada de apanhiguados falando mal da gente indevidamente. É indevido sobretudo porque não publicamos fatos frutos da nossa mente, mas são embasados nas ocorrências do nosso combalido setor da educação, que defenderemos até as últimas consequências, até porque esses caras nem sequer se deram ao luxo de estudar para verear. Embora tenhamos salientado o fator analfabético (para parodiar o meu antagônico amigo Ernanes Pinheiro), é perceptível o fator do analfabetismo político mesmo entre os professores atualmente no poder, que não movem uma palha para que cessem essa onda criminosa que assola a educação do município.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Professor Ângelo dirigirá Câmara Municipal em Portel

Câmara de Vereadores de Portel definiu a mesa diretora para o próximo biênio 2013-2014. Após muito puxa-encolhe e acusações de venda de sigla partidária, a Câmara tem, definitivamente, a seguinte composição:
Angelo Jr, Francisco de Oliveira Junior, presidente da câmara municipal de Portel, irmão do prefeito de Portel
Francisco Ângelo: presidente da Câmara

  1. Presidente – Francisco Ângelo de Oliveira Jr;
  2. Primeiro Secretário – Tururi
  3. Segundo secretário – Pedro Leite


Quais seriam os compromissos dessa nova diretoria?

“Com mais uma defasagem para os servidores públicos de Portel, os que ganham a cima do mínimo, com exceção dos professores, agora são sete anos sem reajustar os salários, os senhores novos vereadores da Câmara Municipal foi renovada justamente por causa disso. 90% dos vereadores não foram reeleitos justamente por não fazerem nada pelos servidores. Não fizeram o projeto de lei sobre cargos e salários dos servidores. Pelo contrário, somente os salários do legislativo e executivo é que foram reajustados todos os anos e, se tais novos vereadores não fizerem nada nesse sentido, vai ser só esse mandato mesmo e o povo vai colocar outros em lugar de todos, sem exceção.”

As afirmações acima, de um usuário do Facebook, são palavras que expressam muito bem a luta travada por este blog no decorrer dos últimos anos. Uma defesa incansável em prol da categoria dos professores e equipes de apoio do setor educacional. Não fomos ouvidos, apesar das críticas feitas de forma construtiva. Mas, como dizia minha avó, o ignorante fica até com raiva da gente por tentarmos abri-lhes os olhos. Não somos inimigos de nenhum desses cidadãos, agora chamados de representantes do povo, apesar de no meio deles existir partidários da violência, somos a favor de um governo que dê direitos à categoria dos professores, a categoria formadora de opinião. 

Nossos agradecimentos ao vereador Preto da Marina (João Denis) pelas informações quanto à diretoria do Poder Legislativo.