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terça-feira, 17 de abril de 2018

Breves e a retirada de direitos: OCUPAR É PRECISO, MAS DE CORPO, ALMA E CORAÇÃO

A ocupação do prédio da SEMED não foi uma atitude no fulgor da emoção causada pelos ataques diretos do governo Toninho Barbosa, MDB, sobre os direitos da categoria. Tampouco, foi uma decisão motivada por razões originadas por disputas de cunho partidário, eis que o sindicato é uma entidade independente em relação ao estado e aos partidos políticos. A ocupação tem o seu cerne, em primeiro plano, na necessidade de combater e resistir aos ataques e retirada de direitos por parte do governo municipal e, em segundo plano, pela necessário de sensibilizar o governo ao diálogo institucional, travado pela falta de maturidade política dos gestores. Ocorre que, uma vez decidida e executada no plano prático, a ocupação precisa ser vivida por todos. Experimentada por todos os aspectos: negativos e positivos. Negativos, do ponto de vista das condições mínimas de conforto. Esse é o momento em que todos devem abdicar do conforto de seus lares e do convívio familiar para enfrentar todas as adversidade impostas por um prédio sem estrutura, com banheiros precários e com esgoto a céu aberto, o que acarreta grande concentração de insetos e roedores. Esses são fatores negativos que precisam ser irrelevantes sob o prisma da luta e da resistência. Em relação aos aspectos positivos, precisamos enxergar a ocupação como exemplo de unidade da categoria, resistência ao ataque orquestrado pela classe política local e reconhecimento de nossa própria condição de trabalhadores explorados. A ocupação vai nos mostrar o quanto somos escravos do sistema de trabalho que siga nosso conhecimento intelectual e o que nos é devolvido nada mais é que um conjunto de normas que estrangulam nossa vida profissional e nossa expectativa de formação acadêmica. Ocupar é preciso, mas preciso ser uma prática exercida por todos, para, enfim, ser uma conquista de todos e para todos. Ocupar não é se esquivar da responsabilidade de trabalhar, mas de lutar por melhores condições de trabalho. *Ocupar não é tirar férias de tudo, mas entender que a volta ao trabalho precisa ser melhor do que quando decidimos ocupar.* A ocupação não pode ser esporádica, momentânea, como um lapso de presença, mas presença constante e permanente, afinal a luta não é feita por procuração, mas por presença física e entrega total. Companheiros, lutar é preciso, o fardo é pesado e, mais pesado será se somente alguns carregarem o peso que outros se furtam de ajudar a levantar. Ocupar é preciso, mas não apenas como um ato de coragem, mas em defesa da escola pública e de qualidade! Sigamos lutando. Sigamos ocupando!
Fonte: SINTEPP - BREVES

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