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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Portel: Comissão que ajudou famílias vitimadas em incêndio é intimada por delegado

Ainda não se sabe porquê o delegado de polícia de Portel expediu mais de 10 intimações para diversos cidadãos que formam a Comissão Popular Tharle Cordovil.

As intimações foram entregues de forma individualizada a cada membro da Comissão na manhã de ontem. Entre os membros estão comerciantes, professores, vereadores, ou seja, cidadãos de bem que resolveram acompanhar as vítimas e fizeram frear uma onda de explosões que assolava o interior do município de Portel, no Arquipélago do Marajó.

Saiba mais sobre o caso

Membros da Comissão vem sendo ameaçados por redes sociais com termos agressivos, além de telefonemas feitos com número restrito. Os ataques são os mais diversos, tanto que a Comissão comunicou os atentados ao advogado do empresário Diogo. O mesmo disse que os ataques cessariam, mas parece que não há prazo para as pressões cessem.

Além dos membros da Comissão, a família Cordovil vem sofrendo ameaças e retaliações. Voadeiras sobem o rio Pacajá para conduzir pessoas da cidade a ameaçar ribeirinhos. Até uma professora foi exonerada porque ajudou uma vítima a chegar a cidade para tratamento após a explosão, fato noticiado aqui no blog. Um jovem também sofre retaliações fortes, com tentativas de fazer uma jovem mentir que foi abusada sexualmente, porém a moça não cedeu às pressões de falsas acusações. O motivo é que este jovem também ajudou vítimas a chegarem à sede do município para tratamento no hospital Wilson da Motta Silveira. 

Mesmo após chegar à sede do município de Portel, vítimas declaram que tiveram dificuldades de obter registros escritos no hospital e na delegacia. Após várias pressões, foram feitas ocorrências. Uma mulher, que é tia do pequeno Tharle, se estressou após o impedimento de equipes de televisão de filmar as vítimas.

A Comissão, além de orientar as famílias nos momentos difíceis que é da morte de um parente, promoveu ajuda alimentícia, pois passam dificuldades financeiras. Ontem mesmo estive na casa do pai da criança Tharle para levar um frango doado por uma pessoa de bem da cidade, após constatação de que não há ajuda como ventilado em redes sociais.Em vez disso, houve pessoas que visitaram a família para falar mal da Comissão. Parentes resolveram impedir a visita desse tipo que não quer ajudar, mas fazer calar as vítimas.


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