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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Terras para lazer

Ao assistir ao filme O Demolidor (com Sylvester Stallone), eu lembrei que a onda de assaltos em Portel ainda não chegou ao ponto de saquear supermercados ou coisas do gênero, embora tenha chegado ao meu ouvido que um supermercado foi violado pela lateral e bandidos furtaram alimento.

Pelo tamanho dos carros, que custam mais de 100 mil reais, tenho que concordar com um cientista político da PUC, além do dono do grupo Pão de Açúcar, que há no Brasil uma crise política e não econômica. A pujância dos prédios em construção me leva a pensar que, assim como o nascimento de novas lojas de materiais de construção, existe muito dinheiro a circular em Portel. Porém, há de convir que a maior parte desse poderio financeiro está nas mãos de alguns abnegados.

Embora seja verdade que cresce o número de bocas de fumo e até a promoção de boqueiros a financiadores do tráfico, não se pode negar a vaidade demonstrando que ainda persiste a vaidade escancarada nas lojas caras de roupas e produtos de beleza, lojas de perfumes, exceto bibliotecas ou livrarias. 

Um certo dia, só para ilustrar como andas as coisas, uma senhora que estava à frente da secretaria de assistência social resolveu implantar hortas nas escolas e outros órgãos do governo municipal. Ia tudo bem com as hortaliças já chegando na merenda escolar quando um grupo de senhoras que aprendiam as técnicas do cultivo num Cras da Cidade Nova perguntou: "Quanto é que vamos ganhar com isso?". Exigia aquela senhora um salário para aprender a plantar e a empreender. 

Talvez seja por isso que ontem eu não tenha conseguido encontrar pimenta queimosa em nenhum lugar dessa cidade, nem no mercadão nem nas frutarias. Os donos simplesmente me diziam: "Só mais tarde quando o navio chegar (de Belém)". Da mesma forma enfrentou o problema um comerciante que me contou não ter encontrado quiabo. 

Horrendo mesmo é ter de ouvir de alguns que a saída não está na produção de alimentos. E essa corrente de pensamento já havia se manifestado num representante de importante órgão do governo do estado que trata de incentivo à produção de alimentos. Caso essa gente vença a opinião pública, estaremos com certeza na dependência de outros municípios quanto a todo quanto é alimento, pois nos supermercados já encontramos abóboras vindo de fora, pimentinha, couve e até pimenta queimosa. Vença talvez essa crescente onda de comprar terra para fins de lazer e não de produção.
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