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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Piratas de Breves que assaltavam balsas presos

Já estão presos e à disposição da justiça, na Superintendência de Polícia Civil em Breves, na região do Marajó, Leandro Machado, Dinacley Gonçalves e Raimundo Carvalho, conhecido como “Mel”, todos assaltantes de embarcações que atuavam na área do estreito de Breves.

Os chamados “piratas” foram surpreendidos por policiais civis e militares do Grupamento Fluvial (Gflu) da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, na madrugada do dia 22, durante a operação “Estreito”, deflagrada dia 18 pelo Gflu. Os três assaltantes, que integram uma quadrilha, estavam em um trecho do rio Tajapuru, próximo da localidade Boca do Rio Limão, distante aproximadamente duas horas e meia da sede do município de Breves.

Com os bandidos ainda foram apreendidas três espingardas, sendo duas de calibre 12 e uma de calibre 20, além de munições e rádios comunicadores. Os policias deram voz de prisão ao trio por volta de 5h. Duas lanchas do Gflu atuam na operação que percorre, sobretudo, o estreito de Breves, região de confluência dos rios Amazonas e Pará, e por onde trafegam a maioria de balsas e demais embarcações que transportam inúmeros produtos, entre veículos, gêneros alimentícios e produtos de informática. Várias abordagens foram realizadas no último final de semana em furos, estabelecimentos comerciais e embarcações.

De acordo com o delegado Dilermando Dantas, diretor do Gflu, o trabalho da polícia na região é de extrema dificuldade, em grande parte pela extensão dos rios. No momento da prisão, os homens estavam escondidos numa espécie de base improvisada, feita de madeira e coberta com plástico. “Havia mais dois que conseguiram escapar, um deles seria o líder do grupo. Fizemos o cerco e eles se renderam sem reação. Acabaram confessando, com detalhes, os crimes praticados”, disse o delegado. Gás, combustível e bateria de carro seriam os produtos de maior procura dos criminosos.

Nas investigações, a equipe do Gflu conseguiu obter imagens de câmeras de monitoramento, as quais mostravam o modo de agir dos assaltantes. Numa das imagens, a polícia identificou a atuação de Leandro Machado e de outros bandidos no assalto à balsa da empresa Majonav. Grande parte da carga roubada era de bebida alcoólica, avaliada em aproximadamente R$ 150 mil.

Em 2012, o Grupamento Fluvial prendeu uma mulher chamada Benedita, que fazia parte da mesma quadrilha. Na época, ela foi flagrada com aproximadamente oito mil litros de combustível. Ela seria irmã de Tayso, o líder dessa quadrilha de assaltantes de embarcações.
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