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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Portel pagará abono de Ano Novo


Pedro...
É verdade, a prefeitura municipal de Portel, sob a administração do presidente da Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó -  AMAM -, senhor Pedro Rodrigues Barbosa, pagará uma bonificação que se chama abono de Ano Novo.

Piada? Sim, pois o abono natalino não sairá antes do natal, por isso passou-se a chamar abono de ano novo. Durante os últimos meses cogitou-se da possibilidade de atraso ou não pagamento do 13ª salário aos servidores da educação. Já nas últimas semanas correu uma boataria geral de que o abono de natal sairia nesta terça-feira, o que foi desmentido pelo tesoureiro Nelson que, segundo um professor, que o indagou, tal pagamento estaria sem previsão.

Ontem, em conversa com o atual vice-prefeito, Carlos Moura, este afirmou que o tão esperado dinheiro da ceia de natal só estará disponível no dia 27 ou 28 de dezembro. Foi justamente esse tipo de comportamento estranho com o dinheiro do FUNDEB, entre outros, o motivo da Câmara Municipal de Portel afastar o prefeito Pedro Barbosa, mas a justiça determinou que a caixa preta (não transparência) continuasse. Agora ninguém sabe quais as razões da complicada administração atrasar pagamentos, não honrar convênios, deixar de pagar precatórios (que é gravíssimo, por se tratar de descumprimento de ordem judicial), a coisa não anda nada bem no fim do mandato daquele que apelidaram de Velho Guerreiro. Crê-se que os guerreados, neste caso, sejam os profissionais da educação.

Ontem à noite, conversei com uma professora que está à beira da aposentadoria e ela mostrava a preocupação com o caso, questionando o silêncio do SINTEPP, que não se manifesta sobre a situação complicada que vive a administração. No meio da conversa, ela também questionava o posicionamento do setor judiciário que se mantém ausente na maioria dos dias da semana, tanto quanto o ministério público. Hoje estive na sede do SINTEPP (que é nova e já tem um muro sendo construído por dois homens, foi edificado com o repasse sindical de pelo menos 400 sócios) e fui informado pelo Paujo Junho que soube, de forma extra-oficial e verbal, que a verba transferida até o momento pelo Governo Federal está acima de dois milhões, enquanto a folha se completa com 3 milhões de reais.

Outro órgão inoperante, cujas mãos estão atadas às do poder público municipal, é o Conselho do Fudeb, cujas ações são inexistentes e, por isso, nunca são publicadas sequer as reuniões.

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