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sábado, 20 de outubro de 2012

Agricultura em Portel: conselho de fachada


Somos professores e entendemos que a situação econômica dos ribeirinhos produtores rurais não está bem, veicularemos postagens com caráter sugestivo e de denúncias, sobretudo porque o bem estar do aluno incide diretamente no rendimento escolar. Assim, daremos publicidade a acontecimentos que estão encobertos e que estão a causar danos sérios a economia portelense.

Fome: até quando?
Como andam os inúmeros conselhos municipais? Estariam se reunindo? Estariam tratando das questões que foram amplamente debatidas nesta eleição e que revelaram uma fragilidade e facilidade de má aplicação dos recursos públicos?

Esta semana perguntei a um integrante do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável. A pessoa disse: “Só existe no papel”. Olhando os registros, esse organismo integra o conselho consultivo da Floresta do Caxiuanã. Como pode ainda fazer parte, já que não existiu nenhuma escolha dos novos membros? A pergunta é pertinente porque o CDRS é quem impulsiona o Programa  Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e deveria potencializar o acesso dos agricultores familiares a discussões e decisões relativas ao desenvolvimento rural do município. Muitas são as reclamações por parte dos agricultores sobre as dificuldades encontradas no setor e a incrível facilidade de fomentos por parte de pessoas que não são agricultores.

Segundo conversa mantida ontem à noite com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Portel (STTR), Gracionice da Silva, as reuniões iniciaram com força total, mas depois de um certo tempo algumas entidades deixaram de comparecer, sendo que a representação governamental da SEMED foi a que nunca marcou presença. Tal falta de interesse se deve a diversos fatores, mas Gracionice destaca a falta de preparação desse pessoal, especialmente da assessoria técnica, a qual é respaldada em lei.

A constatação de que o conselho foi criado devido aos primeiros recursos do PRONAF Infraestrutura que teria que existir para aprovar o uso dessa verba federal, ou seja, se não criar, mesmo que por imposição, o dinheiro não vem. Por outro lado, essa criação se deu com setores intimamente relacionados ao poder público vigente, existindo inclusive presidente de associação com cargo de assessor especial do prefeito.


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