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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Dificuldade dos ribeirinhos por falta de estrada e ponte


Revolta. Humilhação. Abandono. Prejuízos. Estas são apenas alguns dos sentimentos e perdas que amargam os usuários da ponte e estrada do Muim-Muim. Não é para menos. Alunos se molham, motos são danificadas, pessoas perdem compromissos. Tudo porque ninguém ousou melhorar a estrada que liga Portel a cinco comunidades ribeirinhas. Nem moveram também um prego para consertar a ponte sobre o igarapé, que ameaça ruir.

Acordei cedo, às 5:15, para levar minha esposa até o local de trabalho que fica na última das cinco comunidades que deveriam ser beneficiadas pela estrada Muim-Muim-Acutipereira. Pelo menos deu para passar, sorte que a água estava baixa. No entanto, na volta, não tive melhor sorte. A água tinha subido demais.

No trajeto de ida, encontrei apenas um dois motoqueiros. O primeiro é morador da comunidade Cumaru, conhecido como Tavico. Comprou uma moto porque o custo da viagem de barco é mais elevado. Estava com problemas no cabo de embreagem. O segundo motoqueiro é marido de uma professora que trabalha na comunidade do Ajará, localidade acima da última vila beneficiada pela estrada, Boa Vista. Sua esposa tem que pegar uma embarcação para se deslocar até o seu local de trabalho. Na volta, entretanto, encontrei quase dez motoqueiros a serviço do candidato do PP.
Professor sacrificando moto: autoridades não fazem nada
Ao chegar na ponte reparei que não dava para passar, exceto se a pusesse em perigo de molhar escapamento e filtro de ar, que é um perigo para a máquina. Parei a matutar. Pensei na inércia do governo. Na neutralidade das pessoas afetadas pelo problema. Mas as pessoas são bravas. Um homem tapou a descarga de sua moto e mergulhou-a na água, quase um submarino, de dar pena. Logo após, um homem transportando farinha na garupa da bicicleta.

Ali chegaram oito mulheres a serviço da campanha política de um pastor. Foram bem simpáticas. Pedi um folder. Elas não sabiam o que era um folder. Eu disse: “essa material que vocês têm nas mãos”. Elas disseram: “Ah, ta!”. Eu falei que queria ver se constava do programa do governo do candidato a construção de uma nova ponte e a melhoria da estrada. Infelizmente não estava. Guardei o papel no meu bolso e já anexei à pasta onde arquivo todas as propostas de candidato a prefeito assim como de vereador, para futuras cobranças.

Gostaríamos de atenção as nossas necessidades e o direito de ir e vir é garantia constitucional. Há verbas para esses cuidados com as ruas, estradas... Quem pensará como nós, que queremos estradas para nossa locomoção?
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