Conversa de fim de tarde:
- Sabe que esteve em Portel um
agiota e que levou uma caçamba, uma patrol e um rolo compressor, pra pagar
dívida que o Pedro Barbosa contraiu e que o município pagou?
- Não!
- Pois é, o Pedro, como prefeito
de Portel, tinha uns amigos que eram uma mulher e um homem. A mulher contratava
os rapazinhos pra ficar com ela e, por outro lado, o cara contratava gays e
rapazes novos pra dormir com ele.
- Nossa! Agora eu entendo porque
tinha tanto gay com privilégios no governo de Pedro Barbosa.
- Bem, em Belém não era
diferente. A irmã do Pedro tinha poderes estritos e irrestritos para
movimentação financeira.
A conversa ia longe quando eu
fiquei a matutar e até perdi parte da conversa porque eu simplesmente levei a
pensar nas situações pelas quais os meus amigos portelenses passaram
dificuldades. Pensei que hoje a prefeitura tem, junto ao Governo Federal, 9
milhões de reais para asfaltamento de ruas retidos por conta de não prestação
de contas, tal como a rua paralela à Ypiranga, no bairro do Pinho. E depois que
o blog Educadores publica uma notícia de malefícios à sociedade e os bandidos
vêm dizer que estamos promovendo o terror?
Quando eu voltei à realidade, os
dois homens já estavam a discutir sobre agiotagem:
- Tem gente em Portel que não
tinha nada e hoje se apresentam como novos ricos da cidade.
- Me fala desses maquinários...
como é mesmo a história? Indaguei.
- Bom. É que teve um agiota que
não aguentou e resolveu vir pegar a máquinas aqui em Portel na marra! O cara é
mau! Mas tem agiota pior! Um deles disse que ia passar o sal no Pedro. E...
- Peraí! Passar o sal? O que é
isso?
- Passar o sal é mandar pro mundo
dos pés juntos, mandar matar, etc. Entendeu?
Nesse momento, entra um cidadão e
diz:
- Cês tão falando mal do melhor
prefeito de Portel!
A galera olha e a fala é quase
uníssona:
- Tá na hora da gente falar de
jegue, então! E a conversa se torna só uma gargalhada!
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