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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Portel: Como andam os malacos? Vão bem melhor do que os trabalhadores

Falar da bandidagem que toma conta da cidade de Portel é, no mínimo, relatar que, sem emprego e com uma economia frágil apoiada no funcionalismo público, os bandidos estão bem melhor do que o trabalhador honesto.

Nesta semana soube de um fato ocorrido com um morador da Boa Vista, região do Acutipereira, que teve sua embarcação abordada por vários bandidos. O barco pertence ao Tante, que trabalha como regatão, uma profissão antiga em Portel, que faz comercialização de produtos diversos como se fosse uma loja flutuante. Seu barco retornava do município de Breves quando foi atacada pelos piratas, entre os quais alguns elementos da região do próprio Acutipereira.

A noite foi de terror, com o proprietário da embarcação jogado no porão e uma arma apontada para sua cabeça. Revistaram tudo e retiraram 8 mil reais, despejaram duas caixas de frango no rio e levaram outros mantimentos, inclusive de um passageiro que estava a caminho da casa de sua filha o Acutipereira. 

Os bandidos são folgados mesmo. Como viram muita bebida, resolveram encher a cara de álcool e seguram em direção ao município de Curralinho, tomando todas e ameaçando atirar na cabeça do dono do barco, sua mulher em polvorosa e o idoso tremendo todo. 

No momento em que escrevo esta postagem, uma notícia chega via Whatsapp de que uma farmácia localizada no bairro do Pinho foi assaltada. Ao pedir mais detalhes, a pessoa que fala do outro lado do smartphone também conta que uma professora que se deslocava para o seu trabalho na escola Ezídio Maciel foi assaltada por dois pivetes.

O fato é que a atenção tem que ser redobrada neste fim de ano, quando os malacos também querem acompanhar o ritmo dos boas vidas que andam de carrões e som automotivo se exibindo e chamando a atenção da secretaria de meio ambiente. Os bandidos também querem usar do melhor perfume, da roupa de grife e frequentar as festas que acontecem em todos os quatro cantos da cidade. Aliás, a festa é um dos alvos da bandidagem e não há pudor na elaboração dos atrativos. Tanto que houve uma festa num sítio aqui próximo de casa e houve desfiles de menores e, pasmem, premiação a adolescentes com várias caixas de cerveja. É mesmo o fim da picada.


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