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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mãe Joana e o delegado Rafael Gonzaga


A falta de conhecimento das ciências aplicadas à evolução de uma campanha política já recorreu a segmentos diversos do puro empirismo. Não é à toa que houve candidatos com aproximação aos detentores de terreiros de macumba e outros.  Nesse sentido, passo a contar aos fiéis leitores do blog Educadores de Portel a história de Mãe Joana, que foi trazida por um prefeito. Mas não tem nada a ver com o prefeito. A personagem principal é a Mãe Joana.

Naqueles tempos, anos em que Rafael Gonzaga era o fabuloso delegado de polícia, de cujo braço direito ficava Ofir. Ocorre que um tal Morelli saiu para caçar e não retornou. A família esperou um, dois, três e... pensou na macumbeira. Esta se chamava Mãe Joana, mulher negra, tida como conhecedora profunda das coisas do além.

Mãe Joana foi convocada e a família pediu que esta indicasse o paradeiro de Morelli. Concentrou-se (“incorporou”, este é o termo) e declarou: “Este jovem está morto!”, disse a mãe de santo. A família caiu em prantos. E aí fizeram todo o cerimonial que um bom defunto merece: café, vigília, ladainha, missa de sétimo dia. Foi então que lá apareceu o morto, vivinho em pessoa.

A família, obviamente enfurecida com a falsa predição da macumbeira, comunicou o fato ao delegado Rafael Gonzaga. Este perguntou à espírita, que respondeu: “Errei”. Então o  delegado se virou para Ofir e disse “Recolha à cela a Mãe Joana, para que esta não erre mais”. Lá se foi a macumbeira para trás das grades.  
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