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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Política 2012: Os pecados do passado roem os ossos do presente

Estamos em um período eleitoral e os debates se acirram entre aqueles que são de debater. Alguns são prevenidos a não debaterem, uma classe que não precisa ser sustentada nas teorias dos grandes homens que se dedicaram a esses problemas, os quais já procedem de um passado tão longínquo que remonta aos registros bíblicos. Basta falar uma frase que se usava na falecida AMACOL: somos os últimos a saber e os primeiros a pegar porrada. Quem não debate, não discute, não procura saber em que pé as coisas estão, pode muito bem não saber e pegar porrada em primeiro lugar.

Por infelicidade, aquilo que venho combatendo durante todo o tempo em que o blog foi criado, vem à tona alguns fatos que só reforçam o meu posicionamento político. E isso ficou evidente quando o prefeito mandou para a rua os 1.131 servidores. Todos se comovem com a miséria desses servidores que não tiveram a honra e a felicidade de passar em um concurso (mesmo sabendo que ainda é possível perseguir um concursado, então não é bom se vangloriar), aí se detiveram num contrato. Já pensou em quem foi retirado para dar lugar aos que saíram agora? Quem defendeu aqueles que o blog (um blog que ninguém deu importância e que de repente se tornou a fonte de informação de quem mora fora do município de Portel, só os de dentro não conheciam)? Me diga: quem? A Câmara? Aqueles caras que não falam com ninguém?

Esses seres, digamos, pré-jurássicos, não trabalham com dados científicos, apesar de muitos deles terem frequentado universidades. O judiciário que nem sequer tinha um juiz definitivo, pois contávamos com um emprestado de outro município? Até ontem vi um cidadão comum reclamando que não se tem a quem se queixar, porque não tem juiz, não tem promotor, não tem defensor e os poucos advogados tem seus donos.

Ora, CH (Ciências Humanas) não habilita para o cargo de professor. E eu (não foi ninguém que me contou) vi situações em que se retirou um professor habilitado para dar lugar a um cara ou uma gostosona de rabo empinado, cuja formação não tem Didática, as Teorias Educacionais e ainda tem um prefeito que levanta a voz para dizer que esses caras são melhores do que o professor habilitado. Quem é esse ser que faz tal julgamento? Aquele que nem sequer pretendeu cursar uma faculdade? E aí vem a tempestade. No meio da crise se pode vislumbrar um monte de gente que se atropela no contraditório, pois uma hora vem defender os seus asseclas (nome ao vulgar nome do puxa-saco), para depois vir a defender o educador. 

O que estamos vivenciando? Um faz de contas? Ou seria a hora de sobreviver e se conta, de agora em diante, com um novo discurso e tudo fica bem. Tá na hora de se tocar, sobretudo porque não se vive mais o passado em que não se tinha memórias gravadas, registradas em algum lugar, nem que seja num blog, onde os futuros pesquisadores vão buscar suas informações para saber como era o passado. E é bom tocar nesse assunto, principalmente porque antes a gente contava com a memória dos nossos pais, amigos, vizinhos e conhecidos, agora numa idade avançada (lembro que pretendia entrevistar o finado Gonzaga e o Daguias me disse para se antecipar, pois este estava com a idade muito avançada) e que, ao morrerem, levam consigo as informações, experiências que, da mesma forma, tiveram alguns povos que sumiram do mapa por não registrarem suas histórias. 

Outro dia recebi críticas pelas postagens que eu faço no meu (nosso) blog. Não invento fatos. Perdoem se aumentei alguns, mas não tive intenção. Registro. Quer queira ou não um fantoche da vida, indicado para um cargo que sua capacidade nunca conquistou. Fruto do destino, ao qual se furtam alguns que preferiram sair como os ratos que fogem ao navio afundar. Para encerrar, eu noticiei de forma crítica o autoritarismo, a perseguição política e não é bom parar, alguém tem que mostrar a saída. Sociedade que não debate seus problemas não é legítima para defender seus direitos. 
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