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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Espaços públicos de lazer são abandonados em Portel

Nesta manhã, acordei às 5 e fui dar uma voltinha pela cidade. Aí encontrei um cidadão que me disse: "Não tem mais campinho para a prática de futebol". Em seguida chega mais um cidadão que reclama: "Não temos mais praças".

O futebol já foi um esporte mais praticado em Portel. Se não fosse jogo oficial no campo do Amazonas, podia ser um peladão na Praia do Areião, que há muito tempo sucumbiu e hoje ali se vê construída uma feira do produtor rural. Bem, se a meninada não ia ao Areião, tinha a conhecida "beira do campo", onde, em fins de tarde e todos os dias, eram montados mais de 20 campinhos, bastava colocar as traves e tinha-se a diversão garantida. Mas podia ser mesmo a "travinha".

A noite, podíamos ir brincar nas praças que, aliás, eram muitas. Eram? Sim, porque o que se vê hoje são resquícios daquilo que um dia se chamou praça. Uma perto do Paulino de Brito foi abandonada por anos. Agora vai virar quadra de esporte dessa escola. Entre tantos males, bem melhor assim. Mas havia uma praça junto ao rio Pacajá, o rio que banha Portel. Não mais existe, é uma feira livre. Seu nome era Praça dos Visitantes. Junto ao rio também foi construída uma praça no lugar onde existiu o Areião. Foi-se.

Parece mesmo que a praça que ninguém ousa acabar é a Praça da Bandeira e a Praça da Matriz. Aquela por ser um símbolo municipal onde se hasteava a bandeira nos tempos de honraria à Pátria. Esta por ser nutrida pelo povo católico que faz questão de angariar fundos para dar vida a este espaço de confraternização da família portelense e não serve só para católicos: todos são bem vindos.

O bairro do Muruci tem uma marca do que foi uma linda praça, instituída por Elquias Monteiro. De repente brotou um tremendo matagal, só pra lembrar a frase de Bezerra da Silva. Nesta praça já existiu vigias, posto policial. Agora é uma escuridão. O prefeito Monteiro também deixou uma praça para os moradores da Cidade Nova. Sorte daquele povo dali. A praça, mesmo sem cuidados ou reformas, continua firme.

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