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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Portel: Barqueiros recebem óleo diesel misturado com gasolina e tanque explode

Veja o flagrante de acondicionamento ilegal à direita
Barqueiros - assim denominados os trabalhadores que transportam alunos - da rede pública municipal de Portel recebem combustível adulterado.

Um homem que presta serviço de transporte de alunos deu entrada no hospital municipal com queimaduras leves após manusear óleo diesel misturado com gasolina. O cidadão pôs óleo diesel para iluminar a embarcação de volta para a localidade onde mora e, ao atear fogo no pavio da lamparina, houve uma pequena explosão. Era gasolina misturada ao óleo.

Posto flutuante sem capacidade de fornecimento
Logo depois do incidente, ainda houve quem afirmasse que se tratava apenas de um carote, mas logo em seguida vários barqueiros perceberam que havia algo estranho na composição do combustível. "Eu tive que devolver porque se eu colocar no tanque, vai estragar o bico", disse um barqueiro do rio Anapu. 

Barco de diretor sendo abastecido: veja carotes com óleo diesel
O combustível é fornecido por um posto flutuante que recebeu permissão do prefeito para se instalar na frente da prefeitura, justamente o local onde foi proibida a descarga de madeira serrada vinda do interior. Mas o posto foi privilegiado, embora existam três postos de gasolina autorizados pela Agência Nacional do Petróleo, gás natural e biocombustível (ANP), o posto pequeno falha constantemente no fornecimento, deixando milhares de crianças e adolescentes sem aula.

Por exemplo, hoje já é dia 11 de abril e as aulas ainda não foram retomadas depois da data prevista para paralisação, que foi dia 30 de março. Praticamente metade do mês já se foi e nada das aulas começarem, porque o combustível começou a ser entregue na sexta-feira. Ainda se constitui em empecilho para o reinício das aulas o pagamento dos barqueiros, que ainda não saiu. 

Com isso, centenas de escolas do interior de Portel deixarão de cumprir os 200 dias letivos, prejudicando o futuro de milhares de crianças e adolescentes que ficam sem aulas por falta de combustível e merenda escolar, entre outros problemas. Alô, Ministério Público, alô, Conselho da Criança e do Adolescente, hajam em nome da proteção das crianças e dos adolescentes de nossa combalida cidade.
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