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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Gastos e roubalheiras: se fosse empresa particular, já estaria na falência

O prefeito de Portel, Paulo Ferreira, já iniciou seu mandato com sérios problemas, todos causados pela má gerência administrativa do governo de Pedro Barbosa. Entre eles, os atrasos nos pagamentos de servidores, fato este que ninguém pode negar, pois até movimento foi encenado pelo sindicato da categoria, o SINTEPP.

Em um pronunciamento feito durante a manifestação do dia 20, achei por bem não atacar ferozmente o governo, tachando-o de ladrão, criminoso, etc. Pelo contrário, procurei mostrar:

  1. que a prefeitura de Portel hoje conta com um recurso (FUNDEB) que não existia para os governos de Felizardo Diniz e seus antecessores;
  2. que a prefeitura de Portel, assim como as demais do Brasil, vem assumindo muitos programas que geram contrapartidas que, consequentemente, dão origem a ônus ao fundo da educação (FUNDEB):
  3. os ônibus escolares provocam um custo de  cerca de 200 mil reais e não atuam na área para a qual o programa foi criado, que é a zona rural, visto que a maioria desses veículos circulam na cidade;
  4. os barcos contratados para conduzir alunos do interior geram um custo de 400 mil reais, dos quais 285 mil saem do FUNDEB;
  5. as escolas contam hoje com pelo menos um diretor e dois vices, que não correspondem às espectativas dos professores, alunos e comunidades, enquanto que poderia apenas existir um diretor e que essa despesa foi criada por iniciativas de diretores da cidade que trabalhavam nas escolas estaduais e precisavam de apoio enquanto geriam a estadual e davam aula, alcançando a carga humanamente impossível de se cumprir em torno de 600 horas (quem contesta que isso que não está acontecendo até os dias de hoje?)..

O que não foi falado por conta de tempo e creio que foi até bom não ter falado, é o fato de que existiram roubalheiras no governo de Pedro Barbosa e existem até hoje no governo de Paulo Ferreira (abra o olho, prefeito!), e que tais gatunagens eram e são operadas por servidores públicos que querem satisfazer suas frustrações materiais num piscar de olhos. Não é de hoje que um servidor com salário de 800 reais ou mil e oitocentos reais constroi uma casa que exige soma fabulosa de dinheiro e tudo num curto período de tempo e, após ser investigado pelo blog, não fez empréstimo nem ganhou na loteria (nem isso temos o direito, pois a única casa lotéria fechou há um bom tempo, sem falar na agência da CEF que até hoje não chegou a Portel, com uma série de boatos que nem eu quero me meter, porque é muito fedido).

Do jeito que anda, alertei durante a reunião, o SINTEPP terá que se pronunciar todo fim e início de ano sobre uma bola de neve que só cresce a cada ano que passa, denotando sinais de que se fosse empresa particular, a prefeitura de Portel já teria aberto falência.


 

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