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terça-feira, 2 de abril de 2013

Secretária de educação de Portel diz que governo de Paulo Ferreira não tem perseguição


Hoje, por volta das nove horas, o repórter da rádio Arucará FM, Viola de Jesus, entrevistou ao vivo a secretária de educação do município de Portel, dentro do programa Estação Sucesso do apresentador Roberto de Deus. O programa era aguardado por milhares de servidores públicos que estão sem receber o mês de dezembro, não pago pelo atual secretário executivo da AMAM, Pedro Barbosa.



SECRETÁRIA VALÉRIA

A secretária Valéria Ferreira, que é irmã do prefeito Paulo Ferreira, afirmou que o SINTEPP não procurou para diálogo na SEMED.



RESPOSTA DO SINTEPP:

De acordo com a coordenadora de aposentados, Roseane Silva, o SINTEPP protocolou dois ofícios com o intuito de solicitar reunião para tratar de diversos assuntos numa pauta extensa que abordaria, entre outros, o pagamento do 13º que até hoje não foi pago. Os encaminhamentos de solicitação foram feitos através do ofício nº 036/13, 04 de março de 2013, recebido às 11h33 min. Pelo setor de protocolo da SEMED. Noutra ocasião foi encaminhado semelhante pedido através do ofício de nº 040/2013.

SECRETÁRIA VALÉRIA

Além de acusar o sindicato de não tentar manter o diálogo, Ana Valéria também afirmou categoricamente que o SINTEPP está jogando a categoria contra a SEMED.


RESPOSTA DO SINTEPP

Com essa acusação, o SINTEPP reagiu de forma impiedosa, afirmando que quem joga os servidores contra a SEMED é o próprio governo por não ter pago o mês de dezembro. Além disso, joga, ela própria, a categoria pra cima de si ao não prestar qualquer esclarecimentos que justifique, de forma oficial, os reais motivos da não quitação do mês de dezembro. Entende o SINTEPP que quem fez a lotação de forma arbitrária, obscura e desrespeitosa foi o próprio governo, juntamente com vereadores despreparados. Ainda falando no desrespeito, indaga a instituição sobre os mandantes da contratação de professores sem a mínima habilitação para o exercício do cargo. Nesse quesito, o sindicato aponta casos que estariam acontecendo numa das maiores escolas da zona urbana, a escola Lourdes Brasil. Frisou ainda o sindicato sobre as precaríssimas condições de trabalho oferecidas pela SEMED. Salientou ainda a categoria que o governo municipal está a obrigar agentes de vigilância e de portaria trabalhar 12/36 sem isenção aos sábados, domingos e feriados. Ainda na questão trabalhista, disse a entidade que a SEMED está desrespeitando as leis trabalhistas, a qual diz que toda negociação trabalhista tem que ser negociada por intermédio do sindicato conjuntamente com a categoria. Para encerrar essa resposta, o sindicato asseverou que advogada e um funcionário expuseram a constrangimento e humilhação os agentes de portaria durante uma reunião ocorrida na escola Rafael Gonzaga, conforme relatos dos próprios agentes de portaria e que, finalmente, o governo municipal é o responsável por manter um número de escolas insuficiente para atender a demanda de alunos na idade escolar do município;
Outro motivo de ter jogado a opinião pública contra si mesmo foi o fato de lotar alguns professores com apenas 100h nas últimas escolas dos rios Anapú, Acutipereira, Camarapi e Pacajá, dando como exemplo o professor que mora numa localidade no Pacajá, ou seja tem residência fixa, e foi mandado para outro local distante de sua casa. Percebe-se, pela afirmação a seguir, que a secretária Valéria cutucou a onça com vara curta, pois o SINTEPP jamais jogou a categoria contra a SEMED, sendo, na verdade, o responsável por isso o gestor que não pagou o mês de dezembro e de que tal inaptidão proveio do mesmo grupo que apoiou o nome do atual prefeito.

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

Segundo a secretária de educação, não existe perseguição política em Portel. O SINTEPP acusa a secretaria, ao reduzir a carga horária, dos professores, especialmente aqueles que detêm empréstimos consignados a honrar e que, ao fazer tais reduções, fere frontalmente o salário dos mesmos. Embora a secretária afirme que não exista a perseguição política e, que em vez disso, á redução de carga horária em função de critérios como, por exemplo, de professores que faltam aos seus horários de trabalho que ela mesma constatou. Porém, muitos desses profissionais estão sendo vítimas de generalizações, pois muitos professores sérios e comprometidos com seus serviços estão sendo removidos de suas escolas e com redução de carga horária, assim como remoção para lugares distantes e com apenas cem horas. Além disso, essas pessoas foram aquelas que levantaram bandeira em apoio a outro candidato diverso do atual. São inúmeros os casos registrados no prontuário do SINTEPP, cujo procedimento foi encaminhar o caso ao Ministério Público e consequentes ações judiciais, conforme o caso.

NEPOTISMO

Exibindo desagrado com as acusações da secretária de educação, o SINTEPP chamou de imoral a nomeação de parentes do prefeito Paulo Ferreira, que nem o Pedro Barbosa com todos os erros promovidos pela ex-secretária Rosãngela Fialho e sua turma de superpedagogos nomeou os irmãos para ocupar cargo de secretário, com exceção do Benedito Barboza, mas logo corrigiu o erro ao exonerar seu irmão que ocupava o cargo de secretário de finanças. Para reforçar a afirmação, o SINTEPP também disse que povo desconfia que está se tornando uma maldição na cidade de Portel ao ficar tudo em família.

NÃO É SÓ PORTEL QUE ESTÁ ENROLADA COMO PAPEL HIGIÊNICO: SINTEPP CONTESTA

Ao ponderar a situação de inadimplência junto aos professores, a secretária Ana Valéria Ferreira não é peculiar ao município de Portel, o SINTEPP achou por bem esclarecer que muitos professores estudam em Breves e, assim, têm contato com todos os colegas da região marajoara e estes afirmam com todas as letras que tal falta de pagamento não aconteceu em suas respectivas cidades. Además, ousam criticar muito a categoria de profissionais de Portel por ter deixado acontecer esse problema gerado pelo grupo político de Paulo Ferreira.

A categoria sindical cama a secretária de muito descarada ao afirmar que não havia dinheiro na conta do Banco do Brasil, além de afirmar que não veio no mês de dezembro. Lembrou o SINTEPP que qualquer cidadão pode verificar no site bb.com/daf que lá pode verificar que foi depositado os seis milhões destinados a Portel.
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