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sábado, 6 de abril de 2013

Profissionais da educação portelense deflagram greve

Portel: greve é deflagrada                       Foto: Bob Andrada

Deflagração da greve

Greve é deflagrada em reunião de assembleia geral do SINTEPP/Subsede de Portel. O evento aconteceu na escola Abel Figueiredo, uma das maiores unidades de ensino do município de Portel.

Com o discurso apoiado em um história de um famoso político paraense, o professor Ronaldo de Deus antecipou novamente o que iria acontecer. Segundo a história, a política é semelhante a um namoro, com as declarações de amor. Mas, ao aprofundar as relações, faz-se necessária uma prova desse amor. Aconteceu na reunião desta noite.

DECLARAÇÃO DE AMOR VS PROVA DE AMOR: QUEM FOI CONTRA?

Ao votar pela deflagração da greve, o vereador Rosivaldo (Valdo) Paranhos, que também é professor, foi o único a se manifestar contra a paralisação. Enquanto isso, o vereador Ronaldo Alves, que exerce o cargo de coordenador-geral do SINTEPP, declarou seu apoio em favor da greve. O vereador Emerson Lobato compareceu e também apoia a greve.

Greve não é só por salário: a pauta é grande e inclui até merenda escolar

A pauta de reivindicações é extensa. Ao contrário da visão de alguns políticos, a categoria não entra em greve apenas por questão de salário não pago desde a gestão de Pedro Barbosa. O professor Socorrinho, por exemplo, citou as precárias condições de moradia na escola onde mora. O alojamento é uma sala de 2 m x 3m. As professoras tomam banho em um canto da sala de aula. Além disso, o alojamento serve para acomodar três pessoas, seus pertences, merenda dos alunos e outros materiais. O teto não impede chuva e sol, pois está todo perfurado.

Um professor afirmou que seus alunos, ao chegar na escola, perguntam logo se vai haver merenda. Cita o caso de uma mãe que chegou a chorar ao relatar que em sua casa não tinha comida e que era para o professor fazer alguma coisa. O professor pediu à servente preparar um café (sem leite) para ser servido com bolachas, tudo fornecido do mantimento do professor.

Outro ponto da pauta de reivindicações é o assédio moral que os professores vêm sofrendo. Para piorar, ainda que negado pela secretária de educação do município, a perseguição política é mencionada com destaque. Uma professora da zona rural diz que a direção de sua escola a transferiu para outro lugar distante com redução de carga horária porque fala muito. 

Quanto à interferência e favorecimento de vereadores dentro da SEMED, o professor Otoniel Souza citou o caso do vereador Rosivaldo Paranhos que tem um irmão na escola Alcides Monteiro e está confortável com sua carga horária. Nesse mesmo sentido, apontou a direção da escola da Vila Cocal, onde o irmão do vereador Toia Gama é o diretor.

Passeata após deflagração da greve


Após ter deflagrado greve em todo o municípo de Portel, os professores percorreram de motos e carros pelas principais ruas de Portel. Em frente ao prédio da prefeitura da cidade, os coordenadores do SINTEPP fizeram discurso para sensibilizar os moradores da zona rural que estão na cidade. 

As ações devem seguir pela noite, com abordagens nas escolas. Entre elas a escola Lourdes Brasil, no bairro do Muruci, na qual o diretor já ameaçou os servidores ali lotados a não participarem da greve. Pela manhã, haverá divulgação nos meios de comunicação, já que não é comum a TV promover noticiários no domingo. Na segunda-feira as ações são de piquetes em frente às escolas, assim como panfletagem. Na terça, a categoria recebe reforço de Belém e outros municípios. Famílias já estão se sensibilzando no sentido de não deixar seus filhos estudarem, já que a crise também reflete diretamente crianças que, muitas vezes, ficam sem merendar, num ambiente quente e inóspito.


"Já nos tiraram a LICENÇA PRÊMIO, INFORMARAM O MÊS DE DEZEMBRO PAGO NA CÉDULA "C" (Imposto de Renda -IR), NÃO NOS PAGARAM O MÊS DE DEZEMBRO, ACHATARAM O SALÁRIO DOS AUX. DE SECRETARIA ESCOLAR, FORÇARAM OS AG. DE PARTARIA A TRABALHAREM 12hs/36hs, temos um PCCR obsoleto e queremos um PCCR Unificado, PERSEGUIÇÃO POLÍTICA CONTRA A CATEGORIA, o GOVERNO nos ataca na TV querendo responsabilizar o SINTEPP pelo não pagamento de DEZEMBRO DE 2012 na tentativa que criminalizar o nosso movimento e a nossa luta. Por essas e outras que estão na pauta de reivindicação é que o SINTEPP resolveu grevar em Portel até que o Pref. PAULO FERREIRA resolva negociar.", disse o vereador Ronaldo Alves.
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